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Léo on:
Cara, a Ali tava gostosa demais naquela roupa. Meu Deus! Fiquei com a sensação de que ela quase babava também, mas estava em transe, não prestei atenção.
Nós descemos e eu percebi que ela ficou apaixonada pela decoração. Que bom, né. Ficou tudo do jeito que eu queria.
Eu fui pegar uns negócio pra beber com o Gabriel. Ele é o filho de um sócio do meu pai que terminou a escola uns dois anos atrás, desde então sempre trás uns negócio pra gente beber nas festa. Ele sabe direitinho todas as entradas escondidas da escola.
A Ali apareceu lá e começou a me atentar, cara, essa garota não cansa?

quando vocês forem pra cama, ô troxa!
Quieto subconsciente!

Eu e Ali estávamos "discutindo", e quando me dei conta estávamos só eu, ela e o Gabriel. Ela pegou um energético e logo saiu.
Vi o Gabriel olhando pra bunda da Ali. E cara, eu fiquei puto!

Léo: Não olha pra bunda dela, meu! -digo pouco alto. Será que ela escutou?

Não! tu praticamente gritou, ô retardado!
Esfrega mais um pouco do oque eu já sei na minha cara, subconsciente.
Nossa cara!
Cala a boca!

Ela deu uma travada. Sim. Ela tinha escutado, merda. Mas oque foi aquilo?

Ciúmes, o nome.
Eu? Com ciúmes? De alguém que eu só quero pegar?
Vamos ver por quanto tempo tu vai querer pegar!
Cala a boquinha.
Se eu quiser que tu se apaixone por ela, tu se apaixona. Eu que mando em ti.
Verdade. Não queira isso.

Estava naquela discussão básica com meu subconsciente, que sempre acontece quando a Ali ta por perto, até que o Gabriel me tira dos meus devaneios e percebo que ele estava me olhando o tempo todo, durante a minha briga interna.

Biel: Cara, tu tá com ciúme? -diz cético, claramente descrente.

Independente do oque eu falasse, ele me zuaria. Merda.

Léo: Se eu disser que não, tu vai falar que eu to apaixonadinho e to negando. Se eu falar que sim, tu vai falar que eu to apaixonadinho. De qualquer jeito vai me zuar. Então sim, acho que é ciúme. Mas só.
Biel: Cara, um mês. Se tu não levar ela pra cama em um mês, e continuar nessa. Vou te zuar pro resto da vida. E ainda falo pra todo mundo.
Léo: Ah, cara. Cala a bo... -fui interrompido pelo Jack.

Jackson é um moleque lá da minha sala que sempre ajuda o Biel carregando as bebidas aqui pra dentro. Outro que sabe cada detalhe dessas paredes, vive fugindo pra dar uns rolê.

Jack: LÉO, CARA! O Iam e o Igor pediram pra mim te avisar que o Luan, o moleque da pulseira, tá aqui na festa! Falaram que ele tava atrás da Ali! -NÃO ACREDITO, QUE CARA CHATO MEU.
Léo: CARALHO! QUE CARA INSUPORTÁVEL! EU VOU QUEBRAR A CARA DELE!
Biel: Vai lá resolver o problema com o lazarento, apaixonado. É tua mina! -diz rindo, outro insuportável.
Jack: Oi? Léo apaixonado? Pela Ali? -Mais perdido que cego em tiroteio, coitado.
Léo: Claro que não! Não viaja! Quieto aí, Gabriel! -Gritei pra eles, correndo para a pista.

Sei lá, mas acho que eles correram atrás de mim, mas só pra ver oque ia acontecer mesmo. Porque ninguém falou nada.
Cheguei lá e vi aquele bosta agarrado na cintura da Ali, que por sua vez, gritava com ele.
Cara, eu fiquei tão puto! Eu ia mesmo quebrar a cara daquele doente! Podem até chamar de ciúmes, de certo era mesmo. Não ligo! Mas ele tava fodido. Vi ele gritei:

Léo: QUEM TE DEIXOU VIR? AS REGRAS DIZEM: COM PULSEIRA VERMELHA, SEM FESTAS! -ele soltou ela e se aproximou.
Luan: Ninguém, Sr. Mirrors -disse irônico. Ele tava bem fodido-. Eu vim simplesmente porque eu queria a Ali. Vim porque eu quis. Algum problema? -Ha. Ha. Ha. Eu vou matar ele.
Léo: Hum. Sim, todo. -fiz uma pequena pausa e olhei ao redor. Todos nos olhavam- Primeiro: Você está com a pulseira vermelha. Não pode vir a festas, nem sair do seu quarto, a não ser pra aulas e refeições. Segunda: Ali esta acompanhada, por mim.
Luan: Tão acompanhada que estava dançando sozinha!
Ali: Sozinha ou acompanhada: VOCÊ NÃO PODE CHEGAR SARRANDO EM MIM, CARALHO -ela grita-! ISSO É ABUSO, MEU DEUS!
Léo: Ali, calma, eu resolvo isso -quando me virei pra falar com ela automaticamente me acalmei. Oque é isso?!

Amor, paixão, desejo... Vários nomes.
Subconsciente, não é hora.
Concordo, arrebenta a cara dele!
Com prazer!

Luan: Então, vai fazer oque?!
Léo: Isso! -Obedeci meu subconsciente.

Bati nele até ver sangue saindo do seu nariz. Quando vi o líquido, me levantei. Minha intenção era que ele ficasse no chão. Mas o bosta se levantou. Comecei a bater nele de novo, até que escutei a voz da Ali perto de mim.

Ali: Por favor, Léo! Já tá bom! Já pagou pelo oque ele fez! Por favor, Fera! -por que isso mexeu comigo?!

Peguei ela pelo braço e a arrastei para trás do refeitório, lateral na verdade. Lado contrário do que o Gabriel estava.

Ali on:
O Leonardo bateu no coitado até não poder mais.

"Coitado", aham, que te assediou!
Quieta subconsciente, please!
Okay! O Léo ta com ciúme!
QUIETA!

Quando dei por mim, Leonardo estava me arrastando. Oque ele queria?
Ele me levou pra um pedaço meio que atrás do refeitório, mas não perto de onde o Gabriel estava. Ao contrário, longe.
Ele me prensou na parede e acariciou meu rosto, eu consegui sentir sua respiração, ver cada detalhe do seu rosto, que guri lindo.

Ali: Oque... Oque é isso? -Digo devagar roçando nossos lábios. Pera, porque eu já to ofegante. Jesus!
Léo: Po-Porque eu go-gosto de ti! -Ele gaguejando fica mais lindo ainda, Deus.

Ele me beija, que beijo perfeito. A língua dele explorava cada canto da minha boca. Eu fazia o mesmo. Nossas línguas dançavam em perfeita sincronia. Sentimos uma luz na nossa cara, ignoramos, continuamos. Paramos por falta de ar. Nunca odiei tanto respirar

Palmas. Aff. Palmas. Mel, Bia, Iam, Igor, Math, o bonde todo lá. Acho que eles acharam que ele ia me bater e viram um beijo. Que merda. Que vergonha. Valeu a pena. Que raiva.



A Bela E A Fera No InternatoOnde histórias criam vida. Descubra agora