23° Capítulo

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Acabamos de chegar na cidade e a Roberta está no meu carro, ficamos em silêncio até Dean estacionar assim como eu. Ele desce e segue em minha direção.

-Vamos andando, deixaremos os carros aqui. Podem ouvir os barulhos dos motores e correrem atrás de nós. -Aceno e ele abre minha porta me estendendo a mão, a seguro e saio do carro.

-Para onde vamos? -Ouço Roberta e Dean segura em minha cintura e eu apoio minha mão em seu abdômen o abraçando.

-O melhor a se fazer é procurar um mercado pequeno e uma farmácia. -Edgar fala chegando perto de Roberta.

-Onde fica o mercado mais próximo? -Roberta olha para Dean que me olha.

-Não faço ideia. Nunca vim nessa cidade. -Da de ombros e eu a olho.

-Eu já vim com o... Castiel. -Lembro quando passamos por aqui e ficamos na cidade, mas o Castiel era o Noah.

-Então nos guia. -Dean beija minha testa e eu pego minha FAMA.

-Não fale caminhos errados. -Ela está me tirando do sério e apenas por olhar para sua cara.

-Não irei ser tola de errar o caminho. -Digo indo na frente com Dean ao meu lado, seguimos por um beco até chegar na rua de trás de onde estávamos, olho para os lados e a rua está vazia.

-Para onde? -Pergunta e eu aponto para direita. Seguimos e andamos mais um pouco virando para esquerda e depois direita até chegar em uma praça.

-A farmácia é ali e o mercado um pouco mais para frente.

-Vamos a farmácia primeiro, ela é menor que o mercado, aí depois vamos para ele. -Ouço Edgar e todos concordam, entramos na farmácia em silêncio e olhamos em tudo primeiro, ouço batidas na porta dos fundos.

-Amor... -Chamo e sinto as mãos de Dean em minha cintura e sua respiração em meus cabelos.

-Vamos pegar as coisas em silêncio, se eles nos ouvirem vão fazer barulho e chamar a atenção dos outros. -Ele beija minha cabeça e anda até onde os remédios estão, colocamos tudo em uma bolsa e saímos da farmácia indo para o mercado. Não demora muito e terminamos de encher todas as bolsas, coloco em minhas costas e olho para Dean que está arrumando sua arma.

-Esta muito silencioso. -Ouço Roberta chegar perto, fico do seu lado.

-Quando a floresta silencia, é porque há algum predador por perto. -Digo uma frase de um filme e Dean sorri.

-Também estou achando estranho. -Ele finalmente diz e eu olho pela porta de vidro.

-Vamos, estou com mal pressentimento. -Digo e saímos do mercado indo em direção onde está os carros. Andamos sempre mirando para ver se tem algum movimento suspeito até que paro.

-Grazy... -Ouço Dean.

-Tem alguém ali. -Digo olhando pela mira da FAMA.

-Não estou vendo nada. -Roberta diz sussurrando.

-Só porque você não está vendo não significa que não está lá. -Digo olhando para onde eu vi alguém se mexendo, ouço um barulho.

-Grazy, só tem um? -Dean fica perto de mim.

-Vou ver. -Digo andando, mas ele me segura.

-Você não vai sozinha. -Eu o olho.

-Só vou ver. -Beijo sua bochecha e ando devagar na direção do beco onde vi a movimentação. 

Fico encostada e miro para ver quantos tem, não consigo e procuro algo para eu subir, encontro uma escada e a subo sempre olhando em volta, deito e me rastejo até onde consigo ver o que está acontecendo e vejo cinco pessoas querendo entrar em uma loja.

Chego perto de todos que me olham, eu penso em algum plano e Dean vem até a mim.

-O que foi?

-Tem pessoas querendo entrar em uma loja, temos que tirar os sobreviventes de dentro dela.

-Como sabe que são sobreviventes? -Roberta chega mais perto.

-Porque os infectados não iriam querer matar outros infectados.

-Nós vamos ajudar, Roberta despista eles e nós iremos até lá e ajudamos. -Ela assente de mal gosto e começa a gritar para chamar atenção, nos escondemos até que as cinco pessoas correm atrás dela, corremos até a porta e Edgar com Dean chutam a mesma, vejo duas crianças e saímos correndo com elas. Roberta começa a pedir socorro e Dean me olha.

-Vão, eu vou ajudar e te encontro no acampamento. -Ele fica me olhando, vou até ele e te dou um selinho. -Vai!

Saio correndo até onde vem os gritos da Roberta, um bando corre atrás de Dean e eu me escondo, chego até uma árvore e vejo as cinco pessoas tentando pegar Roberta, atiro nelas e ajudo a mulher que corre em minha frente, vejo outras pessoas correrem em nossa direção, meus tiros fizeram muito barulho. Roberta corre ao meu lado e percebo que estão quase me alcançando e então tudo acontece tão rápido e caio no chão, Roberta me empurrou me fazendo tropeçar.

Bato a cabeça e fico deitada, vejo minha arma longe de mais e as pessoas correm sem parar, elas passam por mim sem me olhar e vão atrás de Roberta, ouço o meu carro se afastando. Merda! Ela me abandonou aqui.

Me levanto e coloco a mão em minha cabeça, está sangrando, mas não muito. Pego minha FAMA e vou andando pela cidade, porque não me pegaram? Estava deitada e sem arma, eles simplesmente se desviaram.

Ando pela cidade e minha barriga ronca, pego um sanduíche que peguei do mercado e como bebendo uma lata de refrigerante, não tem nenhum carro abandonado e os que encontrei estão sem gasolina.

Ando em direção onde estava meu carro e sigo a estrada andando a pé, coloco minha arma em minhas costas com a alça transversal e continuo andando. Vejo um pé de laranja na beira da estrada e pego cinco, tenho que economizar comida então descasco e continuo a andar. 

Olho mais a frente e encontro uma mini van meio acabada, corro até ela e checo para ver se tem gasolina e se está em bom estado, entro na mesma e sigo em direção ao acampamento. 

Ao chegar vejo Roberta limpando meu carro, não perco tempo e ando determinada até ela, algumas crianças brincam ao seu lado e então ela se vira e eu lhe dou um soco na mandíbula, ela vira o rosto por causa da força e as crianças gritam, antes que ela me de um soco lhe dou uma ajoelha no estômago e pego seus cabelos levando sua cara ao encontro do meu joelho direito, ela cai no chão com seu rosto sangrando.

-Sua louca! -Grita tampando o sangramento de seu nariz com a mão.

-Você me abandonou lá com aquelas pessoas. Você pegou o meu carro e veio para cá sem nem sequer me ajudar. Você tentou me matar! -Grito a última parte.

Quando vou partir para cima dela sinto mãos fortes em minha cintura me levantando do chão.

-O que está acontecendo aqui? -Ouço Sam e olho para ele, sei que Dean está me segurando.

-Essa vaca me bateu. -Ela diz inocente e Edgar vai para seu lado.

-Você me abandonou e veio com o meu carro, ninguém dirige ele! -Tento sair dos braços de Dean, mas ele me leva para casa.

Ninguém dirige o bebê dela!

Supernatural - Com Dean e Sam WinchesterOnde histórias criam vida. Descubra agora