Capítulo 41

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"Tem noção do que uma pessoa como Sophie pode fazer com alguém que a traiu?"



Anahí

Acordei não sei quanto tempo depois, olhei meu relógio de pulso e vi que passava das oito da manhã, estava acostumada a acordar em torno desse horário e sabia que não ia conseguir dormir mais. Vi que Alfonso não estava na cama comigo e resolvi sair da cabine pra procura-lo. Parei na porta ao lembrar que eu estava sem minha calcinha.

Fui até minha mala e abri o zíper da lateral, estranhei quando não vi minha nécessaire com minhas calcinhas. Abri o outro zíper, mas ali só estavam os meus itens de banho. Suspirei e fechei os olhos, Alfonso não podia ter feito aquilo. A porta se abriu, chamando a minha atenção.

- Procurando alguma coisa? - Alfonso entrou e fechou a porta da cabine, se encostou nela e cruzou os braços. O sorrisinho que ele tentava esconder, confirmou minhas suspeitas.

- O que você fez com as minhas calcinhas? - acusei, o sumiço delas só podia ser obra dele mesmo.

- Estão guardadas em um lugar seguro. - piscou confirmando o que eu já sabia.

- Você só pode estar brincando! Alfonso eu estou de vestido, trouxe alguns vestidos comigo e saias, não posso ficar andando por ai sem calcinha. - argumentei.

- É claro que pode! E fica tranquila, vou cuidar para que ninguém veja o que me pertence! - sorriu.

Meu rosto ficou vermelho e o encarei sem acreditar no que estava ouvindo.

- Definitivamente você perdeu o juízo!

Alfonso riu e veio até mim, a cada passo que dava, mais sério ele ia ficando, comecei a ficar intimidada.

- O que está fazendo?

- Caminhando lentamente até você. - respondeu, seus olhos me devorando, fazendo meu ventre se contorcer.

- Por quê? - ofeguei, meu coração disparando como se eu tivesse acabado de correr uma maratona.

- Porque se eu for muito rápido, vou perder o controle e posso assustar você.

A parte de trás dos meus joelhos bateu na cama e vi que não tinha pra onde correr. Alfonso parou bem perto de mim, estendeu uma mão e seus dedos roçaram minha cintura, mesmo com o vestido senti minha pele queimar sob seu toque.

- Com medo de mim? - sorriu como um verdadeiro predador.

- Não tenho medo de você. - tentei ser firme, mas falhei.

Alfonso riu e desceu a mãos pela minha cintura até alcançar minha coxa, sua mão subiu por baixo do vestido. Senti um arrepiou percorrer minha espinha e mordi meu lábio inferior quando seus dedos tocaram minha intimidade. Eu já estava excitada, mas seu toque me fez pegar fogo.

- Foi por isso que roubei suas calcinhas, não queria nada atrapalhando isso. - dois de seus dedos me penetraram e arfei, tentando conter um gemido. - Agora preciso ir. - tirou seus dedos e se afastou.

- O que? - pisquei, ele não podia fazer isso após me provocar.

- Só vim aqui para te acordar, não é bom você dormir muito, quando chegarmos ao destino será onze horas da noite, se dormir demais, não vai estar com sono no hotel.

- Onze horas da noite? Mas agora são oito horas da manhã.

- Fuso horário, meu amor, estamos indo pra um lugar sete horas a frente do nosso horário, lá agora são três horas da tarde. - sorriu.

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