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Ali on:
Quando a diretora me chamou eu entrei na sala e vi que o Léo estava mais calmo. Já o Luan, a ponto de pular no pescoço de qualquer um a qualquer momento.
Léo me puxou para o colo dele e o idiota do Luan já foi logo enchendo o saco. Meu Deus! Que guri implicante! Fomos obrigados a dar uns pataços nele.

Diretora: Silêncio. Srta. Saunders, poderia me contar oque aconteceu? -ela pede. Eu concordo com a cabeça.
Ali: Eu estava dançando na pista e o Luan chegou me agarrando por trás. Eu rapidamente me virei de frente e pedi para ele me soltar. Mas ele continuou me puxando pela cintura. Então o Léo chegou e nos separou. Eles discutiram e quando o Luan disse que foi a festa pra fazer exatamente aquilo o Léo deu um soco em seu nariz. -talvez eu estivesse encobrindo algumas coisas do Léo, mas não vem ao caso.
Luan: Vocês mentem tão bem juntos. -resmunga.
Léo: Cara, cala a boca.
Luan: Não! Aqui não é tu que manda! E pra onde os dois foram depois que ele quase quebrou meu nariz? Porque, pelo que eu me lembre, eles sumiram, sozinhos, isso não é coisa que "amigos" façam. -Sério, daqui a pouco eu termino de quebrar o nariz dele.
Ali: Bom, na verdade. Nós não sumimos. Fomos para o meu quarto pra mim limpar esses arranhões que tu fez nele, já que a enfermaria estava fechada e não achamos a Dona Rosa para nos ajudar.
Luan: Engraçado. A dona Rosa foi lá na festa pra me ajudar e me levar pra enfermaria.
Ali: Deve ser por isso que nós NÃO ACHAMOS ELA! -dou ênfase no final.
Léo: E nós não sumimos. Até porque avisamos nossos amigos, e eles foram atrás de nós logo depois. Depois que a Ali limpou voltamos a festa. Estávamos com eles até agora.
Diretora: Quem seriam esses amigos?
Léo: Iam Martines, Igor Mendes, Jackson Línez...
Ali: Meu irmão, Matheus Saunders, Melissa Guterres e Bianca Miranda.
Diretora: Eu até chamaria eles aqui. Mas todos tem um excelente histórico, assim como o seu Alícia. E o seu está melhorando, Leonardo. Mas sou obrigada a tomar uma providencia pelas atitudes de vocês.
Ali: Qual seria? -pergunto curiosa pra saber se ela teria a audácia de me por algum castigo.
Diretora: Bom, srta. Alicia, você apenas terá que arrumar a sala da sua turma durante 3 dias. Apenas pra não sair impune, isso me geraria problemas.
Ali: Ok. -é, não é tanto. Pode até ser legal. Vou fazer, mas apenas pelo fato de gostar de ficar sozinha na sala de aula.
Léo: E o meu?
Luan: E eu?
Diretora: Bem, Luan, vou ser obrigada a te dar uma expulsão. Você assediou Alicia, as histórias deles batem. É o mais perto da verdade que eu posso chegar. -Obrigado, Deus!
Luan: Que merda, tudo culpa de vocês.
Leo: Eii, te segura, valeu? Quem fez a merda foi tu.
Diretora: E você Leonardo, bom, apenas uma advertência por briga.
Léo: Vocês vão ligar pros meus pais?
Diretora: Não podemos mais, você já fez 18 anos. Já é responsável por si mesmo -ele suspira aliviado, eu dou um beijo em sua testa que o faz sorrir-. Assine aqui, por favor. -ela o entrega um papel e uma caneta e ele assina.- Bom, vocês dois já estão liberados. Vou levar um bom tempo com Luan.

Nos levantamos, ajeitamos nossas roupas eu a agradeço.

Ali: Obrigado, srta. Clermont. -digo com um sorriso, ela me devolve.
Diretora: É minha obrigação, Alícia. Pedi para que mandassem todos para seus quartos, façam o mesmo. -vamos em direção a porta, e lá Léo para.
Léo: Boa noite, srta. Clermont.
Diretora: Boa noite, espero não te ver aqui por um bom tempo. Ou pelo resto do ano.
Léo: Eu também.

Ele fecha a porta e vamos para o nosso prédio. Realmente. Não há uma alma viva no pátio. Entramos no prédio, em seguida no elevador. Quando chegamos no meu andar eu falo:

Ali: Acho melhor limparmos de verdade esses arranhões -digo os olhando, estão bem vermelhos-. Vem, tenho coisas pra isso no meu quarto. -puxo-o e ele vem.

Entramos no quarto e ele se senta na cama e liga a TV, e eu pego uma caixinha com algodão e soro fisiológico e começo a passar nos arranhões do braço dele.

Léo: Aí... Isso dói, sabia?
Ali: Sabia, e só ta doendo porque te um cortesinho. -faço uma pausa- Pronto acabei. -disse e colei um curativo.
Léo: Obrigada, Bela. -ele disse e se levantou em direção a porta.
Ali: Hey, fica aqui -pedi-. Vamos jogar uma partida de FIFA? Por favor. -fiz
bico.
Léo: Tudo bem! -ele se aproximou e deu um selinho no meu bico, em seguida o mordeu.
Ali: Quanto abuso. -disse arrumando o video-game.
Léo: Oque acontece com quem ganhar? -disse com um olhar malicioso.
Ali: Ganha um pacote de Fini amanhã. -disse me aproximando.
Léo: Hum... Nada disso... -falou me puxando pra si- Quem ganhar tem o direito de dar dois chupões, uma mordida e uns 3 beijos no perdedor.
Ali: Beleza, vai voltar todo marcado. -provoco.
Léo: É oque nós vamos ver.

Primeira partida acabou e eu, obviamente, ganhei. Ia fazer umas marcas pra não sair nunca mais do pescoço dele.

Ali: HÁ! GANHEI! VEM CÁ!
Léo: Com prazer. -ele se aproxima e me beija. Um beijo calmo, porém com desejo. Maravilhoso.
Ali: Um. -digo ofegante, assim que nos separamos por falta de ar.

Ele dobra a cabeça por lado como quem diz "vai logo". E assim fiz, mas em vez de dar um chupão no pescoço, mordo de leve a sua orelha, desço e enfim dou uma mordida de verdade um pouco abaixo dela.

Léo: Forte não! -resmunga.
Ali: Quero que fique a marca pelo menos até amanhã. -falo levantando a cabeça.
Léo: Tá louca? A mordida já foi.

Então desço para seu pescoço, fico alguns minutos dando um chupão até ele reclamar. Menino ansioso.

Léo: Deu, já ta bom. Vai ficar bem roxo, anda, o outro. -sorrio maliciosamente pra ele, e ele faz o mesmo.

Subo para o seu queixo e dou um chupão um pouco mais rápido, vai ficar uma marquinha, mas nem tanto. Subo pra sua boca e a beijo, numa intensidade muito maior que das outras vezes. Ele corresponde. E parece que o beijo dele fica cada vez melhor.
Nos deitamos na cama sem separar nossas bocas. Eu estava em cima dele, quando do nada, ele para e se senta. Fui obrigada a me sentar também.

Ali: Oque houve?
Léo: Eu preciso voltar! -disse levantando.
Ali: Porque?
Léo: Sempre passa uma inspetora no meu quarto de manhã.
Ali: Heyy, dorme comigo essa noite? Amanhã eu te acordo bem cedo e tu vai pro quarto antes da inspetora. -faço bico.
Léo: Aff, eu não resisto a isso. -diz e me beija novamente, dessa vez foi calmo.
Ali: Deita aqui, eu vou ali por meu pijama, já venho.

Peguei meu pijama e entrei no banheiro pra me trocar. Meu pijama ficou incrivelmente curto. Do nada. De ontem para hoje. Não vou trocar, estou com preguiça.
Saio do banheiro e vejo uma cena maravilhosa. Léo deitado só de cueca na minha cama. Que bosta. Fica difícil ser difícil assim.

Léo: Cada vez mais eu descubro que tu não tem limites, cada vez mais gostosa. -fala me puxando pra cama.
Ali: Digo o mesmo -falo me ajeitando em seu peito para dormir-. Boa noite, Fera. -levanto a cabeça e beijo seu pescoço.
Léo: Não faz isso -pra provocar faço de novo-. Daqui a pouco não me responsabilizo por meus atos.
Ali: Tu pediu pra parar.
Léo: Quer continuar? -diz malicioso.
Ali: Agora to no clima mais não.
Léo: Hum...

Me ajeito nele e ele me da um beijo na testa de boa noite, nos abraçamos e dormimos assim até o dia seguinte. O perfume dele é maravilhoso. O abraço, é quente.

A Bela E A Fera No InternatoOnde histórias criam vida. Descubra agora