Capítulo 30

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Minha menina dos olhos azuis,

Confesso que não sei por onde começar, não sei o que escrever direito já que nunca escrevi uma carta para uma mulher antes, a não ser a minha mãe, é claro. Não foi porque não tive oportunidades ou por ocasiões que fossem necessário me expressar por um papel, foi porque nunca senti necessidade por alguém como sinto por você, isso define bem o que eu estou sentindo nesse momento, sinto sua falta, sinto tanto que dói.

A cada manhã que eu acordo sinto falta do calor do seu corpo ao meu lado, o jeito como coça os olhos e fica com preguiça de abri-los, a forma como seu corpo procura o meu assim que você desperta, me pego pensando no seu sorriso, e as vezes é como se eu conseguisse ouvi-lo mesmo a distancia, queria poder sentir o seu cheiro, gostaria que ele ficasse impregnado no corpo como nas vezes que a gente faz amor e os nosso cheiros se misturam.

Eu queria poder estar aí com você, todos os dias, poder te beijar, te abraçar e me contentaria só em te ver e saber que esta bem, mas não posso. Não é porque eu queira e seria complicado demais dizer o motivo, pelo menos por enquanto, mas espero muito que em breve possamos estar juntos outra vez, mesmo nessa situação tão difícil em que você está e que espero poder mudar um dia, porque te quero pra vida toda, não só por momentos, ou por algumas noites, te quero para sempre ao meu lado, porque os meus dias sem você são vazios e tristes.

Saiba, minha safira, que penso em você todos os dias, que sinto uma falta absurda de você como se tirassem o meu ar e arrancassem meu coração. Conto cada minuto para te ver outra vez.

Com todo o amor em meu coração,

Seu Poncho.


Anahí lia pela segunda vez a carta que Alfonso tinha mandado, ela não acreditou quando Dulce foi até o seu quarto e entregou a carta, ela ainda se lembrava que para ela seria mais um dia de muito trabalho e tristeza.

Flash Black de minutos atrás

Anahí já tinha acordado e terminava de se arrumar quando ouviu alguém bater na porta, agora ela sempre trancava a porta, com medo do Gáston entrar em seu quarto durante a noite.

Dulce: Sou eu, Annie. Disse ao perceber a demora da amiga para abrir a porta.

Anahí: Oi Dul! Estava terminando de me vestir. Justificou a demora.

Dulce: Tudo bem. Disse entrando no quarto de Anahí e se sentando na cama.

Anahí: Você está de bom humor. Comentou ao ver a amiga com os olhos brilhando - E acho que até sei o nome dessa felicidade toda.

Dulce: Ai, Annie! Eu nunca senti isso na minha vida, sabe? Anahí assentiu, entendia muito bem o que Dulce estava sentindo - Eu queria ser imune a ele, não sentir nada para não me machucar, tentei até ignorar, mas não consigo.

Anahí: Eu sei como se sente, mas se é tão bom e te faz feliz, acho que deveria arriscar.

Dulce: Não quero me machucar, Annie. Ainda tem a Belinda que gosta dele, não queria ficar mal com ela e eu sei sei que ele também tem um carinho por ela.

Annie: Dul, a culpa não é sua se ele não quer ficar com a Bel, ela não pode te culpar por ele ter se apaixonado por você, essas coisas não escolhemos elas só acontecem e você não tem culpa por ter se apaixonado por ele. Se ela não é correspondida da forma como gostaria, precisa aceitar e conviver com isso.

A Protegida ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora