Mais um cap para deixar vocês na curiosidade... Muahahahahaha...
-----------------------------
Já no Porto, onde vários navios zarpavam, Maite olhou para Dulce e sorriu.
- Bom... não gosto muito de despedidas, por isso vou ser breve. Gostei muito de você assim que a vi, Dul, por isso já a considero minha amiga. Mas não vamos considerar isso um adeus, ok?
Dulce sorriu, assentindo.
- Tem razão. Ainda nos veremos de novo.
- Claro! Mas o importante agora é que você saia daqui o mais rápido possível. Ou Uckermann a alcançará e você virará prisioneira dele de novo.
Colocando uma mexa atrás da orelha, Dulce olhou para a passagem em sua mão. Destino: Espanha.
- Espero que dê tudo certo. - A ruiva comentou, suspirando. - Mas qualquer lugar é melhor do
que aqui, onde minha família não se importa comigo e meu marido é o homem mais perverso que já vi.
Maite a consolou, pegando na mão da amiga.
- Mas qualquer coisa... você tem a mim agora, ok?
Dulce sorriu e a abraçou.
- Obrigada, Mai. É minha única amiga de verdade. Nunca vou esquecer tudo o que fez.
O navio de Dulce apitou.
- Bem, é sua hora. - Maite a largou, com um sorriso. - Boa sorte!
Dulce assentiu, nervosa. Pegou sua maleta, sorriu para a morena (que acenou) e foi em direção ao navio.
Após mostrar a passagem para o homem que mandava as pessoas para dentro do navio, Dulce entrou.
Alguns minutos depois o navio começou a zarpar, e a ruiva finalmente sentiu-se livre e feliz como não se sentia há tempos. Tinha conseguido! Estava livre de Uckermann.
Mal acreditando no alívio, Dulce adentrou no navio. Logo encontrou seu quarto (que
estava reservado no bilhete da passagem).
Viu que teria duas companheiras de quarto durante a viagem, ambas já arrumavam suas coisas lá dentro.
- Olá. - Dulce cumprimentou com um sorriso, deixando sua maleta perto de uma cama.
- Olá. - Uma respondeu, meio seca, e logo voltando a fazer o que estava fazendo.
Erguendo a sobrancelhas, Dulce sentou-se na cama com um suspiro. Olhou pela pequena janela do quarto, e seu nervosismo por ir sozinha para outro país começou a aparecer. Nunca tinha saído do México, e agora estava abandonando tudo (até os pais) numa fuga impulsiva para a Espanha.
Só esperava que desse tudo certo ao chegar lá.
