Depois daquilo fui rapidamente correndo para casa. Cheguei lá em poucos minutos. Toquei a campainha para minha mãe vir abrir para mim mas nada. Ninguém ouvia.
Franzi o cenho.
– O que será que aconteceu?
Pensei em ir na casa da minha avó.
Cerrei os punhos ao lembrar de Gabriel e o que ele disse sobre ela. Mas Ah, foda-se. Ele não manda em mim.
Saí de lá e corri para a casa da Minha avó. Seja o que for, ela estaria lá. Tinha que está lá. Chegando na casa dela, entro sem bater, já que sua casa vivia literalmente 24 horas aberta. Olhei para os degraus, e aquela última cena, da morte veio na mente. Rapidamente subo as escadas tentando encontrar alguém. Minha avó pelo que eu sabia, ainda continuava doente. Então a casa estava entregue aos meus tios. Passei de frente ao seu quarto e entrei. Tive um susto ao ver que ela não estava lá. Lembrei que ela poderia estar num hospital. Respirei fundo e fiquei observando suas coisas antigas, passando a mão nos seus móveis, vasculhando suas gavetas. Coisas que eu fazia quando era uma criança. Ri ao lembrar disso. Até que no meio de tanta coisa velha na gaveta acho uma caixinha. Era a caixa onde vovó guardava suas jóias. Vasculhei aquela caixa inteira. Tinha brincos, anéis, colares, pulseiras, relógios... Peguei cada um para vê-los melhor, até que escuto a minha tia gritando na porta do quarto e de susto derrubo a caixa no chão.
– droga! - digo baixo apanhando as coisas e botando no lugar.
Até que noto que por baixo do baú, tinha se rompido uma espécie de peça, aonde podia ser ver que tinha algo ali dentro. Engoli em seco. Eu não deveria mexer naquilo. Seria invasão de privacidade. Mas que mal faria? Só uma olhadinha?
Tirei aquela parte com um pouco de esforço, já que era super imprensada. E o que tinha dentro não foi nada surpreso.
– Um rosário?
Olhei bem. Porque minha avó esconderia um rosário?
Botei todas as jóias dentro da caixa novamente e botei o rosário no bolso. Sei que era errado. Mas creio que para aquilo está escondido, significava alguma coisa.
Saí do quarto devagarinho para não chamar a atenção de ninguém.
– Está fazendo o que aí mocinha?
Uma voz atrás de mim diz me fazendo dar um pulo de susto. Olho para aquele ser com os olhos arregalados e vejo que é tia Gemima.
– eu.... Eu... Vim visitar a minha avó. Estava com muita saudade. Mas vejo que ela não está aqui. - suspiro.
Boto a mão no bolso segurando o rosário. Ela não podia pegar ele. Não ia deixar.
Do nada ela põe uma das mãos na cabeça e começa a fazer caretas como se estivesse com muita dor.
- tia.... A senhora está bem?
- sim... Sim... Só essa dor de cabeça idiota que me deu de repente.
Ela não tirava a mão da cabeça. Então ela desceu para beber água, talvez. Não entendi muito Aquilo.
– Ah... Tá, né!
Desci rapidamente as escadas para ir embora dali até que sou esbarrada pelo tio Gerald.
– para quê tanta pressa mocinha? - pergunta de braços cruzados.
– Eu... Vim ver a vovó, mas , ela não está. O senhor sabe para onde ela foi?
– Hospital Tom Jobim. Fica em outra cidade.
– Ah. Entendi... Será que o sen...
– não. Eu não posso. Tenho coisas importantes para resolver. - cortou tio de cara fechada.
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A Inimiga da Morte
KorkuAs pessoas estão certas quando dizem: "Tenha cuidado com o que fala, pense bem antes de dizer algo, palavras podem destruir vidas. " Ou então quando falam : "Deixe os mortos em paz. Não fale mal deles. Eles podem te ouvir. " Mas Emmica nunca seguiu...
