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Ali on:
Acordo sentindo cócegas na barriga e no pescoço. Ô Jesus Cristo. Meu aniversário já começou bem. Momento sem ironia: Começou muito bem. Abro os olhos devagar e percebo que as cócegas na barriga são por causa das mãos do Leonardo que abraçam-a, e nos pescoço são beijos. Pois é, hoje é domingo. E eu tenho 18 anos.

Viro-me devagar para Leonardo. Ele sorri com aquela cara linda de quem acabou de acordar.

Léo: Parabéns? Feliz aniversário? O que se diz no aniversário da namorada? -rimos.
Ali: Nada. -sorri.- Não precisa me lembrar que agora eu tenho que arranjar outras responsabilidades, além de não ser presa e estudar. -revirei os olhos.
Léo: Vai escovar os dentes. -riu.
Ali: Vai à merda. -retruquei me levantando.

Fui até o meu grande (e desnecessário) guarda-roupas. Peguei um conjunto de lingerie e uma roupa mais ou menos arrumadinha. Entrei no banheiro de meu quarto, escovei os dentes e em seguida tomei um belo banho quente. Me vesti, enrolei os cabelos na toalha e saí do banheiro em direção à penteadeira. E o Leonardo aí tava deitado, mexendo no celular.

Ali: O pai e a mãe já chegaram? -perguntei desenrolando o cabelo, já em frente à penteadeira.
Léo: Não. -respondeu vindo até mim.- Agora eu posso te beijar. -disse sorrindo. Eu apenas revirei os olhos e ele me beijou.- Vou lá que daqui a pouco o Math tá chegando com teus pais. -falou e em seguida saiu.

Tava à recém terminando de pentear os cabelos quando escutei passos pesado e apressados subindo as escadas. Ou eles tão de arreganho, ou a casa tá pegando fogo e alguém tá vindo me avisar. Porque é muito desespero.

Pois então, não é que eles tavam mesmo de arreganho?

O Leonardo entrou, em seguida bateu a porta e apoiou as costas nela ofegante. E batidas fortes na porta me irritavam.

Ali: SE QUEBRAR MINHA PORTA, EU QUEBRO OS DOIS. MESMO NÃO SABENDO QUEM É A OUTRA PESSOA. -gritei e as batidas pararam. Olhei para o Leonardo esperando uma explicação.
Léo: De acordo com a ruiva, eu botei o rímel dela no lixo. Mas foi sem querer. -deu de ombros.
Ali: Vocês só fazem merda com ela, meu. -falei negando com a cabeça, enquanto espalhava pó em meu rosto.
Léo: Ah. Minha família vem pra cá. -sentou na cama.

Olhei-o pedindo uma explicação. Ele deu de ombros com cara de tédio. Nesse momento eu constatei que tem dedo dos meus pais aí. Sem querer ser precipitada, ou algo assim, eu não gostei muito da Letícia. Mesmo que a gente só tenho se visto uma vez. Meio antipática e metida ela. E isso não foi só eu que constatei, as meninas também acham. Mas enfim, não vou mandar ela embora, né?

Léo: Foram teus pais que chamaram.

Cê jura?

Ali: Eu imaginei. -respondi olhando para o espelho, enquanto passava rímel no olho direito.
Léo: Algo me diz que ainda vai dar muita merda entre as gurias, a Brenna e a Letícia.
Ali: Eu gostaria de avisar que eu me incluo nesse "gurias", porque eu tenho certeza absoluta que quem vai começar vai ser a Brenna. A Letícia é amiga dela a muito tempo, provavelmente vai dar razão para ela. Então, eu tenho que dar apoio. -sorri olhando para ele.

Ele riu e saiu do quarto.

Sequei os cabelos e fiz chapinha. Calçei meus tênis e tirei aquela fotinha clássica.

 Calçei meus tênis e tirei aquela fotinha clássica

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A Bela E A Fera No InternatoOnde histórias criam vida. Descubra agora