O frio da manhã foi a primeira coisa que Ártemis sentiu ao despertar. Seu corpo estava quente, envolvido em algo confortável, mas a sensação era diferente do habitual. Seus olhos se abriram devagar, encontrando a luz baixa do dormitório.
Alice estava sobre ela, o rosto relaxado contra seu pescoço, o braço jogado sobre sua cintura e uma perna entre as suas. Ártemis piscou algumas vezes, tentando afastar o torpor do sono. Por um instante, ficou ali, sentindo o peso e o calor da amiga sobre si. O quarto estava silencioso, exceto pelo som suave da respiração das outras garotas dormindo.
Com cuidado, ela deslizou para fora da cama, movendo-se lentamente para não acordar Alice. A amiga resmungou algo inaudível, mas não despertou. Ártemis soltou um suspiro baixo de alívio, ficando de pé e ajeitando a roupa amarrotada.
Olhou para o relógio ao lado da cama-muito cedo. Talvez ninguém estivesse circulando pelo castelo ainda.
Vestiu um suéter grosso sobre a camisa do pijama, calçou os sapatos e saiu do dormitório em silêncio. Os corredores da Sonserina estavam desertos quando ela passou, subindo as escadas que levavam para fora da masmorra.
O ar frio bateu contra seu rosto assim que saiu para os jardins. O chão ainda estava úmido do orvalho da madrugada, e as folhas das árvores balançavam suavemente ao vento. Ártemis caminhou sem pressa até o lago, onde o navio de Durmstrang flutuava na água escura.
Sem pensar muito, deitou-se na grama fria, cruzando os braços atrás da cabeça e encarando o céu pálido do amanhecer.
O silêncio era confortável. Pela primeira vez desde a noite anterior, sua mente parecia vazia.
Ártemis não sabia dizer se tinha adormecido ou apenas ficado tempo demais perdida nos próprios pensamentos. O frio ainda se agarrava à sua pele, mas seus músculos estavam relaxados, o olhar fixo no céu acinzentado.
Então, passos.
Ela ouviu o farfalhar das folhas e o som ritmado de pés contra a grama, mas não se moveu. Poderia ser qualquer um cortando caminho pelos jardins. Só quando uma voz conhecida a chamou, ela piscou lentamente.
- Ártemis?
Era Harry Potter.
Ela virou a cabeça ligeiramente e viu que ele não estava sozinho. Hermione estava ao lado dele, os braços cruzados contra o peito como se tentasse se proteger do vento frio. Seus olhos encontraram os de Ártemis, e algo ali estava diferente.
O impacto da conversa inacabada entre elas pairava no ar, mas nenhuma das duas mencionou isso.
- O que você está fazendo aqui? - Harry perguntou, descendo até onde ela estava.
- Não conseguia mais dormir - respondeu Ártemis, sua voz rouca do silêncio prolongado.
Harry assentiu, parecendo entender. Hermione, no entanto, permaneceu quieta, mas seu olhar dizia mais do que qualquer palavra.
Nenhuma delas quebrou o silêncio primeiro.
Harry suspirou e se sentou ao lado de Ártemis, esticando as pernas na grama úmida. Hermione hesitou por um segundo antes de fazer o mesmo, posicionando-se ao lado de Harry. O vento gélido passava por eles, vindo do lago, mas ninguém parecia se importar.
Harry passou a mão pelos cabelos, claramente frustrado.
- Hermione é a única que acredita que nós não colocamos nossos nomes no Cálice - ele disse, a voz carregada de cansaço.
Ártemis desviou o olhar do lago para Hermione, que permanecia com os braços cruzados, os olhos fixos em um ponto indefinido à frente. Havia algo rígido nela, mas também um brilho determinado no olhar.
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WICKED GAME | HERMIONE GRANGER
Fiksi PenggemarÁrtemis Grindelwald, filha de Gellert Grindelwald, é temida por todos em Hogwarts, às vezes até mesmo por seus amigos. Mas existe uma pessoa que não sente nenhum pingo de medo de Ártemis. Hermione Granger. "Você vê a pessoa, mas não a enxerga de ver...
