capítulo 04

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Estava escutando
under the bridge - RHCP,
e olhando pela janela, enquanto
meu pensamento viajava com a música.

Era impressionante como
aquela música me fazia bem.

Suspirei fechando os olhos.
Até que sentir algo cutucar
meu ombro.
Me virei, e do meu
lado havia uma menina extremamente magra com
olhos vermelhos e o cabelo
todo bagunçado.

Fiquei assustada.

- Não tenha medo Emmy. - ela sorriu.

Ela tinha um rosto tão doce,
na mesma hora tão... sombrio.

- C-como você... sabe meu
nome? - gaguejei.

Não sabia se gritava de
medo ou me acalmava.

- Nem pense em gritar mocinha! - ela
me ameaçou apontando o dedo na
minha cara.

Me encolhi. Ela sorriu novamente.

- Quem é... - minha voz
falhou de medo.

- sou Marissa. - respondeu Sóbria.

Quando ia perguntar o que ela queria comigo ela me interrompeu:

- aaah garota! Você pergunta demais!

- Mas eu não falei nada!

- Mas pensou! - falou com ódio na
sua voz.

Como ela sabia o que eu pensava?
Será que ela é uma alma ou entidade?
O que ela queria comigo?
Porque comigo?

- sou sim. Uma alma.
Fui mandada para te ajudar.
Porque a partir de agora,
sua vida vai mudar. Para pior.
Então prepare-se! - e do nada sumiu.

Fiquei sem entender.
Com medo, comecei a chorar baixinho, para ninguém me escutar.

Foi então que peguei no sono.
Tive um sonho bem estranho.
Era mais ou menos assim:

Tinha uma boneca vestida de princesa no canto da parede.
Toda encolhida, como se estivesse chorando.

Cheguei perto dela e notei que
realmente estava.

Quando fui pega-la para a abraçar, ela berrou:

- No! This is dangerous! Do not touch me! - eu não sabia o que ela queria dizer. Mas uma voz atrás de mim disse:

- Ela está pedindo para você
pegá-la. - me virei e era Marissa. A alma que sentou do meu lado.

Fiz o que a boneca mandou.
Fui ao seu encontro e a envolvi em meus braços. Foi quando ela começou a gritar, sua roupa começou a ficar preta, virando uma capa. Aquele pano negro era enorme, tanto que não dava para ver a tal boneca. Então resolvi abrir. Ela estava envolta ao pano. Quando consegui abrí, dei um grito. Ali não tinha boneca, apenas um esqueleto. Soltei aquela coisa no chão rapidamente e corri desesperada de medo, entrando por uma única porta de cor preta que havia ali.

Quando abri e entrei, vi uma sala cheia de pessoas dançando e felizes, todas fantasiadas. Aquilo era uma festa, uma linda festa de 15 anos.

Olhei para a mesa do bolo e lá havia as velas do número 15, até que notei do lado das velas uma faca cheia de sangue, cravada no bolo.

Levei minha mão até a boca,
assustada. Dei Passos para trás
tentando sumir dali, foi quando
tropecei numa pessoa bem fria,
que me segurou e botou uma
faca contra meu pescoço,
sussurrando ao meu ouvido com
uma risada diabólica:

- Já vai Emmy? Fique mais um pouco,
a sua festa acabou de começar...

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