Capítulo 42

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Quando William foi embora, Alfonso subiu para ver como estava a irmã. E o que viu partiu seu coração. Maite estava deitada em posição fetal, agarrada as fotos do Mane e a camisa dele, enquanto chorava. Era difícil de ver. Sua irmã estava sofrendo e ele não podia fazer nada para aquela for parar.

Alfonso: Mai... Disse se aproximando dela. E a abraçou.

Maite: Faz parar.... por favor.

Alfonso: Se eu pudesse faria qualquer coisa para acabar com seu sofrimento.

Maite: Ele morreu por minha culpa. E agora? O que eu vou fazer sem ele?

Alfonso: Eu não sei, sinceramente eu não sei o que te dizer e nem o que fazer. Disse sincero.

Maite: Dói tanto....

Alfonso: Oh minha irmã... Disse a apertando em seus braços.

Ele ficou com Maite até que ela pegasse no sono de tanto chorar, ele ainda poderia sentir os soluços da irmã e a sua camisa molhada com as lágrimas dela. Quando ele saiu do quarto a cobriu e fechou a porta.

No escritório ele ligou para o padrinho e explicou mais ou menos o que tinha acontecido ocultando os detalhes, dizendo que Mane tinha sofrido um acidente e que teria que resolver as coisas do sepultamento. Só que não poderia deixar a irmã sozinha, então tanto o padrinho quanto a madrinha se ofereceram para ficar com ela, enquanto ele sairia. 

Quando Alfonso chegou ao cassino, fora estranho, porque nem era horário de funcionamento, mas Gastón prevendo o que deveria ser, deixou que ele entrasse.

Gastón: Imaginei que viria. Disse ao ver seu rival entrar em sai sala.

Alfonso: Eu quero o corpo do Mane. Disse direto.

Gastón: Como está sua irmã? Debochou.

Alfonso: Gastón, eu não vim aqui procurar briga com você. Até porque não estou no clima para isso. Eu só vim no direito de buscar o corpo do meu amigo, para que pelo menos eu e a minha irmã possamos enterra-lo. Disse segurando as lágrimas e Gastón sorriu ao perceber como o tinha afetado.

Gastón: Sinto muito, o corpo deve estar em alguma vala por aí. Com sorte você encontra antes da polícia. Disse com um sorriso perverso no rosto. E Alfonso socou a mesa dele, no auge da sua raiva.

Alfonso: COMO PODE SER TÃO CRUEL DESSE JEITO? VOCÊ NÃO É HUMANO. Gritou e todos que estava por perto escutou. Anahí gelou ao ouvir o grito dele.

Belinda: O Alfonso está aqui? Perguntou a Anahí.

Anahí: Pelo visto sim.

Cláudia: Deve ter acontecido algo grave. Deduziu.

Anahí: Ele não é de perder a Calma desse jeito. Algo muito sério aconteceu.

Ninel: Será que o Ucker contou sobre o que aconteceu com a Dulce?

Anahí: Mas por que o Alfonso viria tomar satisfações com o Gastón?

Ninel: Pelo amigo, até onde eu sei o Ucker e Alfonso são amigos de longa data.

Anahí: Ainda sim, tem algo que não se encaixa nisso. Eles pararam de conversar quando viram um Alfonso abatido, nervoso, bem diferente do que conheciam, vir em direção a Anahí.

Alfonso: Preciso falar com você. Disse a ela. Anahí assentiu e os dois foram em direção ao quarto dela, ele na frente.

Anahí: Não deixe que ninguém do Gastón escute nossa conversa. Não sei do que se trata, mas não parece bom. Disse a Belinda. Que assentiu.

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