capítulo 12

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***narrador***

Logo após que o anjo foi embora, Emmica dormiu profudamente,
sem ter nenhum tipo de sonho,
como se estivesse em transe.
O seu anjo travou todos os sonhos dela, bons e ruins.

Chega de sonhos por hoje! - pensou.

Já era 12:30 PM e a garota ainda dormia, até que seu pai estranhou
a sua filha não ter aparecido no
café da manhã, e deu uma passada
no seu quarto para checar se estava tudo bem.

Bateu na porta, nada.

Até que resolveu entrar. Botou só
a cabeça dentro do quarto, e viu
que sua filha ainda dormia.

George sorriu e em seguida entrou
no quarto para acorda-la.


**Emmica **

- filha? Filhaaa. - chamava meu pai baixinho, me balançando delicadamente tentando me acordar.

Não estava conseguindo abrir os olhos. Estavam pesados de tanto sono.
Eu o ouvia, só não conseguia despertar.

Então ele resolveu pôr mais bravura para me acordar:

- Emmica llourence
shakesfield! - gritou.

- huuum! - gemi.

- ja está na hora de acordar mocinha!

- Que horas são? - perguntei ainda com os olhos fechados.

- 12:40. - disse.

- AM ou PM? - perguntei.

- PM.

- caramba! - exclamei arregalando
os olhos e dando um pulo da cama,  jogando o cobertor que estava sobre mim, de lado.

- você deve ter dormido tarde ontem...

"Ontem". Essas palavras ecoou na minha cabeça me fazendo tremer.

Parei no tempo lembrando de tudo que tinha acontecido, mas não lembro se foi real ou pesadelo.
Mas é como ter vivido.

Comecei a suar frio e sentir minha cabeça girar.

- filha, você está bem? Você está pálida. - disse meu pai sem desviar
o olhar de mim.

- estou um pouco confusa pai. Só isso.

- sobre o que? Posso saber?

- É...  nada demais... vamos descer? Estou com muita fome. - falei saindo do sem esperar ele.

***Marissa ***

- Me chamou mestre? - perguntei.

- sim... chamei.

- o que a vossa senhoria
deseja? - perguntei novamente revirando os olhos.

- exijo que você volte a falar com aquela pirralha.

- mas... Lúcifer! Não! Aquela garota
é insuportável! - exclamei com muita raiva.

- Quem é você para chamar meu nome? Não te dei nenhuma intimidade para isso! E vai voltar
a falar com ela sim! Enquanto não pegar a alma dela, não vou descansar!

- desculpe Mestre. Eu vou sim.
E a morte está fazendo a parte dela.

- huuum...  muito bom! Ela é um anjo muito exemplar.

Entortei a boca.

- o que foi agora escrava? - perguntou ficando bravo.

- o anjo dela mestre. Ele é forte. Pequeno, mas forte. Não sei se iremos conseguir.

- e você, não é forte?

- sim, senhor.

- a morte, não é forte?

- É sim, mestre.

- e eu? Aquele que governa tudo isso, tem vários seguidores, faço os humanos se apegar a coisas que criei,  não sou forte?

- muito forte Mestre. - terminei de falar e abaixei a cabeça.

Até que um ser tocou no meu ombro.

Pela frieza que trazia, já sabia de primeira quem era.

- Oi meu anjo preferido. - Mestre disse fazendo eu o encarar e ficar me perguntando : "a preferida não é eu? "

- Oi satan. - respondeu cabisbaixo.

- pode me dando a boa notícia. Já estou feliz antes de saber. Vou logo te parabenizando pelo bom trabalho que fez. Você é muito competente. - e se levantou para apertar a mão da morte. Que não reagiu a aquela felicidade toda.

- Eu fracassei. - a morte disse.

Mestre arregalou os olhos.

- como assim?

- o anjo dela. Ele é muito...

- forte? Forte? Um pirralho de
quatro anos é forte? Vocês são
dois imbecís. Nunca fazem um trabalho direito. Me envergonho
dos escravos que tenho. - gritou. Estava muito bravo. Fiquei com medo.

- Ei! Olha como fala comigo seu demônio! Quem você pensa que eu sou?

- Apenas mais um escravo
inútil! - falou irônico.

- Eu não sou seu escravo satan! - a morte cerrou os punhos.

- hahaha. Morte, morte. A partir do momento que fazem o que gosto ou mando, se torna meu escravo.

- Ora seu... - a morte ficou furiosa a ponto de pular encima do meu mestre.

Notando aquilo, dei um grito dizendo "Não" e fui para a frente do mestre abrindo meus braços, para evitar que a morte o alcançasse.

Ela se controlou, me virei para mestre e disse:

- Mestre... ainda podemos tentar.
Olha, eu vou voltar a falar com ela,
e tentar ganhar a sua confiança.
E, quando ela menos esperar, a
morte vai se passar por mim, e
pegar sua alma. - sugeri, torcendo para que ele achasse uma boa ideia.
- ou então mestre, eu posso colocar
más pessoas no caminho dela, que
vão destiná-la a um suicídio.

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