Último Capítulo

916 72 22
                                        

Algum tempo depois....

Anahí encarou o marido, as mãos de ambos entrelaçadas.

Anahí: Poncho....eu....

Alfonso: Vai dar tudo certo, meu amor. Fica calma, ok? Disse tentando passar toda a calma que aparentava ter. Não era a primeira vez que passavam por isso, mas a emoção, o nervosismo era como se fossem pais de primeira viagem.

Anahí: Me promete? Pediu assustada.

Alfonso: Eu não vou sair do lado de vocês. Sorriu. Quando a médica voltou ao quarto, sorriu para o casal.

Médica: Fica calma, Anahí. Isso é mais normal do que vocês imaginam. Não vai acontecer nada com seu bebê. Disse querendo passar tranquilidade ao casal. Desde o momento que Anahí chegou ao hospital e a médica disse que o bebê estava com o cordão umbilical envolta do pescoço, Anahí ficou nervosa com medo de perder seu pequeno Nicolas. Alfonso não podia negar que também ficou com medo, principalmente ao saber que a equipe médica optou por uma cesárea.

Durante o todo o procedimento Anahí tentava focar seus olhos na médica esperando pelo momento que ela colocaria seu filhos em seus braços. Alfonso permaneceu segurando a mão dela, sem desgrudar os olhos dela e da médica.

Médica: É um meninão muito lindo. Disse assim que Nicolas veio para suas mãos. O menino chorou ao sentir a primeira respiração no mundo externo.

Alfonso: Lindo, meu amor. Sorriu emocionado.

Anahí: Quero segura-lo, por favor me deixem segurar o meu filho. Pediu angustiada. Queria muito ver com os próprios olhos que o filho estava bem, que tinha conseguido.

O menino foi enrolado em uma manta hospitalar e colocado nos braços da mãe. Anahí encarou o filho aos choros e sorrisos.

Anahí: Nosso bebê. Disse a Alfonso.

Alfonso: Eu disse que ia dar tudo certo, que você ia conseguir. Ele está aqui com a gente agora.

Anahí: A Letícia vai ficar apaixonada por ele. Ela sempre disse que seria um irmãozinho. Sorriu.

Quando descobriram a gravidez foi um susto, já que não estavam planejando. Anahí tinha mais um semestre para terminar a faculdade de psicologia, Letícia ainda era pequena e Alfonso estava expandindo a empresa, então um bebê não estava nos planos, mas veio e foi recebido com muito amor e alegria.

Alfonso se trocou e foi até a sala de espera onde a família e os amigos aguardavam por notícias. Dulce foi a primeira a vê-lo e se levantou com a ajuda do marido já que a barriga de oito meses dificultava um pouco.

Tisha: E então? Como eles estão? Perguntou ansiosa.

Alfonso: Estão bem. O Nicolas nasceu, é tão lindo. Tem cabelos castanhos como os da mãe. Acho que será mais parecido com a Annie. Ele sorriu apaixonado ao se lembrar do menino.

Maite: Quando poderemos vê-los? Perguntou ao lado de Mane que tinha no colo o filho deles de 2 anos. O Gabriel. Que apesar de ter a personalidade da mãe, era muito parecido com o pai.

Alfonso: Anahí está sendo levada para o quarto e o Nicolas está no berçário. Logo poderão vê-lo.

Dulce: Belinda disse que passa aqui mais tarde. A Giulia está resfriada e o Alexandre de plantão na delegacia,  não deu para que ela viesse agora.

Alfonso: Tudo bem. Eu vou com vocês até o berçário e depois vou ficar com a Annie. Os demais assentiram.

No berçário, muitos babaram o menino. Dulce sorriu para Ucker e os dois já se imaginavam ansiosos para ter a filha nos braços. Ele a abraçou e os dois ficaram observando os bebês, sabendo que logo seja a vez deles de passar por aquele momento. Dulce ficou feliz de poder viver a gravidez junto com a amiga, os filhos teriam idades próximas e Dulce tinha certeza que eles seriam grandes amigos. Assim ela torcia.

Talvez pudessem ser mais que isso...

Anahí recebeu a visita dos amigos e da família com um sorriso no rosto. Tisha abraçou forte a filha, estava muito feliz ao ver tudo o que a filha vinha conquistando.

Tisha: Parabéns, minha filha, ele é muito lindo.

Anahí: Fiquei com medo, muito medo, na verdade. Pensei que pudesse acontecer algo a ele.

Tisha: Não pense mais nisso. O importante é a família linda que você tem. Já imaginou quando a Letícia o ver? Ela vai ser a irmã mais velha mais coruja do mundo. As duas sorriram.

Anahí: Saudades dela. Suspirou.

Tisha: Fica calma, o Poncho foi buscá-la. Daqui a pouco ela deve estar aqui para conhecer o irmão.

Anahí: Ainda bem que a Ninel pode ficar com ela, enquanto vinha para o hospital.

Tisha: Sim, a Ninel já é como uma segunda avó para ela. Sorriram.

Anahí: Quem diria não é? Como tudo mudou e hoje eu não poderia ser mais feliz . Tisha sorriu assentindo.

Minutos depois quando Letícia entrou no quarto junto com o pai, o sorriso era largo.

Letícia: Mamãe.

Anahí: Minha princesa, a mamãe já estava com saudade de você. Alfonso ajudou a colocar a filha sentada próxima a mãe. Letícia se aproximou para ver o rostinho do irmão que dormia no colo de Anahí.

Letícia: Oi irmão, sou eu, a lelê. Sou sua irmã. Disse carinhosa, os pais sorriam e viram Nicola mexer a boquinha como se tivesse intenção de responder a irmã. - Isso, sua irmã, vou ajudar nossos pais a cuidar de você. Como irmã mais velha. Alfonso se aproximou se sentando ao lado da esposa e sorrindo ao escutar as palavras carinhosas da filha direcionadas ao irmão.

Anahí: Eu amo vocês. Falou sorrindo ao marido.

Alfonso: Também te amamos, meu amor. Beijou a testa dela. - Vocês são tudo pra mim.

Dias depois e Anahí já estava em casa, apesar das noite mal dormidas que vieram e o cansaço, para Anahí valia a pena. A cada riso de Letícia, carinho de Alfonso, choro de Nicolas só fazia  ter certeza que valeu a pena tudo o que passou para chegar até ali.

Nenhum relacionamento era fácil, eles tinham brigas, desentendimento e opiniões diferentes, mas se respeitam, se entendiam. Letícia ia crescendo e se parecendo cada vez mais com o pai, principalmente em atitudes, ela já mostrava a que veio. Nicolas sendo paparicados e mimado por todos. E com isso a vida dela ia seguindo e a cada novo capítulo dali por diante eram de felicidade.

Alfonso entrou no quarto e a viu vestida com uma camisola de renda branca, o sorriso sacana foi se formando em seus lábios parou a atrás dela que parecia pensativa.

Alfonso: Posso saber em que tanto pensa? Perguntou e ela teria se assustado se já não tivesse sentido a presença dele ali.

Anahí: Agradecendo. Pela família, pelos amigos, por tudo. Ela se virou e o encarou bem dentro dos olhos oliva que ela tanto amava.

Alfonso: Por que tá me encarando desse jeito? Sorriu.

Anahí: Obrigada por ter feito de mim A Protegida. Eu não seria quem sou hoje se você não tivesse feito isso por mim.

Alfonso: Eu faria mil vezes se fosse preciso, faria tudo de novo se no final estivéssemos assim novamente, eu, você, nossos filhos. Eu te amo, meu amor.  Você tá muito nostálgica, amor.  Não vamos mais pensar no passado.

Anahí: Estou nostálgica, é? Ele assentiu. - Acho que tem razão, sabe o que eu gostaria de fazer novamente, de relembrar? Perguntou e ele negou.

Alfonso: O que?

Anahí: A nossa primeira vez... A primeira vez que você me fez sua. Que eu soube o que era ser amada, o que era se sentir mulher.

Alfonso: Ah é? Então, eu vou te fazer reviver esse momento. Tinha um sorriso malicioso nós lábios.

Anahí: Vai é? Disse sentindo os braços do marido em volta do seu corpo.

Alfonso: Vou!

Eles sorriram, terminaram a noite como da primeira vez que se amaram.

Ela nunca deixaria de ser A Protegida dele, só que agora ela tinha mais papéis na vida dele, mãe dos filhos dele, esposa, amiga, companheira.








A Protegida ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora