Anahí se apavorou ao ver Gaston tirar o cinto, ela tentou sair do quarto bateu na porta em busca de socorro, mas Derreck estava do lado de fora como vigia. Gaston riu e a puxou pelos cabelos a jogando na cama.
Gaston: Não adianta fugir, meu bem. Ninguém vai te ajudar. Ela tentou falar ou gritar, mas a mordaça a impedia. - Seu príncipe não vem, e mesmo que viesse, ele hoje não pode entrar. Anahí chorou, sabia que não escaparia. Ela sentiu o primeiro golpe do cinto atingir suas costelas. Depois os braços. - É uma pena, sabe? Uma pena marcar esse corpinho bonito. Você vai aprender, Anahí. Você vai pensar duas vezes antes de sair falando as coisas. E então veio o tapa em seu rosto. E mais outro. Ela se debateu na cama tentando fugir, mas ele foi mais rápido a acertando com o cinto, que pegou em seu rosto. Ela sabia que seria pior, mas preferia morrer do que suportar as mãos de Gaston no corpo dela. Por isso ela relatou em cada golpe que ele a atingia, o deixando com ainda mais raiva pela resistência dela, agora ele nem media mais a força que aplicava nos golpes. A puxou pelos cabelos e a fez o encarar.
Gaston: Vai ser pior desse jeito. Mas se gosta do jeito mais difícil é opção sua. A soltou e sem ter forças nas pernas se desiquilibrou e foi ao chão, mas nem por isso ele parou, agora eram chutes. Ele a chutava na barriga. Mesmo com a mordaça ela conseguiu soltar uns gemidos de dor, porém isso não impediu que continuasse.
Alheia ao que acontecia com a amiga, Dulce e Rodrigo aproveitavam. Ele estava deslumbrado com aquela mulher, ela era uma fera na cama, e o estava enlouquecendo, era a terceira vez que transavam e pareciam não se cansar.
Rodrigo: Você é demais. Ela sorriu - Como pode ser tão gostosa assim?
Dulce: Tenho meus segredos. Disse sedutora e ficou por cima dele novamente.
Rodrigo: Então me conte.
Dulce: Não posso. Mas posso te mostrar.
Rodrigo: Então me mostra. Pediu e só sentiu Dulce o levar para bem fundo dentro dela. Ele gemeu e ela sorriu ao vê-lo entregue. Ela estava ali só de corpo, mas todos seus sentimentos e seu espírito ela tinha trancado em algum lugar dentro dela. Ali era só a Maria, a vendedora de prazeres. Era assim que ela se titulava agora.
Alfonso não conseguia dormir, ele tinha a certeza que não deveria ter deixado Anahí lá, sozinha. Ele se revirava na cama. Um aperto no peito o sufocava. Ele se levantou vestiu a calça moletom e uma camisa branca de algodão, assim que colocou os pés na sala a luz acendeu.
Maite: Aonde vai essa hora? Perguntou séria.
Alfonso: Nossa! Está parecendo a mamãe assim. Disse sorrindo torto.
Maite: Se você não se metesse em problemas eu não precisaria me comportar como a mamãe.
Alfonso: Mai, eu preciso sair. É sério. Ela percebeu que pelo tom do irmão o negócio era realmente importante.
Maite: Poncho, eu sou sua irmã, você pode confiar em mim. Seja lá o que for, eu vou te ouvir. Caramba! Você não confia em mim?
Alfonso: Não é isso, eu me preocupo com você e não quero você no meio disso tudo.
Maite: Eu já estou no meio disso, a partir do momento em que você se meteu nisso. Se abre comigo, meu irmão. Talvez eu posso te ajudar. Ele suspirou. Talvez fosse bom desabafar um pouco. E Maite era a melhor pessoa para isso, ela era centrada, racional, inteligente, esperta e a pessoa que ele mais confiava no mundo.
Alfonso: Tudo bem. Ele se deu por vencido. Os dois se sentaram no sofá.
Maite: O que quer que seja, eu vou te ouvir e não vou te julgar. Ele assentiu e respirou fundo antes de começar a contar tudo o que estava acontecendo.
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A Protegida ✓
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