Para confirmação Anahí ainda tinha feito mais dois testes que Ninel a entregou, e os dois deram positivo. Estava grávida e mesmo tendo passado o choque, a surpresa e agora estava feliz pelo seu bebê. Ela pensava em como tudo na sua vida tinha mudado, só tinha 19 anos e perdeu a virgindade com um cara que não conhecia, se apaixonou por ele, entrou sem querer no meio do tráfico de mulheres, conhecia uma realidade que jamais tinha imaginado na sua vida, para completar estava grávida, mal tinha vinte anos e já seria mãe. Passando um tempo sozinha ela acariciou a sua barriga, estava feliz apesar da situação teria um filho, mas não poderia mentir que tinha medo da reação de Alfonso, as vezes achava que ele iria ficar feliz e outras vezes acharia cedo demais e que não iria querer o filho, só de pensar nisso batia tristeza, porque independente da situação ela jamais abriria mão do filho.
Dulce acordou sorridente nos braços de Ucker, ela pensava em tudo o que ele disse, nas promessas de amor que tinham feito um ao outro, mas quando foi dividir sua felicidade com sua melhor amiga, a encontrou chorando, perdida e grávida.
Dulce: Annie, vocês deviam ter se cuidado. Disse a colocando no seu colo.
Anahí: Eu sei, mas na hora a gente não pensava nessas coisas. Eu só tive um único homem, Dul. E foi o Alfonso.
Dulce: Eu sei, amiga. Agora não adianta ficar assim. Manda uma mensagem para ele e diga que precisam conversar. E fale sobre o bebê. Conte antes que o Gastón descubra.
Anahí: Vou fazer isso, mas não queria o preocupar logo agora, sei que as coisas estão difíceis para ele com a irmã dele de luto.
Dulce: Eu entendo, mas você também precisa dele, você e o filho de vocês.
Anahí: Tenho medo dele não gostar da notícia.
Dulce: Não fez esse filho sozinha. Ele tem responsabilidades a cumprir, Annie. Vocês deveriam ter se cuidado, mas principalmente ele, já tinha experiências, mais velho que você e com muito mais consciência dos riscos. Anahí suspirou. - Se ele não gostar, foda-se, nós vamos te ajudar.
Anahí: Obrigada, você é uma das melhores coisas que me aconteceu aqui dentro, ganhei uma irmã. Dulce sorriu.
Dulce: Eu também, sou sua irmã mais velha, vou cuidar e te proteger, sempre.
Anahí: Te amo. Dulce a puxou para um abraço e respirou fundo. Alfonso teria que dar um jeito, Anahí não poderia ficar ali grávida.
Derreck James chamou todas as garotas para o momento em que elas teriam que se arrumar, elas aproveitaram que agora Gastón vivia mais no escritório ou fora do que as atormentando. Chris entrou e reparou como eram muitas garotas, de muitos países diferentes, isso só mostrava que o esquema era grande. Pela descrição das duas que entraram ele percebeu que uma era a tal Anahí, como William tinha passado e a ruiva a tal da Dulce. Assim como William passou as duas eram inseparáveis, mas notou como tinha algo diferente no ar ali. Um grupo mais quieto e na sua enquanto outras mais falantes.
Belinda: Você é novo. Disse se sentando enquanto Chris colocava suas coisas em outra cadeira.
Chris: Sou sim, entrei no lugar do Max , ele adoeceu. Explicou.
Belinda: Sou a Belinda. Ele sorriu.
Chris: Sou o Henry. Disse o nome falso.
Belinda: Prazer, Henry. Hoje eu vou só querer hidratar e tirar umas pontas. Ela disse e ele assentiu. Não tinha prática para cabeleireiro, mas para o disfarce tinha treinado. Com o decorrer das horas, ele percebeu que quem entrava ali, sabia o que acontecia, inclusive deduziu que o Max tinha total conhecimento do que se passava ali dentro. Ele foi fazendo as perguntas certas e recebendo as respostas que queria. Como os nomes dos capangas do Gastón, os principais clientes do lugar. E ainda ganhou de brinde o nome de Dimitri, um mafioso que já estava há tempo sob a mira do FBI. Quando foi a vez de Dulce, ele se abaixou como se fosse perguntar uma coisa a ela.
Chris: Estou amando de amigo, sou do FBI, preciso que faça algo para mim. Pediu e Dulce tentou ao máximo disfarçar.
Dulce: Como posso saber? As vezes é o Gastón ou alguém dele para me testar.
Chris: Quero o Dimitri tanto quanto você. Sim, eu sei o que aconteceu. Estou aqui, porque o Alfonso e William me procuraram. Assim como sei do celular que a sua amiga tem, porque foi o Alfonso quem mandou. Mas caso ainda não acredite, o Alfonso pediu para se caso eu precisasse de alguma coisa, procurasse por você, é a mais esperta e com maior sede de vingança. Sei que matou um homem por legítima defesa. Dulce o encarou pelo espelho.
Dulce: Do que precisa?
Chris: De fotos. Desse lugar. Use o celular que a Anahí tem e mande para o número do Alfonso. Só assim terei as fotos para anexar na investigação.
Dulce: Podem fazer isso sem autorização da justiça?
Chris: Não uso dos métodos mais tradicionais. Senão nunca prenderemos quem realmente se deve, mas estamos no meio de um tráfico humano internacional, não serei julgado pela justiça quando entregar os figurões.
Dulce: Eu te ajudo, mas quero uma coisa em troca, afinal estou me arriscando. Disse mantendo o olhar no espelho.
Chris: O que quer?
Dulce: Quero o Dimitri. Quero que sofra, mas quero fazer isso por mim. Ele segurou os cabelos dela como se fosse fazer um penteado, se abaixou.
Chris: Feito! Ela assentiu.
Dulce: Quero só lavar e escovar. Disse sorridente. E Chris assentiu. Já tinha escutado dela, mas ao vê-la e conversar pessoalmente com ela, sentiu admiração, ela era forte, ele percebeu o quanto existia força dentro dela.
No fim do dia, ele percebeu como cada uma era diferente, e admirou todas elas por motivos diferentes, todos foram acompanhados até a porta dos fundos, os capagangas de Gaston os levaram até a saída onde tinha uma van a espera deles, tanto dele quanto o outro cabeleireiro, as duas manicures e as esteticistas. A van no mesmo ponto de sempre para que casa um seguisse seu caminho a partir da dali, quando Chris tomou um Uber e parou em frente ao flat alugado. Ele ligou para William, avisando que estava feito e Dulce ajudaria.
- Caramba, Chris! Quer me matar de preocupação? Chris sorriu
Chris: Já estou aqui. Não precisa se preocupar, Jonh.
Jonh: Como não me preocupar? Você é meu namorado, caramba. Claro que eu me preocupo. Chris deixou suas coisas no canto e puxou o namorado o beijando.
Chris: Eu sei, eu te amo. Jonh sorriu tranquilo.
Jonh: Como foi? Perguntou, apesar de estarem na mesma profissão e no mesmo departamento sempre se preocupavam um com o outro, sabiam e conheciam os riscos.
Chris: Melhor do que eu esperava. Disse os dois indo para o quarto.
Jonh: Tenho novidades também. Disse pegando o envelope e entregou ao namorado. - Tem agentes seguindo o Gastón, ele fica sempre indo nesse galpão. Acho que sei quem está lá.
Chris: Quem? Disse vendo o namorado acender um cigarro.
Jonh: Mane de La Parra. Disse pegando o namorado de surpresa. - Vamos pegar esses desgraçados.
Chris: Por isso que gosto de trabalhar com você. Fica tão sexy quando fala desse jeito. Jonh sorriu.
Jonh: Fico é? Disse empurrando Chris na cama que riu. - Mostra! Pediu e os dois se beijaram.
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A Protegida ✓
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