Capítulo 61

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Enquanto Anahí e Alfonso iam vivendo seu conto de fadas, Ucker tentava não se preocupar com a demora de Dulce para voltar, tinha medo de perde-la, as ligações, chamadas de vídeos e mensagens não estavam sendo suficientes para acalmar a insegurança que estava sentindo. Ele não queria pressionar Dulce com o assunto, ela já tinha passado por tantas coisas, sabia que aquele momento com a família, com os amigos e no país de origem estava sendo bom pra ela. Não seria ele a estragar isso, mesmo que sofresse calado. Ele precisava se forte e confiar que o sentimento dos dois era maior que as barreiras que eles precisariam enfrentar.

Por outro lado o melhor amigo, vivia um momento maravilhoso, Alfonso se sentia feliz, verdadeiramente feliz, tinha sua Anahí livre e com ele, além do bebê que crescia muito bem, sua irmã estava feliz, assim como Mane que se recuperava. A empresa ia bem e as coisas pareciam finalmente se encaixar, se ajustando para o melhor. Claro que ele percebia que Tisha ainda não tinha se adaptado totalmente, entendia e respeitava que para ela deveria estar sendo difícil, torcia para que sua sogra conseguisse se adaptar e ficar com eles ali, porque entendia o quanto aquilo era importante para Anahí.

E como isso, os dias iam se passando e Alfonso via seu bebê ir crescendo no ventre da mulher que amava, a cada desejo, sinal da gravidez, ele sorria bobo, fazia as vontades dela, a mimava. Mas já tinha alguns dias que percebia que Anahí andava estranha, pensativa e às vezes a pegava o encarando. Ele perguntava e tudo o que ela dizia era que estava com saudades das garotas, e preocupada com o julgamento, porém no fundo ele sabia que tinha algo a mais.

O que acontecia, de fato, era que ele não esperava chegar à casa em uma sexta feira, e vê balões, decorações de crianças e a casa cheia.

Alfonso: O que foi que eu perdi? Perguntou confuso. Anahí o abraçou sorridente.

Anahí: Surpresa! Disse risonha e menos Alfonso entendia.

Alfonso: É o chá de bebê? Amor, ainda nem sabemos o sexo e por que me escondeu isso? Perguntou tentando entender.

Anahí: Não é chá de bebê. É chá de revelação. Disse e vou os olhos dele se iluminarem.

Alfonso: Você já sabe? Anahí negou. - Então quem?

Anahí: Nós vamos descobrir juntos. Ele sorriu bobo.

Alfonso: Você não existe sabia?

Anahí: Existo sim. Eu existo para você. Ele se aproximou tocando nos lábios dela e aos poucos se aproximando até inciar um beijo calmo e apaixonado.

Maite: Ei! Deixem a safadeza para depois! Disse se aproximando dos dois. - Vamos, maninho!  Hoje você descobre se será pai de uma menina ou um menino. Os dois caminharam até onde estava o restante dos convidados. Não era uma coisa grande era apenas um momento para os amigos mais próximos e familiares. Ucker quase caiu para trás ao ver Dulce entrar na casa. Eles se encararam por alguns minutos até que ela se aproximou e se jogou nos braços dele.

Dulce: Voltei, amor! Voltei para você. Ele sorriu quase não acreditando no que estava ouvindo.

Ucker: Senti tanta a sua falta.

Dulce: Eu também, todos os dias. A Annie me contou que queria fazer surpresa para o Alfonso, sabia que ele estava ansioso para descobrir o sexo e quis fazer surpresa. Eu e a Maite que organizamos tudo, não podia deixar de estar com eles. E me organizei  para voltar. Dessa vez é definitivo. Disse o olhando nos olhos.

Ucker: É sério? Vai morar comigo? Dulce assentiu sorrindo.

Dulce: Se você ainda me quiser.

Ucker: Deixa de ser boba, é claro que eu quero. Eu te amo, Dulce. Os dois sorriram antes de trocarem um beijo apaixonado. - Cadê suas coisas? Interrompeu o beijo e perguntou com curiosidade.

Dulce: Deixei ali. Apontou para a entrada da casa onde tinham duas malas. - Não trouxe tudo. Não dava, trouxe o necessário.

Ucker: Tudo bem, não importa. Depois pode comprar tudo novo.

Dulce: Temos tempo para falar sobre tudo. Ele assentiu. - Vamos, eu quero falar com o Alfonso, antes que ele tenha uma parada cardíaca de ansiedade. Ucker riu.

Claro que aos poucos Dulce já começava a ser a mesma de antes, a brincar, sorrir verdadeiramente, mas isso não significava que todos os traumas, as feridas, ainda não machucavam, ainda não dava suas caras. Ela e a as outras só estavam tentando seguir em frente e isso não isentava todos os desafios que elas ainda tinham pela frente.

Por outro lado, Belinda via como Dulce e Anahí estavam bem, estavam seguindo em frente. E foi impossível não pensar como ela estaria se não tivesse fugido de Alexandre. Mas ao mesmo tempo sabia que não estava preparada para se relacionar com alguém. Não se achava forte o bastante para se envolver emocionalmente com alguém como Dulce e Anahí.

- Muito pensativa. Disse alguém e ela se assustou ao ver Anahí ali.

Belinda: Nossa! Que susto!

Anahí: Desculpe, não quis assustá-la. Queria te agradecer por vir.

Belinda: Eu quem agradeço por ter me chamado, por querer dividir esse momento comigo.

Anahí: Bel, passamos por muitas coisas juntas e vocês sempre me protegeram. Você, a Dul, Ninel. É claro que vou querer ter vocês sempre na minha vida, apesar de tudo eu ganhei amigas incríveis. Belinda sorriu emocionada.

Belinda: Também te considero minha amiga.

Anahí: Espero que o fato da Dul está com o Ucker aqui não te machuque tanto, sei que já passou por isso quando estávamos no cassino, mas é que... Belinda a interrompeu.

Belinda: Não machuca, não mais. Gostei sim do Ucker um dia. Tivemos bons momentos juntos, mas sei que não foi amor. De nenhuma das partes. Estou feliz por eles, de verdade. Anahí sorriu. - Assim como estou por você, e pelo seu bebê. A família que você está construindo.

Anahí: E eu torço para que um certo delegado consiga fazer você se abrir para o amor. Porque você merece ser feliz. Disse e piscou para Belinda que corou. Alfonso já tinha comentando com Anahí sobre o que achava do delegado Alexandre e do seu interesse por Belinda, de como Alexandre deu um sermão nele e em Ucker na delegacia. Anahí sabendo, não perdeu a oportunidade para mostrar que Belinda podia e merecia ser feliz ao lado de alguém. Que pudesse se reeguer e reconstruir sua vida ao lado de alguém, ela não estava tão quebrada a ponto de não se permitir ser feliz outra vez.

Alfonso sorria bobo ao lado de Anahí, os amigos assim como o padrinhos não perdiam a oportunidade de zombar ou soltar alguma piadinha. Anahí de apreensiva passou a sorridente, estava com medo dele não gostar da surpresa, mas pelo visto tinha se preocupado a toa.

No momento da revelação Maite e Dulce colocaram o casal no meio, onde todos os convidados estavam vendo os dois. Alfonso segurou a mão de Anahí nervoso. Ela sorria ao perceber o quanto ele estava ansioso por aquele momento assim como ela. Os convidados também aguardavam e quando os balões rosas saíram da caixa. As lágrimas vieram com facilidade aos olhos dos pais de primeira viagem.

Alfonso: Uma menina! Vou ser pai de uma menina. Disse sorrindo e chorando. Anahí secou lágrimas dele, mas também chorava.

Anahí: A nossa menina! E então veio uma chuva de balões rosas, que foram lançados ao ar. Maite e Dulce faziam festa e alguns dos convidados se aproximavam para cumprimentar os pais da menina que estava vindo a caminho.

Alfonso: Sou o homem mais feliz do mundo! Amo as minhas meninas! Disse ainda sem acreditar. 

A Protegida ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora