Capítulo 43

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Gastón caminhou lentamente atendo carro enquanto James e Estefan iam no banco da frente, James no carona e Estefan dirigia. Gastón digitava sem parar em seu celular. Cerca de quarenta minutos depois ele chegou ao local. Era um galpão abandonado, quase fora da cidade.

Gastón: Novidades? Perguntou a um dos capangas.

- Não Senhor, sempre diz a mesma coisa. Respondeu limpando as mãos.

James: Já bateu nele hoje?

- Sim, fizemos de tudo e ele sempre diz a mesma coisa.

Gastón: Vamos ver se comigo ele abre a boca. Disse entrando no local. O viu sentado, amarrado na cadeira, tinha sangue pela boca, nariz, hematomas pelo corpo e um corte na cabeça. - Jogue a água! Ordenou e um dos capangas jogou a água fria acordando Mane, que pelo cansaço e dor desmaiou.

Mane: Eu não sou um espião...eu já disse tudo. Alegou mais uma vez cansado de apanhar.

Gastón: Confesse, o que queria indo até o meu cassino? Disse segurando o rosto de Mane.

Mane: Eu já disse, só queria jogar e beber. O Alfonso frequenta o lugar, o Ucker também e ambos são meus amigos. Só não queria que ele soubesse, porque sou noivo da irmã dele. Afirmou a mentira.

Gastón: Você estava nos espiando! Disse tentando arrancar a verdade dele.

Mane: Claro que não. Mentiu novamente.

James: Então por que não dormiu com a Jade ou uma das nossa meninas?

Mane: Quem disse que não? Devolveu a pergunta. - Pode perguntar a ela, nós nos beijamos e na noite que queria ir além, vocês me sequestraram. Alegou. 

Gastón: Sabia que sua noivinha está chorando pela sua morte nesse momento? Perguntou com prazer.

Mane: Não...a Mai...ela... Disse incoerente pensando na noiva.

Gastón: Pois é, o Alfonso perdeu o controle hoje, está sofrendo pela perda do amigo. E sabe do que mais? Ele pediu para que entregassem o seu corpo. O que acha que devo fazer? Mane ficou surpreso e angustiado ao saber que seus amigos e sua noiva pensavam que ele estava morto.

Mane: Eu juro, não sou um espião, eu nem sou formado nisso. Sou um mero administrativo. Só estava lá para me divertir e relaxar. Mesmo que doesse nele saber como Maite estaria, não poderia voltar atrás agora. Gastón se afastou. James e Estefan foram atrás. Ele respirou fundo quando saiu do galpão.

James: Senhor, acho que ele diz a verdade, o Alfonso já disse que não era espião e ele também alega que não. A história bate.

Gastón: Não sei se posso acreditar. Disse ainda desconfiado.

Estefan: Mas o que faremos com ele? Arriscado deixá-lo aqui por muito tempo.

Gastón: Eu sei, daqui a pouco o Alfonso vai me pressionar por um corpo para enterrar e se eu não der a polícia vai registrar desaparecimento.

- Senhor? Um dos capangas o chamou. - O que fazemos com ele?

Gastón: Ela já apanhou o suficiente?

- Sim, fizemos como o combinado e ele continua dizendo sempre a mesma coisa. Gastón olhou para o nada e respirou fundo. As coisas estava saindo do seu controle.

Gastón: Dê comida e água a ele. E o deixe descansar por hoje. Não o deixem passar mal ou morrer. Deu a ordem.

James: O que pretende fazer? Não seria mais fácil se livrar dele?

Gastón: Não sei ainda. Posso pedir um resgaste a Alfonso. Dinheiro em troca do cunhado dele com vida.

Estefan: Mas aí se passaria como mentiroso.

A Protegida ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora