Ucker acordou estranhando o lugar macio ao qual estava. Sentiu a cabeça doer assim como a claridade incomodar. Se sentou devagar e viu Angelique terminando de se vestir.
Ucker: O que foi que eu fiz? Disse levando a mão na cabeça.
Angel: Bom dia, Ucker. Disse o olhando após se vestir e trazendo uma bandeja com café, suco e alguns pedaços de bolo e biscoitos.
Ucker: Eu...a gente.... Disse sem saber o que aconteceu.
Angel: Tome. Disse entregando o remédio a ele - Vai te ajudar na ressaca.
Ucker: Obrigado.
Angel: Eu só te ajudei. Não transamos. Explicou ao ver a expressão confusa dele.
Ucker: Eu não me lembro de muita coisa, só de estar bebendo.
Angel: Você ficou assim a noite toda, bebeu tanto que terminou bêbado e gritando o nome da Dulce. Antes que você irritasse mais alguém eu te trouxe para cá. E você apagou.
Ucker: Obrigado. A Dulce...
Angel: Anahí e Ninel estão com ela agora. A Anahí vem te chamar quando puder vê-la, mas precisará ser rápido, o Gastón não pode saber.
Ucker: Eu nem sei como te agradecer. Obrigado mesmo.
Angel: Não me agradeça. Só ajude a Dulce. Eu sei o que ela está passando e ter o apoio do homem que se ama é muito importante. Ucker assentiu. Eles ouviram o barulho da porta Angel abriu e viu Anahí entrar.
Anahí: Oi Ucker.
Ucker: Annie...como ela está? Anahí abaixou a cabeça.
Anahí: Você precisará ser muito forte para ajudá-la a superar.
Ucker: Eu preciso vê-la.
Anahí: Vamos lá. Disse o acompanhando ao quarto de Dulce. Assim que ele entrou, Ninel saiu deixando os dois sozinho. Assim como Anahí que saiu e foi para o seu quarto.
Ela estava angustiada por não poder ajudar a amiga. Assim que acordou, ficou sabendo do que tinha acontecido com a amiga. Viu Dulce destruída. Nunca esqueceria a cena ao entrar no quarto de Dulce e vê a amiga jogada no chão, encolhida, chorando e sangrando. Foi difícil despertar até uma reação em Dulce. Ela não falava, não reagia. Até a amiga demonstrar alguma reação, Anahí ficou com ela, a abraçando tentando passar algum conforto que a amiga não tinha. Ninel entrou e viu as duas daquela forma não tinha como não lembrar do passado, do mesmo que tinha passado. As duas ajudaram Dulce se levantar e a deram banho e ficaram com ela na cama. Foi assim que Ucker encontrou Dulce. Deitada olhando para o nada. Percebeu os vermelhos no corpo dela. A vista embaçou pelas lágrimas.
Ucker: Dul.... A chamou e foi se aproximando dela até deitar na cama com ela. - Estou aqui... Disse segurando a mão dela.
Dulce: Não perca seu tempo com uma mulher estragada como eu. Disse sem encara-lo.
Ucker: Não diga besteiras, amor. Você não está estragada.
Dulce: Me sinto suja. Disse sentindo a garganta arder.
Ucker: Não é suja. Mas eu me sinto inútil por não ter conseguido fazer nada para impedir que isso acontecesse com você. Mas eu juro, amor. Ele nunca mais vai encostar em você. Nem que eu tenha que mata-lo.
Dulce: Não. Eu que vou fazer isso. Eu juro. Vou arrancar aquele coração com minhas próprias mãos.
Ucker: Eu sinto muito que tenha passado por tudo isso. Mas isso não muda o que eu sinto por você. Não muda quem você é para mim. Ela o encarou pela primeira vez.
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A Protegida ✓
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