Ali on:
Diih: Beleza. Eu e Igor, Iam e Mel, Jack e Anne, Léo, Ali, Math e Bia. Fechou?
Aham, claro. Super fechou. Fechou pra caralho.
Ali: Valeu, galera. Vamo indo? -me aproximei da Mel e do Iam.- Onde tá o carro de vocês? -todos me olharam com tédio.
Léo: Não começa o cu doce que é só uma carona. -falou sem parar de sorrir.
Que porra esse menino tá sorrindo tanto? Se o motivo não for eu, não é valido.
Ali: Tá. -revirei os olhos.- MAS QUE CARALHO QUE TU NÃO PARA DE SORRIR. -todos na nossa volta me olharam e os meus "amigos" começaram a rir.
Léo: Tá, tu termina comigo e mesmo assim eu não posso tá feliz por ir numa festa? Aí não da, né, Alícia? -provocou segurando o riso.
Ali: Sabe qual teu erro? Achar que um dia eu botei coleira em ti. Tu podia ter ido pra um monte de festa e ter pegado geral, inclusive AIDS que é o que tu vai pegar se continuar nesse pique. Mas não, tu vinha com essas de me fazer passar a tarde contigo. Vai à puta que pariu, Leonardo. Tu que sempre correu atrás, não vem querer se fazer de dog amarrado agora, não. -ficou sério.
Eu sei que é pra mim voltar a ficar de boa com ele, mas é difícil não cair nas provocações do Leonardo. Ele manja de como me incomodar.
Math: Onde é a festa? -perguntou, fugindo daquele clima tenso.
Igor: Longe.
Bia: Como que a gente vai voltar então? -falou abraçando Math.
Jack: Não vamos. Não hoje. -sorriu.
Ali: Expliquem por inteiro. -digo revirando os olhos.
Léo: A gente vai pra festa, dorme lá, volta amanhã de tarde. Como se tivéssemos saído hoje, voltado hoje, saído de novo amanhã de manhã, e voltado de tarde. -deu de ombros.- Lerda.
Ali: Vamo dormir aonde? -perguntei fingindo não ter escutado a última parte.
Iam: My house. -falou sorrindo também.
Math: É aonde, a festa?
Iam: My house. -sorriu ainda mais.
Bia: A festa é tua?! -arregalou os olhos.
Iam: Quinze aninhos do meu irmão. Mas a festa é pique Reis Dos Junkies. Open-bar. -seu sorriso aumentava à cada palavra.
É. Eu também sorria. Caralho, quem não ama open-bar? Eu nunca volto bem. Na maior parte das vezes, na verdade, eu volto bem maaaal. Até porque eu acho um pouco anormal tu ir numa festa open-bar e voltar sóbrio. Ou simplesmente, voltar suficiente bem pra ter noção de onde tá. Eu volto mal pra caralho mesmo.
- Fudeu! -falamos eu, batendo os saltos no chão, e Math, batendo palmas, em uníssono.
Anne: Hein?
Ali: Vou invocar o Satanás de novo. -falei rindo.
Math: Essa porra de guria vai voltar mais treze e sem três tipos de virgindades diferentes. Da última vez, só não perdeu porque era de um amigo meu e a gente tava atrás dela. -explicou rindo.
Léo: Empolgante. -falou sem vontade.- Vamos?
Ali: Caaaaalma, Leozinho. Cê também vai conseguir comer alguém. Afinal, cê é ou não é o Leonardo Fodão Mirrors?! -provoquei irônica.
Léo: Quem eu quero comer vai colar com outros planos. -sorriu. Para me provocar. Apenas.
Nós fomos pra onde estavam os carros e seguimos pra casa do Iam, com aquela ordem de pessoas em cada carro que Diana tinha dito. Eu fui no banco do passageiro ao lado do Léo, para o casal ficar agarrado. Aproveitei que o Matheus, por mais introvertido que seja, não se importa de continuar um assunto bem, aliás sabe continuar um assunto, e puxei um sobre qualquer merda. Ele e Léo foram conversando até chegarmos na casa do Iam, que era realmente longe. Quando a gente chegou naquela "pequena" mansão, só haviam chegados umas 50 pessoas. A casa parecia só ficar cheia depois de umas 300 pessoas. Tenso. Nós entramos no pátio e quando descemos dos carros um menino loiro, olho verde, com o corpo e a altura um pouco menores que o Iam, calça jeans preta, camisa galaxy e uma touca da OBEY veio abraçar o Iam. Deve ser o irmão dele. Eles são tipo MUITO parecidos. Mais parecidos que eu e o Math, que somos gêmeos.
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A Bela E A Fera No Internato
Ficção Adolescente"Nem sempre a primeira impressão fica. Nesse caso, elas mudam bastante" É possível que dois marrentos se amem? Acho que não... Já dizia meu avô: "dois bicudos não se beijam.", ou será que se beijam?
