Ali on:
Ele tirou a camisa, o tênis e a calça enquanto eu tirava o salto. Quando eu olhei de novo pra ele pensando numa resposta filosófica que nem a dele, eu não aguentei. Fui quase obrigada a dar risada.
Ali: MANO, EU AMO MINHA VIDA! -falei rindo, depois de ver a cena na minha frente.
Léo: Eu sou muito lindo, pode pah. -retrucou chutando as roupas para um canto.
Ali; Que samba canção maravilhosa. -disse olhando para a mesma.
Léo: Mais maravilhoso é o que tá dentro dela. -falou sentando na cama.
Ali: Eu quero ela. Me da ela. -pedi sacudindo ele pelos ombros.
Léo: Nossa Senhora, Alícia. É só uma samba canção. Me solta. -se soltou de mim rindo.
Ali: Não é "só uma samba canção". É uma samba canção do SOUTH PARK. -respondi indignada.
Ele deitou, puxou o edredom até o queixo e se virou pra mim, que ainda estava sentada.
Léo: Vai dormir.
Ali: Eu não quero por minha cabeça nessa cama, deve ter resto de esperma por aqui. -falei fazendo círculos no ar com os dedos, indicando um pedaço da cama.
Léo: Esse aqui é o quarto da tia Ana e do tio Fred, ninguém usa esse quarto. -riu.
Ali: Esse é o quarto dos pais do Iam? -ele assentiu.- Puta merda.
Léo: Vai. Dormir. Logo.
Ali: Tááá.
Deitei virando para o outro lado e também puxei o cobertor até queixo.
Léo: Sério que tu vai dormir com essa porra apertada? -falou levantando o cobertor pra ver minhas costas.
Ali: É, ué. -dei de ombros.
Ele bufou e eu tive a leve impressão de que ele revirou os olhos. Alguns segundos depois senti ele encostar nas minhas costas e ouvi barulho de zíper.
Ali: ÔÔÔÔU! -gritei me virando de frente pra ele.
Léo: Tu vai morrer com isso. Como que não morreu ainda, aliás? -me olhou com cara de tédio.
Ali: Tá. Mas seria legal se eu mesma tirasse. -falei arregalando os olhos.
Léo: Alícia, em um mês quantas vezes eu já não tirei tuas blusas? -me olhou com ainda mais tédio.
Ali: Foda-se. -revirei os olhos.
Clássica resposta de quem não tem resposta em discussão inútil. Me sentei na cama e terminei de abrir o zíper do vestido que já tava no meio, me levantei e tirei o resto do vestido. Quando eu olhei pro Leonardo ele tava me olhando que nem um retardado.
Ali: Vai babar muito? -disse me deitando de novo.
Léo: Cara, eu te amo. -falou sorrindo.
Ali: Ah, eu também amo meu corpo. -ri.
Léo: To falando sério. Teu corpo é só um brinde que vem com o fato de eu te amar. -retrucou abraçando minha cintura.
Ali: Vai dormir. -falei sorrindo.
Ele simplesmente beijou minha nuca e não falou mais nada. Eu custei a dormir, deve ser por causa da pilha de tudo de hoje, ou ontem. Não sei. Não dormi, não mudou o dia. Enfim, custei a ficar com sono mesmo, eu tava bem cansada. Mas sono, nada. Quando eu tava quase pegando no sono, senti uma mão num lugar onde não era pra ta. E eu não to falando da minha bunda.
Ali: Será que da pra tirar a mão de dentro da minha calcinha? -bufei e ele riu.
Léo: Foi sem querer. -me virei pra ele e ele tava com a famosa cara de "emoji de lua".
Tá bom, lindo. Sem querer. Eu também, sem querer, vou te bater daqui à pouco. Sem querer, é claro.
Ali: Hm. -falei descrente.- Preciso tomar água. -falei e ele tirou o braço da minha cintura.
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A Bela E A Fera No Internato
Teen Fiction"Nem sempre a primeira impressão fica. Nesse caso, elas mudam bastante" É possível que dois marrentos se amem? Acho que não... Já dizia meu avô: "dois bicudos não se beijam.", ou será que se beijam?
