Se Dimitri sentia raiva de Gastón?
Claro que sentia. O culpava por incompetência.
Ele tinha raiva de Alfonso!
De Dulce!
Belinda!
De todas aquelas garotas malditas!
Como ele pensava, e jurava que todos iriam pagar. Mas naquele momento seu foco estava na filha. O carro estava estacionado. Iriam encurralar a van onde a filha estava durante o trajeto da penitenciária até o fórum.
- Ela já está na van. Disse o capanganga que estava ao volante. Dimitri assentiu.
Conforme o planejado, em determinado cruzamento eles cercaram a van e tiraria a filha de lá. O motorista da van percebeu quando dois carros pretos e blindados estavam atrás das viaturas. As viaturas cercadas pela frente e por trás, com a van no meio. Diana se assustou com a freada que a van deu, percebeu a van parar e em seguida as trocas de tiros.
Diana: Pai... Sorriu encarando os dois agentes que a acompanham. Os homens de Dimitri trocavam tiros com os polícias. Em outro momento a ordem seria não trocar fogo por causa dos civis, mas ali tinham uma detenta e um dos mafiosos mais procurados, a ordem era não deixá-lo se aproximar da van. Algumas pessoas que caminhavam na calçada ficaram assustadas com os tiros e corriam, os carros que passavam tentavam correr passando até pelo sinal vermelho. O fato em si não era nenhuma surpresa já esperavam que Dimitri tentaria algumas coisa. Por isso agentes e polícias estavam espalhados pelo trajeto. Cris jurou a si mesmo que não o deixaria escapar.
Dimitri pragejou ao ver os atiradores no prédio. O laser estava bem no seu peito.
Dimitri: Merda! Merda! No desespero o homem que estava ao seu lado saiu do carro e caiu baleado ao sair.
- SAIA DO CARRO! Cris falou com um alto falante. - VOCÊ ESTA CERCADO!
Dimitri pensou ou era ser preso ou morrer. Ele não admitiria ser preso. Tinha muitos inimigos não iria para prisão. Foi vendo o olhar do homem que Cris não pensou duas vezes mirou e atirou na mão dele, a mão onde estava a arma, o vidro foi quebrado espalhando pelo local e atingindo o ombro de Dimitri.
Ao se ver sem saída Dimitri praguejou por ter ido com o carro blindado, incompetência dos seus homens que nem isso pensaram.
Definitivamente as coisas estavam fora do seu alcance.
Era o seu dia de azar.
Cris: Não vai ser tão fácil, filho da puta! Disse se aproximando ao ver o homem gritar e ficar desarmado. Os agentes se aproximaram tirando Dimitri do carro.
Cris: FBI! Você está preso, tudo que falar poderá ser usado contra você. Tem direito a um advogado. A casa caiu, criminoso de merda! Disse satisfeito dando a ordem de prisão.
Na van, os agentes sorriram ao olhar para Diana.
- Pelo visto seu papai se deu mal. Eles riram da cara dela.
- É bom ir se acostumando aos bons anos de prisão. Debochou. Diana cuspiu fogo, não acreditava que o pai tinha sido preso.
Por uma questão de direitos humanos, Dimitri precisaria ir a um hospital, mas nem por sido deixou de ser algemado e escoltado até o local. Com mais escolta a Van voltou a seguir o caminhos até o fórum. Jonh informou no fórum o que eles já previam que ia acontecer, mas a operação tinha sido sucesso e Dimitri estava preso.
Anahí optou por não ir ao julgamento de Diana, não queria nunca mais ter que olhar para cara daquela mulher e principalmente lembrar que um dia Alfonso já esteve com Dia, a incomodava, não só por ciúmes, mas por saber o nível baixo que ela jogava. Alfonso, Maite e Mane seriam testemunhas de acusação, convocados pela promotoria. Assim como Dulce, Ninel, Belinda e Angelique. Tisha ficou com a filha. As duas aproveitaram para arrumar o restante da mudança de Anahí.
Tisha: Fez bem em não ir. Não é bom para você ficar no meu de tanto estresse e tensão. Disse fazendo na barriga da filha.
Anahí: Também, mas não quero olhar na cara daquela desprezível. Disse com raiva. Tisha sorriu ao notar o ciúmes.
Tisha: Sabe que não precisa sentir ciúmes do Poncho né?
Anahí: Não é ciúmes. E só que.. Argh!
Tisha riu. - Ele tinha que se envolver com ela?
Tisha: Filha, ele não sabia quem ela era. E bom, ele é mais velho que você. Tem mais experiência.
Anahí: Tá, mãe! Chega não quero pensar nisso. Tisha riu mais ainda.
Tisha: Filha, isso é passado. Ele te ama é com você que ele está e é você quem vai dá uma filha a ele.
Anahí: Chega desse assunto. Disse enciumada. Tisha não discordou.
No fórum Diana encarava o júri e o juiz sabendo que não tinha mais volta sabia que seria condenada. O advogado não ia conseguir muito. Tinham provas, fotos, áudios, chamadas telefônicas. Além dos testemunhos. Ela nem se quer tinha uma testemunha de defesa.
Quando Alfonso testemunhou contando com detalhes tudo o que tinha acontecido desde o envolvimento deles até o dia do noivado. De como era constante chantageado pelo pai dela e por ela, por como se sentia acuado por causa da irmã, já que ela era o alvo de Dimitri para usar como chantagem. Das coisas que Diana falava e de como se vangloriava. O advogado de defesa até tentou colocar Alfonso como um cúmplice de Diana, já que eles estavam juntos há um bom tempo, mas o promotor entregou todas as provas que William tinha juntado para Alfonso durante aqueles anos. Depois foi a vez de Maite, relatando como o noivado do irmão era estranho não só para ela, como para os amigos e os padrinhos até descobri tudo.
Mas foi o testemunho de Angelique que deu a decisão final ao júri. Contando como Diana coagiu Gastón, como Diana declarou seu ódio querendo o mal das garotas, de como Diana estava ciente de tudo o que acontecia naquele cassino.
Juiz: Trinta minutos de recesso até termos a decisão do júri. Declarou ante de deixar o tribunal.
Diana: Vou ser condenada não é? Perguntou ao advogado.
- Sim. Provavelmente pegará trinta anos ou mais. Talvez consiga sair antes, mas acho difícil. Diana assentiu. Não estava preparada para aquela nova realidade.
Quando o júri já tinha tomado sua decisão, uma das representantes do júri entregou ao juiz a decisão que definiria a vida de Diana dali por diante.
Juiz: Com decisão unânime, o júri declara a ré culpada. Diana abaixou a cabeça. Não tinha volta. Seu destino estava selado. O juiz ainda continuou a falar a sentença, mas ela estava muito longe para isso. Viu como Alfonso, Dulce e as outras pessoas comemoravam. Viu William, Ucker, os padrinhos de Alfonso. Sentia raiva e ao mesmo tempo desespero, não sabia o que seria dela ao voltar para penitenciária. - trinta e cinco anos em cárcere privado. Foi o que conseguiu escutar.
Diana: Trinta e cinco anos? Perguntou baixo. Perderia tudo. Sua vida, sua liberdade. Absolutamente tudo.
Advogado: Sinto muito. Disse sabendo que ela não teria bons anos na prisão.
Alfonso: Graças a Deus. Disse respirando aliviado. Dulce o abraçou. Podiam comemorar aquela Vitória. Ainda teriam o julgamento de Gastón e Dimitri. Mas só o fato de estarem presos já era um grande alívio.
Ucker: Faltam só aqueles dois serem condenados agora. Alfonso assentiu. Teria paz para criar sua filha com a mulher que amava.
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A Protegida ✓
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