A ruiva estava imersa nas espumas da banheira do quarto, de olhos fechados, os cabelos vermelhos e molhados lhe tampando os seios, quando alguém abriu a porta de uma só vez.
- Posso saber o que está fazendo? - Christopher perguntou mordazmente.
- Eu que teria que perguntar isso, não? - Ela ergueu uma sobrancelha, enquanto descia mais nas espumas para que ele não visse nada de seu corpo.
- Não se faça de engraçada. - Ele aproximou-se duramente, mas não olhava para o corpo de
Dulce. Era como se ele não estivesse vendo que ela estava nua na banheira.
Já ela estava corada.
- Não sei do que está falando dessa vez, Christopher. - Ela respondeu com um suspiro. - E minha prima já foi?
- Acabou de ir. - Ele se aproximou mais e colocou as duas mãos nas beiradas da banheira, uma de cada lado, como que encurralando Dulce. - Porquê saiu daquele jeito e não ficou conosco?
- Não estava disposta.
- Mentirosa. Você estava perfeitamente bem. Mas não consigo entender porquê deu as costas e se trancou aqui todo esse tempo. Inclusive não entendo sua atitude! Outro dia ficou nervosa porque viu sua prima claramente dando em cima de mim... e hoje agiu como se não se importasse, como se eu fosse um produto barato que você não quisesse mais e que quisesse dar para outra pessoa.
Dulce se recostou na banheira, sem graça.
- Não sei o que dizer.
- Diabos, Dulce! - Christopher praguejou com um grito, batendo com uma mão fechada dentro d'água. As gotas respingaram em Dulce, fazendo-a gritar de susto. - Dessa forma nosso casamento vai se tornar uma piada!
- Já é uma piada, sempre foi. - Ela respondeu, com os olhos levemente marejados.
Christopher afastou-se por um breve momento, observando-a. Pareceu não saber se explodia de novo, ou se saía do banheiro.
Enquanto isso Dulce ficou amuada dentro da água, encarando-o com os olhos brilhantes.
- Demônios... - Ele voltou a se aproximar abruptamente, puxou-a para cima (pelo braço) e colou o corpo encharcado da ruiva no dele.
Dulce se arrepiou toda. Tanto de frio, quanto pelo fato de sentir a roupa e o corpo quente do marido apertando o seu.
- O que está fazendo? - Murmurou fracamente.
Ele beijou o pescoço dela, aspirando o perfume, e logo afastou o corpinho dela para que pudesse observá-la.
Os cabelos de Dulce ainda estavam na frente dos seios, grudados pela água. Christopher ergueu a mão e afastou as madeixas vermelhas, deixando os empinados seios dela à mostra.
Dulce corou, tentando se cobrir.
- Não... - Ele segurou as mãos dela atrás do corpo.
- Christopher. - Ela sentiu o queixo tremer de frio, os mamilos ficando arrepiados e vermelhos na frente do marido.
Ele lambeu os lábios, acariciando um dos seios dela e apertando-o. Logo Dulce o viu abaixar a cabeça, e sentiu os lábios e a língua dele em seu seio.
Não conseguiu se conter e gemeu, com a cabeça indo para trás.
- Você gosta... - Christopher murmurou com os olhos brilhantes e um sorriso malévolo.
- N-Não...
- Então porquê está gemendo? - Ele apertou-a ainda mais. Virou-a de costas, colocou uma mão por baixo de uma das coxas de Dulce e a fez colocar uma perna em cima do batente da banheira. Levou dois dedos à sua feminilidade e a acariciou.
Dulce se arqueou toda, fechando os olhos.
- E porquê está toda quente e molhada? - Ele disse no ouvido dela, arrepiando-a.
- Christopher, não... - Ela tentou fechar as pernas, mas se sentia fraca.
Ele colocou a outra mão nas nádegas bem-feitas da ruiva, e logo penetrou-a com um dedo vagarosamente, atrás.
Ela gemeu numa mistura de dor e prazer.
-Agora quero ouvir você repetir que nosso casamento é uma piada. - Ele disse com voz dura, enfiando mais o dedo dentro dela e punindo-a.
Dulce mordeu os lábios.
- Deus, você ainda é tão fechada e pequena! - Christopher colou os lábios na nuca de Dulce, tentando afundar mais o dedo naquele recanto tão secreto da ruiva.
Quando ela deu um grito, com os olhos fechados, Christopher retirou as duas mãos que estavam provocando Dulce e virou-a de frente.
- Te quero nesse momento. - Murmurou ele com a voz rígida.
- Christopher... - Ela ainda tinha dificuldades para respirar. - Não.Isso tem que parar.
- Nós somos marido e mulher!
- Não me importa, esse casamento sempre foi uma grande farsa para mim.Um engano. Uma prisão. - Ela se esforçou a dizer.
- NÃO REPITA isso! - Ele berrou, com a voz grossa e furiosa, sacudindo-a.
- É a verdade! - Ela gritou de volta. - Uckermann... nós poderíamos conversar... e quem sabe você pudesse me deixar partir para...
- NUNCA! - Ele urrou, à centímetros dela. - Jamais volte a me propor isso. JAMAIS! Só irá se desgastar! - Ele empurrou-a e saiu do banheiro impulsivamente, deixando a porta aberta.
Dulce começou a chorar, e foi fechar a porta. Não sabia pelo que chorava exatamente... se era pelas brigas excessivas, o casamento infeliz, sua vida, ou se era pelo fato de não saber o que sentia por Christopher.
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Obrigada pelo carinho de vocês lindas, fico muitíssimo feliz que estejem gostando... Algumas vezes eu dou essas "sumidas" de 4 a 7 dias por conta de alguns problemas em minha vida pessoal... Não prometo que isso não voltará a acontecer pois eu não tenho bola de cristal para prever o futuro.
Bjs melosos: Hannah.
