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Estou de volta e dessa vez é pra valer. Sua autora precisava (ainda precisa) estudar, mas eu necessito escrever. Dito isso, garanto mais capítulos por semana daqui pra frente. 

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— Que nojo, Weasley! — exclamou Ártemis, correndo de Fred que segurava um rato morto pelo rabo.

— Qual é, tá com medo de um ratinho? — zombou ele.

— É nojento, garoto. Some da minha frente com isso, antes que eu te faça engolir.

Fred riu, e antes que pudesse responder, um baque surdo veio do armário no fim do corredor.

Outro baque mais forte.

— ...me diz que você também ouviu isso — Fred murmurou, abaixando o rato lentamente.

Ártemis já estava com a varinha em mãos.

— Se for mais um rato, eu juro que incendeio essa casa inteira.

O armário tremeu, a madeira rangendo como se algo respirasse lá dentro. Um som baixo, indefinido, escapou pela fresta da porta.

Fred engoliu em seco.

— Tá. Isso definitivamente não é um rato.

— Bicho-papão? — Ártemis disse, sem hesitar. O olhar dela não vacilava, mas o maxilar estava tenso. — Sirius devia ter trancado isso melhor.

— Ótimo. — Fred forçou um sorriso. — Sempre quis enfrentar um trauma personificado antes do almoço.

O trinco do armário girou sozinho.

Ártemis deu um passo à frente, instintivamente ficando entre Fred e a porta.

— Fica atrás de mim.

— O quê? — ele protestou. — Nem pensar.

— Não é um pedido, Weasley.

A porta se abriu com um estalo seco. Fred se colocou na frente dela. Então o bicho-papão saiu.

Ártemis estreitou os olhos, confusa.

— Fred?

O que emergiu do armário não era exatamente aterrorizante. Era Fred Weasley — ou algo muito parecido — usando um avental florido, cabelo impecavelmente arrumado e um olhar cansado demais para alguém da idade dele. Atrás, uma cozinha minúscula, crianças ruivas correndo e uma mulher de braços cruzados surgia no fundo da cena.

— Fred Gideon Weasley... — a versão do futuro começou, com a voz inconfundível da Sra. Weasley.

Fred soltou um som estrangulado.

— NÃO. Não, não, não, não!

Ártemis levou a mão à boca, tentando falhar miseravelmente em conter o riso.

— Ah. — Ela analisou a cena com atenção cruel. — Então é isso que te aterroriza? Responsabilidade?

— Cala a boca — ele disse, desesperado. — Isso é um pesadelo muito específico.

A Sra. Weasley do bicho-papão avançou um passo.

— Você largou Hogwarts para abrir uma loja ridícula—

RIDDIKULUS! — Fred berrou, a varinha quase escapando da mão.

A cena vacilou.

O avental virou uma fantasia exageradamente rosa. A cozinha se encheu de fogos de artifício. A Sra. Weasley tropeçou, escorregou em uma extensão explosiva e saiu deslizando pelo cenário aos gritos, como se estivesse em um número de circo.

WICKED GAME | HERMIONE GRANGERHistórias para pegar e não largar. Descubra agora