Belinda após ficar a noite toda se escondendo para que os homens do Gastón não a encontrasse, pela manhã ao finalmente conseguir sentir o sol bater em seu rosto assim como sentir o vento teve vontade de chorar com a sensação, depois de tantos anos presa, trancafiada sem conseguir sentir o sol e o vento, ela se sentia maravilhada. Caminhou atenta até parar uma senhora e perguntar onde ficava a delegacia mais próxima. A senhora a olhou de cima a baixo e percebeu algo de errado com a aquela moça.
- Fica um pouco distante daqui, você teria que ir de carro ou metrô. Venha, eu vou te ajudar. A senhora disse oferecendo a mão a Belinda que agradeceu com o gesto. A senhora ao perceber que aquela moça precisava de ajuda chamou um táxi e deixou seus afazeres para trás em busca de poder ajudar. Por isso elas não demoraram mais que 20 minutos para entrarem na delegacia mais próxima.
Belinda: Eu preciso falar com o delegado.
Policial: Ele está ocupado no momento, mas se for alguma queixa pode fazer a ocorrência com outro policial.
Belinda: Não! Tem que ser com o delegado. Insistiu.
- Ajude a moça, ela precisa de ajuda. Disse a senhora que a acompanhava. O policial assentiu.
Policial: Vou dizer ao delegado que a senhora deseja falar com ele, mas preciso pelo menos saber sobre o que.
Belinda: Não posso, só vou falar com ele. Ela insistia. Sabia que Gastón tinha um informante na polícia e não diria nada que não fosse ao próprio delegado.
O próprio estranhou, mas disse que iria receber a tal moça. Belinda entrou na sala do delegado e a senhora ficou ao lado de fora esperando.
Delegado: Em que posso ajudá-la? Disse se sentando e Belinda olhava tudo a volta. Ele percebeu a apreensão dela. - Está tudo bem, está segura aqui. Falou ao ver a agitação e o nervosismo de Belinda.
Belinda: Preciso denunciar alguém. Um homem. Delegado assentiu.
Delegado: Tudo bem, eu vou preparar tudo para colhermos seu depoimento. Ele ia até a porta e Belinda se levantou.
Belinda: Nao! Por favor não me deixe sozinha. Ele pode saber que estou aqui, ele tem um informante que é policial. Por favor, por favor! Pedia falando tudo rápido e chorando. O delegado assentiu e voltou para tentar acalma-la. Em um rompante ela o abraçou chorando, fazendo o delegado perceber o quão assustada ela estava.
Delegado: Está tudo bem, ninguém vai te fazer mais mal. Eu sou o delegado Alexander Dreymon. Se apresentou - Nada vai te acontecer. Disse fazendo com que ela se acalmasse um pouco. Ele a colocou sentada e abriu a porta. - Um copo de água e chamem o Martins. Disse a um policial que passava por perto. Não demorou para que a água e o escrivão estivessem na sala.
Belinda: Não quero que ele venha atrás de mim. Disse chorando.
Alexander: Ele não vai. Disse pensando ser um caso de violência doméstica.
Belinda: Eu não sou daqui, meu país de origem é o Canadá, vim com 17 anos com uma proposta para ser modelo, mas era tudo uma grande mentira quando cheguei aqui descobri que tinha sido traficada, enganada para me usarem na prostituição. Disse agora sem conseguir se conter. O Delegado e o escrivão se olharam.
Aquilo era grave, muito grave.
E só piorou quando Belinda começou a contar tudo, desde o início até o dia da sua fuga, tudo o que tinha acontecido a ela e as garotas, entregou nomes de cliente e participantes do cassino, menos do Alfonso e o Ucker. Entregou relatos de conversas e principalmente entregou um dos maiores mafiosos da Europa Dimitri e sua filha Diana.
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A Protegida ✓
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