Quando invadi aquele lugar, que vi Emmy jogada ao chão, toda ensanguentada, não pensei duas vezes. Avancei encima dele fazendo a sua faca voar bem longe.
– Para! - subi encima dele tentando segurar suas mãos. Mas ele me empurra com força. Tentei me levantar. – Você matou ela seu filho da puta! - dei um soco na sua boca.
– Uma criatura insignificante como ela não merece ficar na terra. - limpa a boca e me empurra para pegar a faca. Mas antes dele conseguir se mover, dou um chute no seu saco fazendo ele cair.
– Ela não é insignificante! - pego pelos seus cabelos.
– Esse corpo não é meu mocinha. Então tenha cuidado com o que faz com ele. - então do nada ele enfia suas unhas na minha cintura fazendo eu gritar de dor. - nem o meu mestre que é forte me bate, uma garota estúpida e louca vai me bater? - me dá um soco na barriga fazendo eu recuar e sair daquela sala, caindo no chão do salão de festas de tanta dor. - o problema é que... - Vem se aproximando de mim. - Esse corpo jovem me dificulta. Mas espera só eu...
Então do nada ele abre a boca e uma fumaça preta sai rapidamente de dentro criando forma na minha frente e fazendo o corpo de Bryan cair no chão desacordado. Então todos se calaram para assistir aquilo, perplexos.
– Você... - digo baixo e com ódio na voz.
– Surpresa querida! - Era ele. O mesmo que eu joguei sal. O mesmo que foi atrás de mim, na minha casa. Mas porque eu não percebi antes?!
Ele pega no meu pescoço e me levanta. - já disse que não era para se meter onde não era chamada. Não foi?! - grita me apertando. Eu nem conseguia falar. Talvez naquele momento, eu tivesse o mesmo destino que Emmy.
As pessoas começaram a gritar. Talvez por estar vendo algo tão feio, ou por eu estar sendo sufocada por aquilo... Ou os dois.
– Vo-você vai... Voltar! Pra onde... Não deveria... Ah! Nem... Ter saído! - começo a tentar rezar na frente dele. Mas ele fica gargalhando.
– Você acha que eu também não sei rezar mocinha? Me poupe! - me joga na direção daquelas pessoas todas e vira fumaça entrando no corpo de Bryan outra vez, já pegando a faca e vindo em minha direção. Tentei me recompor. Mas ali já não tinha ninguém. Até que Sarah do nada aparece e se ajoelha do meu lado. Perguntando se eu estou bem.
Bem? Eu estou bem longe de estar bem!
– Fique com... Emmyca! E pegue o objeto divino! - Cochichei apontando para o lugar e empurrei ela. Depois me arrastei tentando fugir dele e olhando em seus olhos.
– só porque você se meteu onde não foi chamada... Vai levar o triplo de facadas que a sua amiguinha levou.
Vem em minha direção e se prepara para me acertar.
– Nos vemos no inferno mocinha! - tento me levantar para fugir e do nada ele acerta a faca na minha perna me fazendo gritar de dor. As pessoas estavam todas amontoadas em um canto da parede, umas choravam, outras estavam desmaiadas e as mais corajosas filmavam. Até que do outro lado, no local mais escuro, noto outra pessoa, sozinha. Estava de punhos cerrados. E expressava fúria. Mesmo com a máscara. Dei um sorriso no meio de tanta dor e me arrastei para perto da mesa onde estava o símbolo. Pedir por ajuda? Jamais! Não porque queria morrer também. Mas porque notei algo. Notei um ser não humano.
– não adianta fugir mocinha. Você não vai muito longe. - disse rindo e sem esperar, sinto ele perfurar minha outra perna. Dou outro grito de dor. Pior que o primeiro. E olhei para a porta dos fundos. E Sarah estava com os olhos cheios de lágrimas e com o objeto divino em mãos. Eu já não aguentava mais. Mas queria que pelo menos ela soubesse o que fazer. E certamente sabia que foi ele que tinha matado a Emmyca. Então ele bota a faca encostada no lado da minha barriga. - quais são as suas palavras finais? Vai, eu deixo. - disse com deboche.
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A Inimiga da Morte
HorrorAs pessoas estão certas quando dizem: "Tenha cuidado com o que fala, pense bem antes de dizer algo, palavras podem destruir vidas. " Ou então quando falam : "Deixe os mortos em paz. Não fale mal deles. Eles podem te ouvir. " Mas Emmica nunca seguiu...
