Ali on:
Puta merda!
Quase que esse guri me mata de susto com esses ataque de ciúmes ridículos.
Mas, sinceramente, não seria tão ruim terminar ali. Porque, tipo, eu não ia me sentir mal por ter terminado do nada. Ah porra. Porque eu sempre dou um jeito de fuder mais ainda minha cabeça?
Tá legal.
Foda-se.
Vai ser agora.
Ali: Léo. -chamei, ainda deitada em seu peito.
Léo: Diga.
Ali: Quero terminar. -minha voz ficou embargada.
Léo: Oi? -falou incrédulo, se sentando.
Ali: É. -fiz uma pausa fitando ele, enquanto ele fitava o nada.- Não vai dar certo. -suspirei.- Não desse jeito.
Léo: Que jeito, Alícia? -me olhou, mas eu não respondi.- Tá tudo perfeito, porra. -disse se alterando.- Se não tiver dando certo desse jeito, não vai dar de nenhum, mesmo. -voltou a fitar pro nada.
Ali: Não é disso que eu to falando... -disse tentando manter a calma, mas tava difícil com ele já perdendo.
Léo: É o que então, Alícia? -me interrompeu.
Mas que caralho, deixa eu falar, porra. E para de me chamar de Alícia, cacete.
Depois eu que sou afobada.
Tá bom, eu to muito calma pra quem tá terminando o "namoro", porque está sendo forçada. E pra melhorar, se aproveitando da desconfiança do guri que tu ama. Eu to parecendo muito cuzona. Mas é bem por aí, to fazendo isso pra proteger a porra dos meus amigos. Da um desconto. E eu sei que o Léo vai me perdoar quando tudo se acertar. E não é porque eu sou uma puta convencida, que sabe que ele me ama o suficiente pra isso. É porque eu vou fazer o possível, e o impossível, pra que isso aconteça.
Ali: É dessa tua desconfiança que eu to falando, caralho. Porra. Tu fez todo aquele escândalo só porque me viu dando um abraço no Igor. Teu melhor amigo. -suspirei.- Não da, Leonardo. Não da pra ficar com alguém que não confia em mim. -me levantei da cama e dei de ombros.
Léo: Para com esse caralho de ideia de dizer que a gente só fica. Todo mundo sabe que a gente namora. -se levantou ficando de frente pra mim.
Ali: Mas a gente não namora. Por mais que a gente se ame, Léo.
Léo: Por que? Por que eu ainda não te pedi em namoro? -não respondi.- Não é preciso pedir pra namorar, amor. Mas mesmo assim, não seja por isso, eu peço. -se aproximou.
Ali: Eu ja disse. Eu não quero mais, Léo. Não fica me chamando de amor, vai tornar mais difícil. Eu não posso namorar alguém que não confia em mim. -falei com os olhos marejados.
Tava mais difícil do o que eu pensava. Realmente tava me doendo ouvir o Leonardo falando aquilo pra mim ficar. E eu queria ficar.
Léo: Mas eu confio. Aquilo nunca mais vai acontecer. Foi insegurança, tá ligada? Cara, tu foi a mais difícil de conseguir. Pelo fato de brigar comigo como se tivesse brigando com ninguém de importante, enquanto eu, brigava contigo pensando que eram uns minutos de atenção que tu tava dando à mim. Eu te amo, é por isso que eu te chamo de amor. E isso não vai mudar porque tu não quer namorar comigo. Eu to falando sério. Eu tenho medo pra caralho de te perder. E eu não vou. -falou olhando pro chão, com a voz embargada.
Parabéns, Alícia. Tu conseguiu se foder, achando que ia fazer o que era melhor. Por que nunca da certo, caralho?
Ali: Léo, não depende só de ti. Depende de mim também. E eu quero um tempo. Só umas semanas. Porque além dessa tua falta de confiança em mim, tem também uns problemas. Eu só quero poder resolver eles. -limpei as lágrimas que insistiam em cair.- Eu te amo. Tu sabe que não vai durar muito tempo e eu vou voltar correndo pra ti, pra inflar ainda mais esse teu ego gigante. -afirmei sorrindo fraco. Ele deu uma risada debochada.
Léo: Eu é que vou inflar teu ego, que não é dos menores, te esperando aqui. Até a hora que tu sentir pena de mim e vir me explicar que eu tenho que seguir em frente. -soltou outra risada debochada.
Ali: Drama. -revirei os olhos e abri a porta, fazendo menção de sair.
Léo: Olha quem falando. Tá terminando só porque tivemos uma discussão por causa do meu ciúme. -falou seco.
E foi a última coisa que eu escutei. Porque aquilo me irritou profundamente. Ele não sabia de porra nenhuma. Tava falando merda. E não da nem pra dizer que ele só não sabia porque eu não contei, já que eu não contei pelo mesmo motivo que estou terminando. Pra proteger ele.
Fiz questão de sair batendo a porta o mais forte possível. Garanto que, pelo menos, quem tava nos outros andares escutou. Se estragar é ele que vai pagar mesmo. O quarto é dele.
QUE PORRAAA!
Preciso da Melissa. Foda-se que ela tava com o namorado. Ele que vá consolar o Leonardo, também. Já que ele deve tá muito putinho pra chamar o Igor pra descontar a bad, que ele converte pra raiva. Puta guri mimado.
Quando entrei no meu dormitório, percebi que já soluçava de chorar. Liguei para Mel. Chamou, chamou, chamou... Nada. Liguei de novo. Não tava nem aí se ela e o Iam tavam transando. Se ela me trocar por pau nunca mais precisa olhar na minha cara. Chamou, chamou. No segundo toque ela atendeu.
I.D.L:
Mel: Que foi, porra? -ué, Melissa falando palavrão? Eles tavam mesmo transando. Funguei para começar a falar, mas ela falou de novo.- Tu tá chorando? Ah, não, Ali. Não é hora de chorar porque ainda tá brigada com o Matheus, mil desculpas. -sério, to pensando em quebrar ela à pau só por ela ter sido grossa comigo.
Ali: Eu ia te pedir pra vir aqui, já que eu terminei com o Leonardo. Mas acho que tu tá muito ocupada com o Iam, né? Desculpa atrapalhar a foda de vocês. -respondi extremamente grossa. Foda-se também. Devia ter sido mais. Pena que ainda tava chorando.
Mel: Ai meu Deus, Ali! Desculpa, desculpa, desculpa! Eu só falo merda. Ignora. To indo pra aí agora. Tu tá no teu dormitório, né? -falou ansiosa, parecia estar se mexendo.
Ali: Hurrum.
Iam: Que houve? -escutei perguntando no fundo.
Mel: Ela e o Leonardo terminaram. Beijo, depois te ligo. -respondeu e escutei uma batida de porta. Julgo que esse "depois te ligo" seja pra ele.
Ali: Se eu to atrapalhando, pode ficar aí. -respondi enquanto tirava a roupa para colocar um pijama.
Mel: Uma amiga que precisa da gente nunca atrapalha. Tu acha que eu sou louca de deixar tu aí na bad sozinha só por uns beijo do Iam? Com ele eu namoro, posso beijar sempre. Tu precisava de mim agora.
Ali: Por mais Melissa's que nem tu. -rimos.
Mel: Eu sou única, monamour. Sou tão única que vou demorar, porque vou passar no refeitório e comprar umas besteiras. Separa uns filmes. Beijo, beijo.
Ali: Beijo.
F.D.L.
Uns vinte minutos depois a Mel apareceu na porta, com duas sacolas de besteira e um sorriso consolador.
Nos sentamos e eu contei tudo pra ela. Ela entendeu, sem fazer muitas perguntas. Era isso que eu precisava. Desabafar, sem muitas perguntas. Por isso que eu já considerado a Mel demais. Essa guria sabe ser amiga.
Depois nós vimos vários filmes até umas 10pm.
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A Bela E A Fera No Internato
Teen Fiction"Nem sempre a primeira impressão fica. Nesse caso, elas mudam bastante" É possível que dois marrentos se amem? Acho que não... Já dizia meu avô: "dois bicudos não se beijam.", ou será que se beijam?
