70°

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Léo on:
Hoje já é quinta. Mais especificamente, são 4:30pm. Mais cedo eu fui buscar as alianças e agora estou esperando a Alícia, em frente a casa dela para nós irmos para a chácara dos meus pais.

Ali: Oi, amor. -disse entrando e me deu um selinho.
Léo: Oi. -retribui dando partida no carro.

Fomos alguns minutos em silêncio e a Ali ficou me fitando por um tempo. Eu não sabia o que falar. Acho que qualquer coisa que eu disser vai mostrar que eu to nervoso. Acho que até eu em silêncio demonstra isso.

Ali: Léo, que que houve contigo? -perguntou com toda a calma do mundo.
Léo: Nada, amor. Por que? -me fiz de desentendido.
Ali: Léo, tu é ligado do 220. E tu não falou praticamente nada. O que houve? -perguntou novamente, acariciando meus cabelos.
Léo: Nada, moreninha. É que domingo de noite a gente volta pra escola, a minha irmã, o Diego e o Arthur pro Rio e eu ainda não saí com o Arthur. -menti.
Ali: Se tu quiser, a gente pode levar ele em alguma pracinha ou sei lá sábado. -deu de ombros.
Léo: Ótimo. -dei-lhe um selinho ao parar o carro no sinal vermelho.

◼◼◼

Ali on:
Hoje é quinta-feira e faz 2 meses que eu e o Léo estamos "ficando sério". Não que eu me importe com esse tipo de coisa, porque sinceramente, não faz muita diferença. Neste momento, estou do lado do Leonardo, dentro do carro dele, e nós estamos indo para a chácara dos Mirrors. Por algum motivo do destino, ele queria muito ir pra lá. Ah, ele tá estranho, meio quieto...

Nós saímos de casa 4:30pm, já são 6:00pm e nós acabamos de chegar. De acordo com o Léo. Ele para o carro e assim que eu saio, vejo uma casa linda naquela vibe rústica, sabe? De madeira e pedras, com uma porta de vidro. Pego minha mochila, Léo a dele e nós entramos. A casa parece ter quatro quartos. A sala bem grande e a cozinha também.

Nós fomos para o quarto que aparentava ser o maior, Léo conectou o notebook à TV e ficamos assistindo Bob Esponja. Pra que maturidade, né? Passado um tempo, eu já tava com fome.

Ali: Eu to com fome. -falei arrastado, ficando em cima do Leonardo.
Léo: É o seguinte, vê pra mim o que tem lá que eu já vou fazer alguma coisa pra gente comer. Tá bom? -disse se sentando e alisando minhas coxas nuas.

Eu estava só com uma camisa do Léo e um short de malha, vulgo, de pijama. Dei-lhe um selinho e fui em direção a cozinha.

Pode parecer engraçado, duvidoso e lindo. Mas, a partir da porta do quarto, havia uma trilha de pétalas de rosas Happiness (aquela amarela com as pontas meio rosas) e pedaços de chocolate. A trilha ía exatamente para a cozinha, afinal, eu segui ela. Obviamente, pegando todos os pedaços de chocolates que haviam no chão. Assim que eu entrei na cozinha, começou a tocar Vale A Pena- Diego Thug (ou Mr. Thug, whataver). O caminho agora era de gummy bears, levava até a geladeira de inox.

Ali: EU NÃO ACREDITO! -berrei sorrindo, após colocar uma das balas na boca e perceber que na verdade são ursinhos bêbados.

Por que as pessoas acham que eu exagero quando digo que o Leonardo é a melhor pessoa do mundo? Olha isso, porra!

Vou até a geladeira (juntando todos os ursinhos, porque o que não mata engorda) e ao abrir a mesma, me deparo com uma tigela transparente, contendo uma "massa" marrom. Colado na tigela, um papel escrito "COMA", em letras garrafais mesmo. Suspeito que seja brigadeiro. Afogo o dedo na "massa" e levo até a boca.

A Bela E A Fera No InternatoOnde histórias criam vida. Descubra agora