Acabamos de chegar na cidade e a Roberta está no meu carro, ficamos em silêncio até Dean estacionar assim como eu. Ele desce e segue em minha direção.
-Vamos andando, deixaremos os carros aqui. Podem ouvir os barulhos dos motores e correrem atrás de nós. -Aceno e ele abre minha porta me estendendo a mão, a seguro e saio do carro.
-Para onde vamos? -Ouço Roberta e Dean segura em minha cintura e eu apoio minha mão em seu abdômen o abraçando.
-O melhor a se fazer é procurar um mercado pequeno e uma farmácia. -Edgar fala chegando perto de Roberta.
-Onde fica o mercado mais próximo? -Roberta olha para Dean que me olha.
-Não faço ideia. Nunca vim nessa cidade. -Da de ombros e eu a olho.
-Eu já vim com o... Castiel. -Lembro quando passamos por aqui e ficamos na cidade, mas o Castiel era o Noah.
-Então nos guia. -Dean beija minha testa e eu pego minha FAMA.
-Não fale caminhos errados. -Ela está me tirando do sério e apenas por olhar para sua cara.
-Não irei ser tola de errar o caminho. -Digo indo na frente com Dean ao meu lado, seguimos por um beco até chegar na rua de trás de onde estávamos, olho para os lados e a rua está vazia.
-Para onde? -Pergunta e eu aponto para direita. Seguimos e andamos mais um pouco virando para esquerda e depois direita até chegar em uma praça.
-A farmácia é ali e o mercado um pouco mais para frente.
-Vamos a farmácia primeiro, ela é menor que o mercado, aí depois vamos para ele. -Ouço Edgar e todos concordam, entramos na farmácia em silêncio e olhamos em tudo primeiro, ouço batidas na porta dos fundos.
-Amor... -Chamo e sinto as mãos de Dean em minha cintura e sua respiração em meus cabelos.
-Vamos pegar as coisas em silêncio, se eles nos ouvirem vão fazer barulho e chamar a atenção dos outros. -Ele beija minha cabeça e anda até onde os remédios estão, colocamos tudo em uma bolsa e saímos da farmácia indo para o mercado. Não demora muito e terminamos de encher todas as bolsas, coloco em minhas costas e olho para Dean que está arrumando sua arma.
-Esta muito silencioso. -Ouço Roberta chegar perto, fico do seu lado.
-Quando a floresta silencia, é porque há algum predador por perto. -Digo uma frase de um filme e Dean sorri.
-Também estou achando estranho. -Ele finalmente diz e eu olho pela porta de vidro.
-Vamos, estou com mal pressentimento. -Digo e saímos do mercado indo em direção onde está os carros. Andamos sempre mirando para ver se tem algum movimento suspeito até que paro.
-Grazy... -Ouço Dean.
-Tem alguém ali. -Digo olhando pela mira da FAMA.
-Não estou vendo nada. -Roberta diz sussurrando.
-Só porque você não está vendo não significa que não está lá. -Digo olhando para onde eu vi alguém se mexendo, ouço um barulho.
-Grazy, só tem um? -Dean fica perto de mim.
-Vou ver. -Digo andando, mas ele me segura.
-Você não vai sozinha. -Eu o olho.
-Só vou ver. -Beijo sua bochecha e ando devagar na direção do beco onde vi a movimentação.
Fico encostada e miro para ver quantos tem, não consigo e procuro algo para eu subir, encontro uma escada e a subo sempre olhando em volta, deito e me rastejo até onde consigo ver o que está acontecendo e vejo cinco pessoas querendo entrar em uma loja.
Chego perto de todos que me olham, eu penso em algum plano e Dean vem até a mim.
-O que foi?
-Tem pessoas querendo entrar em uma loja, temos que tirar os sobreviventes de dentro dela.
-Como sabe que são sobreviventes? -Roberta chega mais perto.
-Porque os infectados não iriam querer matar outros infectados.
-Nós vamos ajudar, Roberta despista eles e nós iremos até lá e ajudamos. -Ela assente de mal gosto e começa a gritar para chamar atenção, nos escondemos até que as cinco pessoas correm atrás dela, corremos até a porta e Edgar com Dean chutam a mesma, vejo duas crianças e saímos correndo com elas. Roberta começa a pedir socorro e Dean me olha.
-Vão, eu vou ajudar e te encontro no acampamento. -Ele fica me olhando, vou até ele e te dou um selinho. -Vai!
Saio correndo até onde vem os gritos da Roberta, um bando corre atrás de Dean e eu me escondo, chego até uma árvore e vejo as cinco pessoas tentando pegar Roberta, atiro nelas e ajudo a mulher que corre em minha frente, vejo outras pessoas correrem em nossa direção, meus tiros fizeram muito barulho. Roberta corre ao meu lado e percebo que estão quase me alcançando e então tudo acontece tão rápido e caio no chão, Roberta me empurrou me fazendo tropeçar.
Bato a cabeça e fico deitada, vejo minha arma longe de mais e as pessoas correm sem parar, elas passam por mim sem me olhar e vão atrás de Roberta, ouço o meu carro se afastando. Merda! Ela me abandonou aqui.
Me levanto e coloco a mão em minha cabeça, está sangrando, mas não muito. Pego minha FAMA e vou andando pela cidade, porque não me pegaram? Estava deitada e sem arma, eles simplesmente se desviaram.
Ando pela cidade e minha barriga ronca, pego um sanduíche que peguei do mercado e como bebendo uma lata de refrigerante, não tem nenhum carro abandonado e os que encontrei estão sem gasolina.
Ando em direção onde estava meu carro e sigo a estrada andando a pé, coloco minha arma em minhas costas com a alça transversal e continuo andando. Vejo um pé de laranja na beira da estrada e pego cinco, tenho que economizar comida então descasco e continuo a andar.
Olho mais a frente e encontro uma mini van meio acabada, corro até ela e checo para ver se tem gasolina e se está em bom estado, entro na mesma e sigo em direção ao acampamento.
Ao chegar vejo Roberta limpando meu carro, não perco tempo e ando determinada até ela, algumas crianças brincam ao seu lado e então ela se vira e eu lhe dou um soco na mandíbula, ela vira o rosto por causa da força e as crianças gritam, antes que ela me de um soco lhe dou uma ajoelha no estômago e pego seus cabelos levando sua cara ao encontro do meu joelho direito, ela cai no chão com seu rosto sangrando.
-Sua louca! -Grita tampando o sangramento de seu nariz com a mão.
-Você me abandonou lá com aquelas pessoas. Você pegou o meu carro e veio para cá sem nem sequer me ajudar. Você tentou me matar! -Grito a última parte.
Quando vou partir para cima dela sinto mãos fortes em minha cintura me levantando do chão.
-O que está acontecendo aqui? -Ouço Sam e olho para ele, sei que Dean está me segurando.
-Essa vaca me bateu. -Ela diz inocente e Edgar vai para seu lado.
-Você me abandonou e veio com o meu carro, ninguém dirige ele! -Tento sair dos braços de Dean, mas ele me leva para casa.
Ninguém dirige o bebê dela!
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Supernatural - Com Dean e Sam Winchester
FanfictionA vida de Graziele muda completamente quando descobre que criaturas sobrenaturais existem. Segue atrás de vingança por aqueles que mataram seus pais. Mas no meio dessa caça insistente encontra com dois irmãos que começam a ajudar ir atrás dessas cri...
