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O beijo é como eu imaginei que seria: Doce, porém firme. Suave, porém sólido.
As mãos são calejadas, mas como plumas, acariciam minha pele.
Faz tanto tempo que um homem não me toca desse jeito que a sensação é semelhante à da minha primeira vez.
Enquanto eu o beijo ferozmente, ele usa as costas das mãos para a tocar meu rosto, pescoço, ombros.
Minhas mãos envolvem sua nuca e tento ficar na pontinha dos pés para chegar mais perto.
Estar mais perto dele.
Seu cheiro amadeirado me entorpece.
Parece que durante todo o dia eu ansiei esse momento.
O que está acontecendo é real e isso me enlouquece.
Não posso ignorar o espaço que ele me dá para tomar as próximas decisões. Me deixar totalmente à vontade e no controle.
- Hum... - selinho - Você precisa respirar, Luna.
- Não quero respirar, quero que termine o que começou, Rafa.
Ele solta um barulhinho similar à um rugido e me aperta.
Seu toque já não é mais carinhoso,uma mão aperta minha cintura e a outra puxa meu cabelo, dando acesso ilimitado à meu pescoço, onde carimba seus lábios com sutileza.
Mal me contenho.
Massageio sua panturrilha com meus pés e como consequência, ele me aperta ainda mais.
Como se pudessemos nos tornar um único ser.
Sem perceber, chegamos perto da cama.
Ou percebendo muito bem, afinal, dois anos sem transar intensifica muita coisa.
Praticamente estou subindo pelas paredes, estou fora de mim.
Com nenhum outro homem havia me sentido assim.
O viro de costas para a cama e o empurro.
Ele senta com vontade e eu quase pulo em seu colo. Abraço sua cintura com minhas pernas e o beijo mais uma vez.
Suas mãos o tempo todo alisam minhas costas, mas quando esfrego-me em sua ereção, a expressão, antes serena, muda completamente.
- Rafael! - sussurro.
O beijo que era voraz, se tornou quase dolorido. E a forma como me apalpa, me faz umidecer.
Tamanho desejo é quase impossível.
Os sons que saem da boca do Rafa me deixam ecstasiada, nas nuvens. Saber que eu posso causar isso num homem como ele é incrível. Empoderador. Poderia estar insegura por estar com um homem experiente. Mas o jeito como me toca, tira toda dúvida que tenta desanuviar minha mente.
Ele me quer e eu o quero. Disso tenho total certeza.
- Luna, você está bem? - eu o beijo, mordisco sua bochecha, sua orelha, sem entender porque estamos tento esse diálogo pela milésima vez hoje.
- Sim. - tento passar confiança.
- Tem certeza? - puxa meu cabelo para evitar que eu chegue à seu pescoço, colando nossas testas.
Posso ouvir o som de nossas respirações ofegantes.
- É claro. Não pergunte novamente, Rafa. - Digo, olhando em seus olhos.
A chama de paixão que existe entre nós é incontestável.
Assim que termino a frase ele me deita de costas no colchão e puxa meu moletom e o seu com assustadora rapidez.
Joga tudo no canto em que eu estava forrando sua cama e senta ao meu lado, pergunta, novamente, se minha cabeça já está melhor e quando confirmo, cola seu corpo ao meu gerando uma sensação quase insuportável.
Dessa vez posso sentir melhor seu volume.
Mas ainda não é o suficiente, pois nossa roupa intima ainda está atrapalhando a fricção.
Cruzo as pernas ao redor de seus quadris tornando o ardor desagradável para os dois. Ou agradável demais, dependendo do ponto de vista.
Não preciso nem me levantar para ele tirar o sutiã, porque enfia a mão entre o colchão e minha coluna e me liberta com eficiência.
São requeridos anos de prática para fazer isso, mas ignoro esse pensamento.
Assim que se desfaz da vestimenta, beija a junção do meu ombro e pescoço e enquanto me contorço na cama, percorre todo o trajeto da mandíbula ao meu seio com a boca.
Nessa pequena sessão de tortura, ele abocanha um dos seios e aperta o outro. Quase rasgo o lençol, tamanha a força com que meus pés esmurram a cama.
Mal pude notar o osgarmo se aproximando, e de pura surpresa, dou um grito de derrubar as paredes.
Não consigo mais deixa lo fazer isso comigo.
Esse morde e assopra está me matando.
- Eu não estou aguentando mais. Vou entrar em você agora. - diz, ainda se esfregando em minha pélvis e chupando meus seios.
Sem palavras, apenas acento com a cabeça.
Com uma agilidade felina ele retira nossas roupas íntimas e, olhando em meus olhos, me penetra.
Quase em uma única estocada, se o tamanho de seu membro não fosse tão proeminente.
Diga-se de passagem: enorme.
Ainda me encarando, ele abre um sorriso, um puta sorriso, e considero isso suficiente para me tranquilizar, deixar que seu membro escorregue livremente dentro de mim.
Quase uma permissão oculta.
A alegria deu lugar à uma expressão mais rija e durante o vai-vém, suas mãos ficaram mais apreensiva, tateando toda a extensão do meu corpo como se pudesse fotografá-lo para sempre em sua mente, de certa maneira.
Enquanto ele unia suas sobrancelhas, eu aproveitei para capturar sua boca em mais um beijo devorador e alucinante, colando nossas testas e isso foi o suficiente para derrubá-lo.
Para levá-lo ao clímax, dentro de mim.
Não sei se foi o cansaço da manifestação, a pancada na cabeça ou o sexo em si, só sei que depois disso, meu corpo foi relaxando e relaxando e, mais uma vez, gozei. Dessa vez, ele já tinha saído de dentro de mim. Estava deitado de lado, apoiado em um dos braços, para me ver melhor, acariciar minha coluna. Massagear-me.
Já transei com alguns homens, porém quase nenhum me proporcionou um, se quer dois orgasmos.
E o Rafael me fez chegar ao segundo clímax com uma bela massagem nas costas, apenas.
Dito isto, me sinto aliviada e pronta para um cochilo.
Tudo está tão perfeito para uma soneca...
Hum...
Daqui a pouco levanto.
Mas agora, abro os olhos de supetão.
Porque...
Porque...
Tem alguém entre minhas pernas.
- Rafael?
- Você é tão deliciosa.
- Está fazendo sexo oral numa garota que acabou de conhecer?
- Com toda certeza, sim!
- Nunca casaria com um homem assim. Seu fácil! - grito - Ahimmm, que delicia.
Não me lembro de mais nada depois do terceiro orgasmo.
Um sorriso, talvez.
Um beijo, na testa.
Um sono, inegável.
Um sonho, deitado ao meu lado.
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TOSS
Romance📚 Uma mulher altruísta, dedicada e independente se vê apaixonada por um homem com sonhos que não a incluem e tem que tomar uma decisão importante para que a vida de ambos não sejam sugadas pela imprevisibilidade do amanhã. ⚽️
