Intimidade

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Dois minutos depois deu deixar Noah dormindo, Rafa entra em meu quarto apenas com a toalha enrolada na cintura.

- Pensei que fosse dormir lá. Demorou tanto. - comenta encarando-me.

- Já trouxe suas roupas para cá? - pergunto.

- Só algumas peças.

- Mania  de andar pelado pela casa. - Advirto-o aproveitando nitidamente a visão de um dos homens mais perfeitos do mundo parado à minha frente.

- Fazer o que? – defende-se com a piscadela mais safada que já vi.

- Rafa, o Henrique procurou o Noah. - aviso. - Nos ameaçou pelo meu filho. - digo entre dentes.

- Como é que é? – Rafael começa a andar lentamente de um lado para o outro meio que sem saber o que falar por algum tempo. – Eu vou mata-lo com minhas próprias mãos. - sussurra. - O que ele disse ao meu filho?

- Que sou uma doença que não para de afetar sua cabeça e que não vai parar enquanto curar-se.

- Quando foi isso? Onde? E eu vou mata-lo se chegar perto de um dos dois novamente.

- Na ONG.

- Eu fui levar um recado do Juan pra Ana, deixei Noah com os meninos por 10 minutos.

- Foi o suficiente.

- Me perdoe. – coloca as mãos na cabeça e para de andar pelo quarto. – Ele poderia ter feito algo com nosso filho e eu não estaria nem observando.

- Não foi sua culpa, meu amor. – bato na cama para que ele pudesse se sentar ao meu lado.

- Precisamos ir á policia. - ruge.

- Pensei em marcar um encontro com ele, você vai, num lugar público. Para saber qual é a dele. Sei lá. Depois prestamos queixa.

- Não tem conversa, Luna. Ele procurou o nosso filho. – Rafael não poderia ter usado outras palavras para me convencer.

- Claro, a denuncia primeiro. – digo sentindo o aperto se inflar, mas a sensação desaparece rapidamente quando Rafael começa a acariciar minha perna. – O que você pensa que está fazendo?

- O que você acha? – e me dá um selinho. Ainda tenso.

- Rafael, Noah está no quarto ao lado. - consigo ficar mais calmo e sinto sua tensão diminuir também.

- É de frente para o nosso e se você não fizer barulho ele dormirá como um anjo até amanhã.

- Recobrei a consciência há poucos dias, ainda estou sentindo o reflexo disso.

- Sou um necrófilo.

- Ecah, Rafael. – digo em meio às gargalhadas. – Que nojo. - Afasto minha boca da sua. - Você não achava essa ideia boa há algumas horas atrás. Praticamente vociferou pro nosso filho nos deixar em paz.

- Estou com tantas saudades. Nunca senti tanta falta de alguém na minha vida. E também ainda não tinha te visto com essa camisola.

- Noah tem razão, não sabemos nada sobre seu passado.

- Prometo contar tudo amanhã. Mas hoje...  – diz aproximando-se de modo que minhas costas batessem no travesseiro e seu quadril se posicionasse entre minhas pernas. - Hoje eu matarei as saudades. Sem mudanças de assuntos repentinos para me desconcentrar. - Infelizmente ele para e me olha nos olhos. - A menos que você não queira.

Pude perceber instantaneamente a rudeza de seu membro por sob a toalha. Minha boca secou.

- Rafael. – lambo os lábios ressecados de desejo. - É claro que eu quero.

- Hum. – sussurra enquanto se esfrega em mim, puxando a camisola para cima.

Lentamente Rafa acaricia meu quadril e aperta minhas coxas enquanto eu só consigo me arquear contra seu corpo, sua ereção. Suas mãos ágeis que insistem em me castigar e nem lembro mais o que me afligia há alguns minutos atrás.

- Você é tão linda e cheirosa.

Sou toda suspiros quando sua boca encontra meu mamilo tenso e rosado.

Suas mãos ainda estão comprimindo todo o meu corpo em busca de prazer mútuo.

Desavergonhadamente eu o puxo para mais perto e me rendo ao desejo, aplico-lhe um beijo apaixonado. O mais apaixonado.

E enquanto ele esfrega sua voluptuosidade em minha umidade eu o mordisco, atiço e aperto com minha boca.

Uso minhas mãos para ficarmos mais íntimos.

Começo acariciando sua nuca tornando o beijo mais confortável para ambos e desço pelos braços musculosos até encontrar seu quadril.

Ainda com dedos trêmulos eu aperto sua bunda e aproveita a sensação de sua voluptuosidade contra minha intimidade.

Sei que eu provoquei, mas isso não me impede de gemer em sua boca, em seu beijo.

Isso é suficiente para fazê-lo perder o controle.

Rafa tira a toalha apressadamente e me penetra com uma estocada singular.

Junto-me à ele nesse frenesi de almas e descanso meu corpo, pois sei que nunca mais terei meu coração de volta. Entrego-me para sempre. Amo-o agora, mais que nunca. Sou toda dele.

Chegamos ao clímax juntos.

Suados, pelados e ainda com seu pau dentro de mim nos permitimos descansar. Dormimos um sono pesado.

Como se nossos problemas dormissem  também.

E ai deles se ousarem nos acordar.

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