POR FAVOR, LEIAM AS NOTAS FINAIS!
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Dulce acordou no dia seguinte sentindo-se desnorteada. Lembrou-se de todos os fatos do dia anterior e suspirou, voltando a fechar os olhos.
- Mas você não tinha o direito! Eu a estou protegendo!
Abriu os olhos quando ouviu a voz de Maite. Parecia uma discussão no andar de baixo.
- Você não pode protegê-la do próprio marido, Maite, não seja estúpida!
Dulce ouviu a voz de Alan replicando.
- Alan, quem está fazendo uma estupidez é você...
- Não levante a voz comigo!
Dulce sentou-se, confusa. Será que estavam brigando por causa dela?
A ruiva ouviu mais alguns resmungos no andar de baixo, e alguns minutos depois sua porta foi aberta abruptamente por Maite, que parecia furiosa.
- O que aconteceu? - Dulce
perguntou.
- Alan disse à Uckermann que você está aqui. - A morena respondeu de mau grado.
- O quê? Mas...
- Eu nem tive tempo de impedir! O maldito o fez pelas minhas costas. - Maite disse baixinho, rogando uma praga em seguida.
- Mas não creio que Uckermann virá aqui atrás de mim. - Dulce murmurou, incerta. - Ele mandou-me embora como se fosse uma tralha! Acho que não vai me querer mais depois do que eu fiz...
- Acho que está bem enganada. - Maite disse sombriamente.
- Senhora! - Uma criada chamou Maite, na porta.
- Sim?
- Há uma lady lá embaixo que deseja ver sua amiga. - A criada apontou para Dulce gentilmente.
Maite e Dulce se entreolharam.
- Disse a alguém que estava aqui?
- Não. - Dulce franziu o cenho.
- Posso mandá-la subir? - A empregada perguntou.
Maite deu de ombros.
- Mande. Dormiu bem, Dul? - Perguntou quando a criada saiu.
- Como uma pedra. Só espero não ter que voltar para aquela casa.
Maite apertou-lhe os ombros.
- Não se preocupe. Estou aqui. Qualquer coisa, eu ajudarei você a fugir.
- Faria isso por mim? - Os olhos de Dulce brilharam.
- Claro! - A morena sorriu, e Dulce soube que pela primeira vez fizera uma amizade verdadeira.
A porta se abriu novamente, e Adelaide entrou, surpreendendo Dulce.
- Ah, senhora! Como está? - A mulher se aproximou, parecendo aliviada e ao mesmo tempo terna.
- Adelaide! - Dulce sorriu. - O que faz aqui?
- Senhor Uckermann mandou-me. - Adelaide disse timidamente. - Mas mesmo se não tivesse mandado, eu viria! Estive muito preocupada, senhora! O patrão estava nervoso quando fez o que fez!
- Se não fosse por Maite eu teria dormido na rua. - Dulce respondeu, olhando para a amiga.
- Coitadinha. - Adelaide balançou a cabeça. - Eu achei uma barbaridade, tentei procurá-la mas o patrão não permitiu que eu fizesse nada.Tive medo que algo acontecesse com você naquelas ruas.
