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☀️

Finalmente estava indo ver um show dos meninos. Ia ser um dia super especial para todos. Inclusive Diana e Walker também iriam.

Taylor precisou sair mais cedo para encontrar os irmãos. Eu fiquei com Natalie já que iríamos com toda a família. Estava mesmo nervosa e ansiosa.

— Vocês não assumiram o namoro, não é? — Ela perguntou enquanto terminávamos de lavar a louça.

— Não. Mas acho que dessa vez vai. Eu já encontrei com seus pais, todos estaremos em família.

— Eu torço por isso. Já me vejo organizando as festas dos nossos filhos.

Fiquei um pouco sem graça de dizer que, como já tinha quase quarenta anos, dificilmente teria filhos. Mas não falei, deixei que ela sonhasse. Talvez pudesse sonhar um pouquinho também.

Após arrumar toda a louça, Natalie praticamente me obrigou a descansar. Eu poderia ter passado a tarde conversando com ela, mas acreditei que ela quisesse descansar também. Todas as crianças tirariam um cochilo antes de começarem a se arrumar para o show.

Embora estivesse deitada na cama, não conseguia dormir. Olhei para o celular e achei que não teria problema mandar uma mensagem para ele:

Hey, como estamos?

Com saudades e arrumando tudo para o show.
E você? Como está?

Com vontade de estar aí.

A culpa é sua por não querer vir à Tulsa. :)

Como disse, vai rolar.

Sorri olhando aquela mensagem. Finalmente estava em Tulsa, finalmente poderia vê-lo e beijá-lo. Finalmente poderíamos nos assumir para todos ali. Seria um dia super especial para mim.

As coisas estavam dando certo.

Perto das cinco da tarde, comecei a me arrumar. A casa toda estava barulhenta já que não haviam banheiros pra todos mas havia um banheiro no quarto que eu estava então não tive muitos problemas, porém depois de tomar banho e colocar uma roupa, disponibilizei ele para as crianças. Natalie ficou muito grata.

Todos arrumados, chegou a hora de ir ao show.

O local era um pouco longe, mas conversando com as crianças, se tornou uma viagem divertida. Brincávamos de qualquer coisa que elas pediam. Precisava de uma van para carregar todos em segurança.

Quando chegamos, me separei da turma animada e fui para o teatro assistir em um lugar relativamente longe. Seria uma apresentação com orquestra.

Eu já ouvia os CDs há algum tempo, então sabia bem quase todas as músicas. Estava muito animada mesmo assistindo ali do fundo.

A orquestra começou e eu já comecei a me emocionar. Quando vi Ike subindo ao palco, eu queria abraçá-lo forte. Me arrependi de ter decidido encontrá-lo somente no final.

O show acabou e eu chorava. Era lindo, tocante, arrebatador. Deus, eu era a mais nova fã daqueles garotos ali. Eles haviam evoluído tanto do primeiro CD para aquele momento.

MORGANA (CONCLUÍDA)Onde histórias criam vida. Descubra agora