Ali on:
Léo me forçou a esperar ele pra ir pegarmos os uniformes. Assim que ele terminou fomos pro nosso prédio. No hall tinha 4 mesas. Uma para cada turma com varias caixas, cada caixa vinha com o -ridícula cópia do japonês- uniforme da escola. Eu e Léo achamos os nossos e entramos no elevador.
Léo: Passa o dia comigo? Por favor! -fala me abraçando e afundando o rosto no meu cabelo.
Ali: Passo né.
Léo: Até parece que não quer.
Ali: Ainda não sei controlar o meu senso de querer, ou não, perto de ti.
Léo: Eu sei, eu sei, sou demais pro teu coraçãozinho.
Ali: Ah, claro. -digo saindo do elevador no meu andar.
Léo: Não. Meu quarto. -me puxa de volta e eu concordo.
Vamos pro quarto dele e digamos... É uma bagunça organizada. Os moveis são igual aos de todos. Na sua escrivaninha o notebook, num canto DVDs e jogos de video-game, no outro, uma caixinha de som para celular, numa prateleira ao lado da TV uns, poucos, livros e o videogame. Nas paredes alguns quadros com desenhos, acho que feitos por ele, e uns adesivos daqueles que vem em etiqueta de roupa de marca masculina. No canto do quarto vi um long e um violão. OPA!
Ali: Como tu fez tudo isso tão rápido? -pergunto analisando.
Léo: Faz uma semana que estamos aqui. -fala e solta uma rápida risada.
Ali: Mesmo assim, achei que o líder do 3P fosse muito ocupado. -falo debochando do nome ridículo do grupo.
Léo: Primeiro, a gente nem chama de 3P, o nome foi dado de 4P pelo nosso antigo "líder", que saiu ano passado. A nossa intenção não era mesmo continuar com esse nome ridículo, na verdade, não era nem ter nome. Isso aí foram eles que continuaram. -pausa- E segundo, uma semana, ninguém incomoda na primeira semana. -diz largando as nossas caixas na escrivaninha.
Ali: A não ser eu. -digo orgulhosa.
Léo: A não ser tu. -concorda.
Ali: Mas igual, tu trouxe tudo isso? -falo me sentando na cadeira da escrivaninha.
Léo: Não. Só alunos novos recebem quartos novos. Alunos antigos ficam com os mesmo quartos. -diz sentando na cama arrumando o videogame. - Vamo jogar, vem.
Ali: Só vou por uma música.
Ligo o notebook e coloco, simplesmente, a melhor música do mundo. A Praga -Haikaiss.
Léo: Ué! Tu escuta rap? -diz incrédulo. Apenas abro meus braços e aponto pra camisa da DMC.- Ih, nem tinha visto. -apenas ergo as sobrancelhas em resposta.- Temos algo em comum.
Ali: Além de gostar de quebrar regras a cada cinco segundos? Varias. -digo olhando pro skate e o violão.
Léo: Toca?
Ali: E ando.
Léo: Mentira. Eu não vi nem skate, nem violão no teu quarto.
Ali: O violão não tenho, toco com o do Math, e o skate eu esqueci -digo revirando os olhos-. Vem cá, foi tu que fez? -digo olhando os desenhos. Eram bem bonitos.
Léo: Aham. Vai dizer que também desenha?
Ali: Ponto! Guardo todos numa pasta.
Léo: Aaah não! Alícia Saunders, aceita se casar comigo e viver o resto da vida apenas jogando videogame, andando de skate, tocando violão, desenhando e escutando rap? -brinca, e eu sinto vontade de dizer que sim, mas não.
Ali: Não! Credo! Não contigo! -digo fazendo careta.
Léo: Hum, sei... Tu me ama... -diz se levantando.
Ali: Onde é que tu vai?
Léo: A gente, vai pra piscina. -diz levantando a camisa, aff, não mereço isso.
Ali: Eu preciso pegar meu biquíni. -digo me levantando e indo pra porta. Porém, ele me puxa, chocando nossos corpos.
Léo: A gente passa no teu quarto depois-diz encostando nossos narizes-. Mas senta aí! -diz me jogando na cama com um sorriso malicioso.
Ali: Hum... -digo dirigindo meu olhar ao teto. Ele solta uma risada.
Léo: Era pra ti olhar pra mim! -diz ainda rindo.
Ali: Ué! Por que?
Léo: Porque eu quero te ver olhando pra mim! -diz, só agora, tirando a camisa, me fazendo fixar o olhar em seu abdômen- Que fácil! -gargalha. Eu reviro os olhos e ele rapidamente tira a bermuda, e põe uma de banho. -vamos. -ele pega o protetor solar e a tolha e nós vamos.
Coloco um biquíni preto simples e um short, pego a toalha e o protetor e nós descemos. Largamos nossas coisas em uma das cadeiras na beira da piscina e entramos. Ficamos lá até anoitecer. Se nos pegamos? Muito. Graças à Deus. Quando escureceu nós entramos no elevador e Léo me abraça, alguns minutos depois me puxa para fora. Ele não queria que eu fosse pro meu quarto. Mereço né.
Entramos no quarto dele e ele ficou mexendo no roupeiro e sentei na cama.
Léo: Ô folgada, vou tomar banho. -diz me olhando.
Ali: Tudo bem.
Léo: Não vai vir? -diz malicioso.
Ali: Mereço né. Vai logo.
Ele entra no banheiro e eu pego o notebook e fico escutando algumas músicas no YouTube. Até que ele aparece.
Léo: Sabia que é feio ficar usando o notebook dos outros sem pedir? -o olho e ele está só de toalha, e o resto de seu corpo molhado por gotas que caiem de seu cabelo.
Ali: Sabia, mas também sabia que tu não ia te importar se eu fizesse isso. -levanto e o beijo e ele agarra minha cintura.
Léo: Acertou. -ele voltou a me beijar e me empurrou pra cama.
Ele me deitou na cama e ficou por cima de mim, passou a mão por todo o meu corpo, mordeu minha orelha e deixou um chupão no meu pescoço. Inverti as posições, ficando por cima, me sentei e beijei e mordisquei todo seu abdômen, deixei um chupão em seu pescoço, que nem ele. Quando ergui meu corpo e fui beija-lo de novo, meu corpo deu uma lenta rebolada, sem minha autorização. Ele gemeu e eu o beijei. Ele passou novamente a mão por todo meu corpo e abriu meu short, ele inverteu as posições para tira-lo, e assim que jogou ele no chão, batidas na porta.
Reviramos os olhos juntos e nos levantamos, ele foi abrir e eu por o short.
Léo: Oi. -Diz seco pra quem quer que seja na porta.
Iam: Eai cara? A gente veio jogar contigo! -diz entrando, seguido de Igor e Math. Ô bosta.
Igor: Epaaaa! -grita se deparando comigo colocando o short.
Math: Atrapalhamos alguma coisa? -diz olhando pra mim e Léo, os três seguram o riso. Até o meu irmão.
Ali: Não. -digo seca, pegando minhas coisas.
Léo: Nada. -responde em seguida, ainda parado na porta.
Ali: Bom, tchau pra vocês. Até daqui a pouco, na janta. -falo isso na porta e Léo me agarra, me puxando para um beijo. Eu cedo e minhas mãos rapidamente estão se afundando em seu cabelo. Enquanto as dele passeiam por todo o tronco do meu corpo. Elas vão até meu bumbum e o apertam, puxo os cabelos dele e nos separamos com uma risada. Em seguida olhamos pros meninos na cama.
Math: Não contamos. -fala rindo junto com os meninos.
Desço para meu quarto. Tomo um banho, coloco a mesma blusa e o short que estava antes da piscina. Não usei nem metade do dia. Estão limpos. Seco meus cabelos e os deixo soltos. Coloco uma alpargata preta e passo bem pouco rímel.
Vou para o refeitório e janto com os meninos e a Bia e Mel. Por incrível que pareça, jantamos na maior paz. Tirando o fato de que toda hora os meninos zuavam a mim e ao Léo por me pegarem colocando o short no quarto dele, com ele só de toalha.
Acabei e fui para meu quarto, escovei os dentes e coloquei o pijama. Resolvi já ir dormir. Amanhã teria que acordar 7:30 pra aulas que começam as 8:00. É eu me arrumo rápido.
Os horários daqui são perfeitos, as aulas começam as 8:00, as 9:30 tem o intervalo e 12:45 somos liberados.
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A Bela E A Fera No Internato
Teen Fiction"Nem sempre a primeira impressão fica. Nesse caso, elas mudam bastante" É possível que dois marrentos se amem? Acho que não... Já dizia meu avô: "dois bicudos não se beijam.", ou será que se beijam?
