capítulo 33

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**Marissa**

Era impressionante como Lúcifer pedia. Ele não me deixava em paz infernal um só minuto! Era a todo momento perguntando sobre Emmica.

- como vão as coisas escrava?

Olho de relance para ele.

- De mal a pior mestre.

- muito bem escrava. - disse se ajeitando no trono. - você já deu um susto na loirinha, amiga de Emmica?

- sim mestre. Eu dei. Mas parece que a mesma não lembra de nada.

- bom trabalho. Continue assim. Vamos infernizar ela e a avó de Emmica até ela não aguentar mais viver e sua alma ser nossa! - Lúcifer fala empolgado.

Concordo que sim com a cabeça.

- em breve a alma dela será sua. - digo.

Reviro os olhos e me encosto numa rocha que havia lá.

- Lúcifer! Lúcifer! - alguém entrou no palácio gritando.

- que ousa, fazer algazarra no meu palácio?

- cale-se! Eu já estou cheio com você! Você só manda! Você não é meu mestre Lúcifer.

- Ah não? Então quem é? É o cara lá de cima?

Lúcifer dá uma risada de deboche.
A morte se aproxima de Lúcifer rapidamente e lhe dá na cabeça com a sua foice. Levei as duas mãos à boca assustada.

- seu maldito!! - a morte da um berro.

Lúcifer se ajeita na cadeira rindo da cara dele. Fiquei ao longe observando calada.

- demônios! Prendam ele!

E vieram 2 demônios em direção a morte. Pegaram em seus braços. Fiquei sem reação.

- Vá Lúcifer, me prenda... Se é isso mesmo que está pensando.

Mestre se levanta do seu trono e vai em direção a morte.

- Se você está pensando que eu vou aguentar seus desaforos... Você está muito enganada.

- Eu não tenho medo de você Lúcifer. - falou a morte com ira na voz.

- Deveria ter...

Mestre Saiu de perto da morte.

- você sabia que por minha causa você pode perder o seu cargo de anjinho? - Lúcifer dá uma risada diabólica. - imagino que você não quer isso...  - disse se aproximando dela outra vez. - aposto que seu Deus de merda não iria gostar nada disso de saber que seu anjo da morte, um dos mais justos, lhe traiu.

- ele já sabe Lúcifer... - falou a morte sem ânimo.

- sabe?? - eu e Lúcifer dissemos na mesma hora.

- sim... O anjo da garota esteve lá no céu, provavelmente foi falar com o Deus filho.

- menos mal. - Lúcifer disse. - Solte ele demônios!

Os demônios soltaram ele e voltaram aos seus postos.

- Bem morte, ou melhor dizendo... Ezrael! Vai se juntar a nós, ou, irá se iludir pensando que depois que terminar esse trabalho sujo, voltará para os braços de Deus? - Lúcifer perguntou irônico.  A morte ficou calada.

- Mestre, quero conversar com você.- avisei a ele.

- depois escrava! Vamos morte! Se decida logo!

- Eu não vou me aliar a você Lúcifer!

- mas porque não? Você já é um merda insignificante, sozinho. Porque não se junta comigo, e pegamos a alma da garota de uma vez? - Lúcifer propôs.

- prefiro andar sozinho e nas trevas, do que com você seu verme miserável. - a morte cuspiu aquilo tudo na cara de Lúcifer. - e a alma dela é minha. Não sua Lúcifer. Ela insultou o meu mundo da morte, e terá que pagar com a vida!- fala em tom baixo.  Observei a morte. - Já estou de saída...

A morte dá as costas a Lúcifer e caminha em direção a saída. Olho para mestre. Ele olhava a morte com um certo ódio.

- nossa que grosseria e egoísmo.
- digo.

- Isso não vai ficar assim.

- calma mestre. No final ele vai acabar te entregando essa alma. Você vai ver.

- não alimente falsas esperanças escrava...

Abaixo a cabeça.

- então, o que tem em mente? - perguntei .

- vou mandar capturar o anjo da guarda da garota.

Levanto a cabeça.

- mas isso é impossível!

Lúcifer, naquele momento se levanta e anda em minha direção com um olhar nada legal. Dei passos para trás. Mas com um passe rápido, ele pega no meu pescoço com apenas uma mão e começa a aperta-lo.

- o que disse escrava? - perguntou com os olhos vermelhos de raiva e apertando cada vez mais forte meu pescoço.

- na-nada mestre... - falo com dificuldade tentando respirar. Ele me olha nos olhos.

- Nunca... Mais, repita essa frase! Entendeu?

Acenei que sim com a cabeça. Ele me soltou e eu caí no chão tossindo muito pela falta de ar que tive enquanto ele apertava meu pescoço. Fiquei passando a mão envolta dele enquanto tossia e observando Lúcifer ir em direção ao seu trono e sentar.

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