28° Capítulo

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Andamos até o carro de Dean e sento em cima do capô, ele fica de pé apenas me olhando.

-Porque me chamou? -Pergunta e eu suspiro.

-A Roberta pode ser a cura do Croatoan. -Digo rápido e ele me olha mais sério.

-Está brincando, né? -Pergunta e eu nego. -Como descobriu?

-No começo pensava que ela sempre me estressava por diversão, mas quando eu fui na casa dela e encontrei Camila, soube que tinha alguma coisa errada. E quando ela disse aquelas coisas eu vi no olho direito dela que está da mesma cor que os das pessoas.

-Quer dizer o que com isso?

-O sangue dela é imune assim como o meu, ela pode ser metade demônio ou o sangue dela tem alguma coisa que não se une com o vírus.

-Temos que sair daqui, iremos construir um lugar seguro com muros altos e casas para todos. Mas antes temos que saber em qual cidade ir.

-Acho que podemos sair um pouco desse estado, pode ser que apenas aqui o vírus tenha se espalhado, talvez fora daqui não.

-Está achando que poderemos ir para outro estado ou país?

-Sim, seria mais seguro para deixar essas pessoas. E depois podemos voltar para acabar com tudo e ajudar Crowley.

-E qual estado você tem em mente?

-Não faço ideia, mas tem que ser uma cidade pequena e que eu conheça bem. Será mais fácil.

-Ok, vamos logo antes que as pessoas cheguem. -Olho por onde nós viemos e vejo algumas pessoas. Andamos até onde todos estão.

-Entrem nos carros, iremos viajar e será uma longa viagem. -Grito e todos fazem o que eu peço, Dean faz um simples sinal para o celular que é para eu ligar para ele.

***

Depois de mais ou menos duas semanas, deixamos os sobreviventes em um lugar seguro e seguimos para o Texas, chegamos a poucas horas e enquanto estive com Roberta, Dean disse que aconteceu várias coisas o que eu literalmente não sei.

Nos separamos semana passada, tentei descobrir o que fazia Roberta ser imune ao vírus, mas foi em vão. Então voltei enquanto alguns cientistas do Brasil tentam achar alguma coisa.

Paro em frente a um lugar abandonado, não sei porque Sam me deu essas coordenadas, mas deixo o meu carro um pouco distante para caso tenha alguma coisa a mais. Procuro com os olhos pelo carro de Dean e não encontro na parte da frente, vou para o porta malas e pego uma escopeta e minha Colt 45 a guardando no cós da calça.

Ando pelo lugar para ver se tem alguma coisa, mas não acho nada, decido ir para os fundos e também não encontro nada acho isso muito estranho. Ando até a porta dos fundos que está aberta, ouço alguma coisa se quebrando e me escondo quando alguém é lançado. Vejo Sam gemendo e me olha logo depois, faço sinal para que fique em silêncio e ele acena.

Olho para ver o que está acontecendo e vejo uma mulher em pé e Dean deitado no chão, sua jaqueta está rasgada e ele está sem camisa, espera aí, o que está acontecendo aqui? Volto minha atenção para o Sam que diz vampiro, ele se levanta e segue para a sala, mas é jogado para perto de Dean.

Tenho que pensar em um plano, por incrível que pareça ela ainda não sentiu o meu cheiro, então aproveito e volto para meu carro correndo. Volto para casa com um dardo de sangue de homem morto, isso faz com que o vampiro fique paralisado.

Volto para dentro da cozinha a tempo de ver a vampira em cima de Dean, eu preparo o dardo em uma pistola pequena e entro na sala.

-Estão fazendo uma festa e nem me chamaram? -Pergunto alto e todos me olham, Sam da um pequeno sorriso e a vampira se levanta.

-E quem seria você? -Ela pergunta e eu a olho.

-A namorada do Dean e adivinha... Uma caçadora.

-Não gosto muito de caçadores. -Ela sorri.

-E eu não gosto de vampiros. Vamos acabar logo com isso. -Digo apontando a minha pistola.

-Não é uma simples bala que vai me mantar.

-Não vou te matar. -Digo e atiro, ela se contorce e cai no chão paralisada. -Estavam se divertindo sem mim?

-Você não sabe como eu te amo. -Dean sorri aliviado, vejo sua costela com um corte profundo.

-E porque vieram para cá sem mim? -Pergunto cruzando os braços.

-Nós podemos dar conta de um lugar como esse. -Sam diz.

-Não parece, para quem apanhou de uma garota. -Digo e ele fecha a cara revirando os olhos. -Quantos tinha aqui?

-Em torno de vinte, vamos entregar ela para o Crowley antes que acorde. -Sam diz e quando me viro bato de frente com uma pessoa.

-Se você pode aparecer assim porque não pega as criaturas? -Pergunto olhando para Crowley.

-Porque seria muito fácil. -Diz enquanto dois homens pegam a vampira. -Fizeram um bom trabalho.

-Fizeram, eles não fizeram quase nada. Apanharam de uma mulher.

-Joga na cara! -Dean diz já de pé, mas se escorando na parede.

-Bom, eu já vou. A lista já está com o alce. -Diz e some, ando até a porta e sigo para o meu carro guardando a arma no meu arsenal e esperando os dois que estão indo para a direção oposta que a minha, entro no carro e dirijo devagar atrás dos mesmos que entram no Impala que está escondido, paro do lado deles.

-Qual motel? -Pergunto e Sam me dá um cartão com o endereço. Saio cantando os pneus deixando eles para trás. 

Terei que cuidar do ferimento de Dean e de alguns do Sam. Chego no motel e espero dentro do carro durante meia hora, passei em um mercado e agora estou comendo todas as besteiras que comprei, passei a viagem toda sem comer nada e agora estou morrendo de fome.

Vejo o Impala entrando no estacionamento e desço do meu carro com as mãos carregadas de sacolas, logo entramos no quarto e eu continuo comendo em cima da mesa.

-Porque está com tanta fome? -Dean pergunta se deitando em sua cama.

-Estou desde ontem sem comer por causa da viagem. Agora eu vou cuidar de você e depois é a sua vez. -Aponto para Sam que apenas deita em sua cama, fico olhando para Dean sem camisa por um tempo, mas logo começo a fazer o curativo.

Hora da caçada...

Supernatural - Com Dean e Sam WinchesterOnde histórias criam vida. Descubra agora