Capítulo 57

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O casal tentou aproveitar ao máximo o tempo que ficaram sozinhos, Anahí por uns dias foi a guia turística do Alfonso, visto que o futuro papai há anos não visitava o Rio de Janeiro. Tisha reparou o sorriso quando a filha chegou, percebeu a felicidade dela e não pode deixar de sorrir. Alfonso não entrou com ela, achava melhor mãe e filha conversarem a sós. E foi assim que aconteceu Anahí contou tudo o que estava acontecendo com Dulce e as outras garotas e expressou o seu desejo de ir vê-las, mas não queria deixar a mãe e o irmão. Tisha entendia o lado da filha, mas não cogitou ir com ela.

Tisha: Filha, eu entendo. Pode ir tranquila, eu e seu irmão vamos ficar bem.

Anahí: Mãe, o Poncho sugeriu uma coisa. E eu confesso que gostei da ideia dele.

Tisha: O que ele disse?

Anahí: Vai com a gente. Tisha abriu a boca surpresa.

Tisha: Filha...

Anahí: Só pense a respeito. Eu me sentiria mais segura sabendo que vocês vão estar comigo lá e não aqui sozinhos sem eu saber o que pode acontecer.

Tisha: Eu nunca viajei para fora do Estado, quem dirá para outro país. Eu tenho meu trabalho, tem a escola do seu irmão.

Anahí: A gente pode dá um jeito. Só por favor pense com carinho. Eu ia gostar que fossem comigo. Me sentiria mais tranquila.

Tisha: Eu vou pensar. Garantiu e Anahí assentiu torcendo para que a mãe aceitasse.

Nos dias que vieram depois Alfonso e Anahí conseguiram convencer Tisha a ir com eles, Arthur ficou empolgado com a ideia de viajar, Tisha ria da empolgação do menino. Ela conseguiu uns dias do trabalho e avisou na escola do Arthur que ele precisaria se ausentar por alguns dias das aula por motivos pessoais. Com isso, eles já começaram a arrumar as malas.

Tisha sabia que Alfonso era um homem rico, mas não imaginava tanto, ela encarou o jato particular do genro com preocupação, as diferenças sociais entre a filha e ele eram enormes, aliás tudo era bem diferente entre eles. Ela bem mais nova que ele, ele dono de uma empresa multinacional enquanto sua filha não tinha nem graduação, moravam em países diferentes, mesmo que a origem dele fosse brasileira, mais a diferença financeira. Isso causou preocupação. Percebia que Anahí não se tocava disso ou simplesmente ignorava.

Que eles se gostavam, isso não poderia negar, dava para notar na forma que se olhavam, mas não sabia se os dois estavam preparados para enfrentar as diferenças entre eles, que uma hora outra se evidenciaria. Arthur olhava pela janela com curiosidade nunca tinha viajado de avião, quem dirá estar em um jato particular cheio de luxo e regalias. Ele só conhecia a praia de Ipanema e Copacabana, nunca tinham viajado para fora do Estado, para um menino de sete anos, aquilo era empolgante. Já Anahí estava abraçada a Alfonso, os dois conversando e trocavam alguns beijos em alguns momentos.

Alfonso: Nervosa? Perguntou a ela.

Anahí: Um pouco, não vou dizer que não tenho receio de voltar, parece mentira que aquele pesadelo acabou.

Alfonso: É normal que se sinta assim, mas eu estou aqui e não vou deixar nada acontecer a vocês.

Anahí: Eu sei, eu confio em você. Ele sorriu.

Alfonso: Eu te amo muito, sabia?

Anahí: Sabia, porque também te amo muito.

Em determinado momento Anahí acabou cochilando e Alfonso ficou distraindo Arthur que estava elétrico demais para dormir.

Quando eles chegaram, Tisha encarou tudo percebendo logo de cara a diferença no clima, Arthur animado encarava o país diferente de onde vivia. Já tinha o carro a espera deles e para Anahí foi inevitável não comparar a primeira vez que colocou os pés ali achando que seria uma grande modelo e logo em seguida se deparava naquele pesadelo. Agora ela estava de volta, grávida, com o homem que amava e a família. Ela suspirou feliz por ver que agora seria diferente.

A casa dos Herrera fez Tisha concluir o que já tinha deduzido, Anahí também encarava abismada e nervosa, nunca tinha estado na casa dele onde ele vivia com a irmã. Conhecer Maite a deixava nervosa, porque tinha medo da cunhada não gostar dela ou não acha-la suficiente para seu irmão. Alfonso abriu a porta para que eles entrassem.

Arthur: Uau! Disse ao olhar a sala da casa. Maite que estava próxima ao ouvir a voz de uma criança foi até sala junto com um Mane, que se recuperava aos poucos.

Maite: Poncho! Disse indo até o irmão e o abraçando. - Você demorou, estava com saudades! Alfonso sorriu. Anahí reparava na relação dos dois. Seria assim com ela e Arthur se fossem de idades próximas também.

Alfonso: Eu também. Os dois se separaram e Alfonso cumprimentou Mane. - Que bom que está de volta, cara!

Mane: Nem me fale. Posso dizer o mesmo. Disse e encarou Anahí. Alfonso sorriu.

Alfonso: Deixo eu apresentar a vocês. Essa é a Anahí, minha namorada.

Mane: Prazer em conhecê-la , Anahí. Ouvi tanto sobre você que é muito bom conhecê-la pessoalmente. Disse gentil e Anahí sorriu corada.

Alfonso: Essa é Tisha a mãe da Annie e o Arthur, irmão dela. Apresentou.

Mane foi gentil com os dois também.

Alfonso: Esses são meus irmãos. Maite e Mane, o noivo dela, que considero como um irmão. Anahí e Maite se encararam.

Anahí estava nervosa, Maite não tinha falado nada, já pensava que naturalmente Maite não tinha gostado dela. Alfonso também estranhou.

Anahí: Prazer conhecê-los, o Poncho também falou muito de vocês. Foi a primeira a quebrar o silêncio. Maite se aproximou. Anahí a encarou atenta, estava nervosa.

Maite a puxou para um abraço a pegando de surpresa.

Maite: Eu sinto muito por tudo o que você passou. Eu quis tanto te ajudar. Disse emocionada em vê-la ali e bem. Anahí se emocionou também. Não esperava aquela recepção. Correspondendo o abraço. Alfonso sorriu ao vê-las daquele jeito. Tisha também sorriu, imaginava como era importante para filha aquela aceitação.

Anahí: Eu...

Maite: Não precisa dizer. Eu sinto muito por você e por aquelas garotas, mas devo te agradecer. Anahí olhou confusa. - Você mudou o meu irmão. Ele finalmente encontrou alguém que prestasse. Disse fazendo Alfonso revirar os olhos e Anahí ri.

Alfonso: Agora vai me esculachar na frente da família da minha mulher? Perguntou e Anahí o encarou.

Maite: Só estou dizendo que finalmente acertou. E que graças a Deus dessa vez teve bom gosto. Porque olha, você tinha um gosto péssimo para mulheres. Desdenhou. Mane e Tisha riram.

Alfonso: Ta, Maite! Chega!

Maite: E o meu sobrinho em? Disse olhando a barriga de Anahí. - Eu posso? Perguntou apontando e Anahí assentiu sorrindo. - Oi meu amorzinho, aqui é a titia Mai. A tia babona que vai te mimar muito, estamos muito felizes por estar a caminho. Disse carinhosa e Anahí secou uma lágrima teimosa que insistia em cair. Alfonso a abraçou carinhoso compartilhando da mesma emoção. Todos já recebiam o filho deles com carinho e amor, e aquilo aquecia o coração dos dois.

Mane: Vamos ajuda-los a se acomodarem, devem estar cansados da viagem. Tisha assentiu.

Tisha: Seria ótimo, preciso muito de um banho. Maite mostrou a casa a eles e deixou claro que eles poderiam pedir o que quisessem que era para se sentirem a vontade. Os quartos já estavam preparados. Arthur encarou o quarto bem diferente do seu com um sorriso animado. Tisha também gostou do quarto que iria ficar. Anahí ficou sem graça quando soube que dividiria o quarto com Alfonso, não que fosse de vergonha dele, mas por saber que a mãe e o irmão estavam no mesmo corredor.

Alfonso: Relaxa, meu amor. Quando a gente casar vai ter que se acostumar com isso.

Anahí: Já estamos falando em casamento? Perguntou surpresa, mas sorria.

Alfonso: Claro, o bebê nós já temos, o próximo passo é o casamento, mas não vou te assustar. Vamos nos conhecer e curtir a chegada do nosso filho ou filha. Agora vem, vamos tomar um banho e descansar um pouco. Depois vou ligar para o Ucker e avisar que chegamos.

Anahí: Boa ideia. Preciso muito de um banho. Estou ansiosa para ver a Dulce de novo.

Alfonso: Eu sei, amor. Agora vamos tomar um banho juntos e bem gostoso. Disse com malícia. Anahí sorriu gostando muito da ideia.

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