**Morte**
Depois que saí do inferno, fui diretamente para a casa da velha. Tinha que fazer a minha vingança rápido, antes que o Lúcifer me cobrasse uma alma que não pertencia a ele. Chegando lá na tal casa, vou para o quarto da velha. Cheguei perto da sua cama, e fiquei a olhando. Eu tinha que fazer aquela menina pagar por seus insultos, atingindo aquilo que ela mais ama. E era isso que eu iria fazer. Iria matar de um a um. Até chegar nela. Quero que ela implore para morrer. Só assim, vou fazer a morte dela ser a mais dolorosa.
Cerro os punhos enquanto não tirava os olhos daquela velha imbecil. Só dava trabalho para os humanos. Mas também, eu não poderia leva-la agora... Teria que esperar um pouco mais. E quando sua alma quiser abandonar o seu corpo, eu a ceifarei.
Seu estado estava deplorável. Não tinha milagre que desse jeito. Ela estava entre a vida... E a MORTE.
Me encostei na cabeceira da cama e fiquei lá, sugando a sua vida, até a última gota. Deixando ela fraca, tirando toda a sua saúde e os meios de cura. Tirando as suas forças. Até que , escuto alguém abrir a porta e entrar no quarto. Mas a ignoro. Humanos não podem me ver, a não ser, que eu deixe.
Continuei o que eu estava fazendo. Mas, aquele humano, estava quieto demais... Virei minha cabeça devagar, a entortando, era óbvio que ele não via o meu rosto. Apenas a negritude de dentro daquele capuz. Mas... Quando vi quem era aquele humano... Não acreditei. Era a própria menina. E ela parecia assustada. Parece até... Que estava me vendo?
Virei de frente para ela, de onde eu estava mesmo, só para testar se ela me via. Mas quando fiz isso, ela deu passos para trás. Então, tirei as conclusões que ela estava me vendo de verdade... Mas... Como?
Caminhei em sua direção em passos lentos. A vingança estava falando mais alto. E eu , teria que aproveitar aquela minha chance. O anjinho dela não estava ao seu lado. Sorte a minha. Dei um sorriso malicioso. E continuei a andar em sua direção.
Ela no desespero, tentou abrir a porta, mas eu fui esperto e travei ela, antes da garota pensar em fugir. Continuei andando, faltava poucos metros até eu chegar ao seu alcance. Foi então que senti a vibração das suas cordas vocais. Ela ia gritar.
Apressei os passos e ela abriu a boca para soltar o grito. Eu, sem pensar duas vezes, avancei encima dela e enfiei a minha mão inteira na sua boca, fazendo ela cair de joelhos e ficar se batendo devido a dor e a magia que aquilo causava. Olhei bem dentro dos seus olhos e procurei a sua alma. E lá estava ela, se contorcendo junto a menina.
Dei uma risada diabólica ao ver que eu estava conseguindo manipular sua alma. Achei pouco aquela cena, e enfiei mais minha mão dentro dela, passando pela sua garganta. Ela soltou um grunhido.
Então eu abri minha mão dentro de sua barriga e tirei rapidamente com toda a força, danificando os seus órgãos internos.
A menina começou a tossir e o sangue caía pelo chão a medida que ela tossia, ainda sufocada. Olhei para a minha mão. Estava cheia de sangue. Cerrei o punho enquanto ainda olhava para ele... Um sangue tão bonito, vermelho. Tanto tempo eu não tinha esse sangue. O sangue que me pertencia era o preto. Era o sangue de todos os mortos. E ela teria esse sangue. Como castigo.
Olhei para a garota que continuava ofegante, suas mãos estava sobre sua barriga e ela chorava, eu sabia que era de dor. Pois não deixei barato. Ela olhou para mim, com um olhar de tristeza, enquanto seu sangue escorria pela boca e as lágrimas caiam sobre o seu rosto. Mas eu não tinha compaixão. De ninguém. Aprendi a não ter, minha experiência de morte me ajudou a ser assim.
Comecei a rir enquanto ela tentava falar algo. Seus lábios tremiam. A ignorei e dei as costas, pego a minha foice, e vou sumindo.
- D-Desgraçado... – ela me insulta em um sussurro.
Paro de sumir e me viro indo rapidamente em sua direção e agarrando seu pescoço com força.
- o que disse?
Ela começa a tossir sufocada. Ela ia falar outra coisa. Seus lábios tremiam.
- D-DESGRAÇADO! - grita comigo e começa a dar socos tentando se soltar.
Levanto ela pelo pescoço até ficar na minha altura e digo pausadamente.
- Eu. Não. Sou. Obrigado. A... – paro e aperto sua garganta. – aguentar seus insultos!
Com toda a força jogo-a no outro lado do quarto, o que faz ela bater a cabeça na parede e desmaiar na hora. Flutuo em sua direção.
- Para mim, e para você, a festa ainda não começou.
E desapareço virando fumaça.
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A Inimiga da Morte
HorrorAs pessoas estão certas quando dizem: "Tenha cuidado com o que fala, pense bem antes de dizer algo, palavras podem destruir vidas. " Ou então quando falam : "Deixe os mortos em paz. Não fale mal deles. Eles podem te ouvir. " Mas Emmica nunca seguiu...
