CAPÍTULO 41

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— alo? -atendo o número restrito que me liga.
— Beatriz?
— eu mesma, quem fala?
— é o Caio.
— que susto. -digo mais aliviada- Como conseguiu meu número?
— já que você não quis me passar, seu irmão passou. Não fique brava com ele.
— tudo bem, né?! Mas tá tudo bem? Aconteceu alguma coisa? -me sento no sofá.
— não aconteceu nada, tá tudo bem. Tô ligando pra te fazer uma proposta e só vou aceitar sim como resposta.
— a não Caio, não começa com isso.
— Beatriz, fazem três meses que eu te chamo pra sair em um lugar decente e você não aceita, o que custa aceitar?
— eu não tenho dinheiro pra isso Caio, já te falei.
— mas você nem ouviu onde eu quero te levar. Escuta o que eu tenho pra falar pelo menos.
— fale, mas fique sabendo que eu vou recusar.
— hoje vai ter uma reunião aqui no escritório e seu irmão vai ter que ficar também, não sei se ele já te falou...
— não falou.
— daqui a pouco ele te liga então. Aí como vai acabar umas sete ou oito horas eu ofereci uma carona pra ele.
— eu já falei pra você não fazer isso! -interrompo.
— você já falou pra eu não fazer um monte de coisa, mas não adianta muito. -ri- Como já vou estar aí, você podia sair jantar comigo. Eu conheço um lugar que tem comida normal, como você gosta, e não é caro. Vamos?
— não.

Maquiagem Borrada - Caio CesarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora