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Cada dia mais difícil editar esses capítulos 😭  Mas a maratona ainda vem!!                                        Se tiver algum erro, perdoem. Vai ficando tudo muito confuso e eu me perco.

Boa leitura!

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Ártemis Grindelwald point of view

Desatamos a correr sem pensar duas vezes, arrastando Harry e Rony comigo estrada abaixo. Passamos pelos portões com os javalis alados e cortamos caminho pelos jardins até a cabana de Hagrid. As cortinas estavam fechadas, mas Canino começou a latir assim que nos aproximamos.

─ Hagrid! ─ gritou Hermione, batendo na porta com força. ─ Hagrid, chega disso! Sabemos que você está aí! Ninguém liga se sua mãe era uma giganta! Você não pode deixar aquela Skeeter nojenta vencer! Hagrid, abre essa por─

A porta se abriu antes que ela terminasse a frase.

─ Já não era ho... ─ Hermione começou, mas engoliu as palavras ao dar de cara com Alvo Dumbledore.

─ Boa-tarde ─ disse ele, como se não fôssemos quatro adolescentes ofegantes batendo desesperados à porta de alguém em luto emocional.

─ Nós... nós só queríamos ver o Hagrid ─ murmurou Hermione, claramente sem saber onde enfiar a cara.

─ Sim, eu imaginei ─ respondeu Dumbledore, com os olhos cintilando daquele jeito irritantemente sábio. ─ Por que não entram?

Entramos. Canino pulou em Harry como se ele fosse um pedaço de carne suculenta. Ignorei a confusão por um instante, observando Hagrid sentado à mesa. Ele estava um trapo. Olhos inchados, rosto manchado, cabelo parecendo palha queimada. Uma versão em colapso do homem que eu conhecia.

─ Oi, Hagrid ─ disse Harry, cauteloso.

─ respondeu ele, com a voz rouca e baixa.

Dumbledore, claro, não perdeu tempo. Um giro de varinha e apareceu uma bandeja com chá e bolos. Sentamos todos. A atmosfera era densa, como se estivéssemos esperando um veredito.

─ Você ouviu o que a senhorita Granger estava gritando, Hagrid? ─ perguntou Dumbledore, após uma pausa significativa.

Hermione ficou vermelha. Eu mantive o olhar fixo em Hagrid, esperando que ele olhasse de volta.

─ Hermione, Harry, Rony e Ártemis tentaram derrubar sua porta ─ continuou o diretor, olhando para ela com um sorriso leve. ─ Eles ainda querem conhecer você.

─ Claro que sim! ─ exclamou Harry. ─ Você acha que a gente se importa com o que aquela vaca da Skeeter... desculpe, professor.

─ Fiquei temporariamente surdo, Harry ─ disse Dumbledore, contemplando o teto.

─ Certo... bom... Hagrid, como é que você pode pensar que a gente ligaria pro que aquela "mulher" escreveu?

Vi os olhos de Hagrid encherem. Lágrimas grossas caíram daquelas órbitas negras e foram engolidas pela barba embaraçada.

─ Prova viva do que te falei, Hagrid ─ disse Dumbledore, ainda olhando para cima. ─ Já te mostrei as cartas dos pais que te lembram com carinho...

─ Nem todos... ─ murmurou Hagrid. ─ Nem todos querem que eu fique...

─ Se você quer aprovação universal, vai morrer trancado nessa cabana ─ disse Dumbledore com firmeza, e pela primeira vez vi o peso de sua autoridade nos olhos dele. ─ Nem eu recebo isso, e sou o diretor.

WICKED GAME | HERMIONE GRANGERHistórias para pegar e não largar. Descubra agora