Capítulo 49

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Rodrigo sentou-se em sua sala a espera de que Anahi fosse trabalhar nesta segunda-feira, analisou alguns documentos e terminando seu trabalho da parte da manhã, pegou seu celular, discando para o celular de Anahi, na certa Alfonso estaria na Herrera's e essa noite precisava dela em sua cama. O celular tocou, uma e duas vezes enquanto Anahi estava no banho, Alfonso seguiu o barulhinho irritante que acordaria Gabriel, era de um dos telefones da Venturini, não uma ligação privada, ela não ficaria brava caso ele atendesse.

Rodrigo: Anahi querida, é você? – Alfonso fechou os olhos, segurando forte o lençol.

Poncho: Ora, Ora! A que devo a honra, Rodrigo? – Rodrigo se sentou na cadeira, bufando. Droga! – Espero que seja algo relacionado à empresa para você ligar a essa hora para a minha casa...

Rodrigo: Bom dia, Alfonso. Em primeiro: não liguei na sua casa, sei que tem filho pequeno, liguei no celular da Anahi...

Poncho: Sério? Certo! Então agora sabe o que eu vou fazer? – Se sentou na cama – Desligar o celular da Anahi. - Rodrigo tentou dizer mais alguma coisa, mas foi tarde, Alfonso desligou o celular o botando em seu lugar de volta.

Saiu do quarto, se direcionando ao quarto de Gabriel. Ela não poderia continuar estar o vendo, de maneira nenhuma!

~~

Maite terminou de revisar o último documento e jogou o corpo para trás, contra a cadeira, suspirando. Passou as mãos nos cabelos, os jogando para trás e pegou seu telefone celular, discando o número do marido.

Maite: Querido? – Willian sentou-se no sofá de casa com um copo de vodca na mão. Estava ainda de pijama e apenas um roupão por cima da roupa, os cabelos bagunçados e a barba por fazer - Willian amor, é você?

Willian: Sim, querida, sou eu...

Maite: Ohh! Como é bom ouvir sua voz, estou morrendo de saudades! – abriu um sorriso, se sentando confortavelmente na poltrona.

Willian: Também estou com saudades! – Sentou-se agora no chão com as olheiras mais a mostra pela luz da lua que agora batia em seu rosto.

Maite: Por aí em Londres, como estão as coisas?

Willian: Tudo terminado, não vejo a hora que amanheça para poder voltar para casa... Para você! – Maite abriu um sorriso emocionado, girando sua aliança em seu dedo.

Maite: Eu também não vejo a hora. Está gripado? – Willian enxugou o rosto molhado das lágrimas.

Willia: Não, apenas acordei agora. Sabe como é, nunca me acostumo com esse horário...

Maite: Tenho algo importante para te dizer, mas espero você chegar até aqui.

Willian: Aconteceu alguma coisa? Está bem de saúde?

Maite: Não, estou ótima... – se levantou, fechando a janela de sua sala, pegando seu casaco e sua pasta – Estou indo para casa... Estou apenas cansada, mas de resto tudo maravilhoso. Espero até que você volte, aí conversamos, certo?

Willian: Certo! Maite? – Ela sorriu.

Maite: Sim, querido?

Willian: Também preciso conversar com você.

Maite: Há algo errado?

Willian: Há. – Maite se calou, franzindo a testa – Preciso desligar, amanhã estou de volta e sairemos para jantar.

~~

Anahi tirou a animada mesa de jantar, havia sido a primeira refeição desde a sua saída do hospital que Gabriel havia comido para valer, com direito até a sobremesa. Haviam jantado em um ambiente tranquilo e não muito carregado, o pequeno Gabriel havia distribuído gargalhadas a todos e Anahi curtiu a mesa de jantar como não fazia há tempos. Sem cabeça baixa, contendo as lágrimas ou o nó na garganta. Nada disso, o trio havia se divertido para valer.

Observou as gargalhadas de Alfonso e Gabriel lá em cima, onde ambos tomavam banho na banheira do quarto de Anahi, sorriu sozinha enquanto deixava em cima da mesa o pagamento de Nelita. Subiu as escadas, desligando a tv da sala.

Gabriel: Tem que esfregar assim ò, pai... – mostrou a Alfonso, esfregando a sola do pé – Mamãe disse que o pé é sujinho, que andamos o dia inteiro às vezes com ele no chão e o que o chão é sujo, por isso tem que esfregar direitinho. – Alfonso sorriu terminando de esfregar direitinho o pé do menino.

Lhe deu um tremendo banho, saindo junto com ele enquanto o deixou mais alguns minutinhos sentado, seguro na banheira, se enxugou colocando apenas uma cueca boxer branca e pegou a toalha.

Poncho: Vem filho, rapidão para você não pegar friagem... – Gabriel saiu com rapidez e sorrindo, deu um grito de excitação ao pular no colo de Alfonso que o esperava com a toalha já aberta – Seu pestinha! – sorriu junto com o filho lhe fazendo cócegas enquanto o enxugava com rapidez.

Após colocar a cueca - uma réplica miniatura do pai -, o pijama de bichinho, as meias e lhe secar bem os cabelos, Gabriel se deitou na enorme cama dos pais, assistindo desenhos, não antes de sorrir para a mãe e lhe beijar as bochechas.

Anahi: Ta sentindo alguma coisa, filho? – se aproximou de Gabriel lhe distribuindo beijos pelo rosto, o menino sorriu se retorcendo em cócegas.

Gabriel: To só um pouquinho cansado... – Anahi olhou o relógio, já eram 21:30, haviam jantado um tanto tarde hoje.

Anahi: Vou tomar um banho e já me deito com você.

Poncho: Já dominou a minha televisão, né seu safado?! – Anahi se virou sorrindo com seus olhos caindo em cima de Alfonso.

Oh, Santo Deus! Ele estava apenas de cueca, com aquela cueca, só com aquela cueca. Respirou fundo, eliminando todo o ar de seus pulmões e se obrigando a puxar o ar com mais força. Seu corpo estremeceu, seus lábios ficaram secos e a melhor opção seria dar meia volta, indo diretamente ao banheiro. Alfonso deitou-se na cama e com um sorriso nos lábios balançou a cabeça enquanto ouvia Anahi fechar a porta do banheiro com cuidado. Abraçou-se ao filho que se encostou a seu peito.

Anahi fechou os olhos enquanto a água caia em seu corpo e em seu rosto, estremeceu ao sentir o perfume de Alfonso ainda na banheira. Fechou os olhos depois de tomar banho e pressentiu que havia adormecido, pois seus dedos já estavam enrugados e do quarto já não se ouvia mais gargalhadas ou um único barulho. Talvez Alfonso já tenha colocado Gabriel em seu quarto e partido, como todas as noites desde a volta do filho, para o quarto de hóspedes.

Levantou-se e se enxugou e, droga! Havia esquecido-se de pegar sua roupa. Já seca, enrolou-se na toalha, soltando os cabelos, saiu do banheiro e viu ambos adormecidos em sua cama. Gabriel estava de mal jeito e Alfonso também. Com cuidado, pegou o filho no colo que ao sentir seu cheiro, se abraçou a Anahi encostando a cabeça em seu ombro, Anahi caminhou até o quarto, o colocando na cama com um belo beijo na testa, o cobriu até o pescoço e apenas acendendo o abajur e fechou a porta. Voltou para seu quarto, entrou no closet, colocou sua camisola preta, prendendo seus cabelos em um coque quase solto onde alguns fios caiam por trás de sua nuca. Sentou-se na poltrona, analisando alguns últimos documentos que mandaria o boy pela manhã vir buscar e levá-los direto até as mãos de Karla e não havia parado para pensar que o dia do aniversário de Alfonso estava chegando. Apenas uma semana.

O observou depois de deixar os documentos em cima da mesa, não o acordaria agora, nem em pensamento.Desceu as escadas novamente, na estante da sala, pegou o DVD de seu casamento. Havia o assistido uma vez só, logo que chegou. Sentou-se no sofá com uma almofada e ligou a televisão, inserindo o DVD, aguardou um pouco e o menu logo apareceu, apertou para que iniciasse o "filme" e em poucos segundos a filmagem começou. Seus pelos dos braços se arrepiavam a cada minuto que assistia, todas as pessoas bem vestidas, contentes e sorrindo por ela. Não se recordava dessa cena, mas era uma cena em que Maite arrumava o paletó do irmão e lhe dizia que o amava e que ele seria feliz. Emocionou-se com a cumplicidade dos irmãos, Alfonso estava a protegendo, a protegendo do próprio marido, mas e ela, teria por que se proteger do seu? Um pouco depois, a câmera focou em Alfonso enquanto a música alta começava e ela entrava. Seus olhos estavam por um fio de derrubar lágrimas. Franziu a testa e quando chegou ao altar e ele lhe beijou a testa, reparou que nem uma só vez sequer havia o olhado nos olhos, havia sorrido da maneira que ele sorria, desesperadamente olhando para Maite e para ela. Anahi se emocionou ao ver a maneira que ele disfarçava as lágrimas enquanto filmavam a igreja e a cerimônia. A forma de como ele apertava os dedos e esperava firmemente que ela o olhasse os olhos e quando chegou aos votos e a troca das alianças, Anahi observava atenta que ainda não havia feito isso e era como se tudo de repente voltasse como um filme, só que em tempo real, na sua cabeça.  

Uma Linda Mulher (Adaptada)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora