CAPÍTULO 15

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— tá bom. -ainda não acredito nesse papo.
— esses tios te ajudaram quando vieram pra cá?
— eles? -me levanto e começo a andar.- Eles só queriam a nossa casa. Fizeram a gente sair de lá pra ficar com a casa.
— e como se viraram aqui?
— eu não tenho preguiça de trabalhar, né. -sorrio irônica.
— você está me ofendendo.
— o que você faz? -minha vez de fazer as perguntas.
— a Lollilândia é da minha mãe. Meu pai tem uma empresa de pedras. Meu irmão mais velho tem um estúdio. E meu outro irmão e eu formamos uma dupla sertaneja.
— que? -rio- Vocês cantam?
— é... Por que?
— legal. -me sento em uma poltrona perto da porta. Esse quarto é enorme.- Você sempre morou aqui?
— eu morava em São Roque, não sei se você conhece. Quando adolescente nos mudamos para cá.
— qual sua idade?
— 19. E a sua?
— serio? Você parece mais velho. -não respondo. Não vou ficar respondendo pra um estranho.
— isso é um elogio?
— você não parece velho, só não aparenta ter 19 anos.
— tá bom. -ri. Descontraiu também.- Eu vou pedir algo pra gente beber, pode ser? -olho estranho. Se ele não quer fazer nada, por que vai pedir algo pra beber?- Calma, é só pra descontrair. O clima muito pesado fica chato.
— tá bom. -sorrio.

Maquiagem Borrada - Caio CesarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora