Capítulo 41

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Alfonso ficou paralisado sem conseguir reagir.

Alfonso: Isso não é verdade. Você está blefando.

Gastón:  Por que eu blefaria? Não tenho nenhum motivo para poupar seu cunhado, Alfonso.

Alfonso: Isso não é verdade. Você poderia muito bem querer me chantagear. Ganhar dinheiro em cima disso. Tentou.

Gastón: Não, Alfonso. Eu não tenho nenhuma interesse em poupar a vida do seu espião.

Alfonso: Ele não é meu espião. Ele não tem nada a ver com essa merda toda.

Gastón: Agora é tarde para isso. Eu mandarei as partes dele aos poucos na porra da sua casa. Disse e desligou.

Alfonso: MERDA! Gritou e jogou tudo que estava na mesa ao chão. Maite se levantou assustada e foi até o escritório e viu um Alfonso transtornado quebrando tudo a sua frente.

Maite: O que ele disse? Quanto querem pelo Mane? Perguntou ainda assustada e chorando.

Alfonso: Maite... Disse sem saber como contar a irmã e pelo tom usado por ele, ela já sabia que não vinha boa coisa.

Maite: Só me diz a verdade, por favor. Eu preciso da verdade.

Alfonso: É melhor você se sentar. Disse sem coragem para encara-la.

Maite: Poncho....ele...ele está vivo né. Perguntou sem mais conseguir controlar o choro e a angústia.

Alfonso: Mai...eu...sinto muito... Foi tudo o que conseguiu dizer.

Maite: É mentira! Diz que é mentira por favor. Alfonso foi até a irmã e abraçou, sentiu o corpo da irmã balançar pelos soluços.

Alfonso: Mai...

Maite: Não..não pode ser...ele nao pode estar morto.  Tem que ser mentira.

Foi vendo uma Maite destroçada abraçada ao irmão que também chorava que William viu. Ele tinha combinado com Alfonso de levar as últimas informações do que já tinha conseguido e agora lá estava os dois. Estranhou quando chegou até a casa deles e a porta nem sequer estava fechada, isso porque Ucker saiu de lá tão transtornada que nem se deu ao trabalho de fechar a porta, entrou  estranhando os barulhos vindo do escritório, mas não imaginava encontrar os dois assim. Alfonso soltou a irmã e a ajudou a se sentar.

William: O que aconteceu? Perguntou.

Alfonso: Traga um copo de água e uma calmante. Pediu ao amigo. - No meu quarto tem uma cartela na primeira gaveta do criado mudo. Depois te explico. Explicou e William mesmo sem entender nada fez o que o amigo pediu. Estranhou o fato de nem as empregadas estarem em casa.

Maite: Não quero nada. Por favor, Poncho, não quero.

Alfonso: Você precisa se acalmar, não sabemos como vão ser as coisas agora.

Maite: A culpa é minha, eu que pedi para ele ir lá. Eu achei que nós quem estávamos um passo a frente. Eu matei ele. Disse chorando e se culpando.

Alfonso: Não, Mai. Por favor não se culpe. Quando William voltou entregou o calmante e a água a Alfonso. - Obrigado. William só assentou observando o estado de Maite.

Maite: Não me dê nada, eu não quero. Por favor, Poncho. Não... Pediu  em súplica.

Alfonso: Mai.... eu sei que está sendo difícil e é difícil para mim também. Eu nem sei dizer o quanto está sendo doloroso, principalmente para você, mas eu não posso perder a minha irmã também. Eu preciso que você fique bem, mesmo que seja um dos momentos difíceis que estamos passando, mas por favor, isso só vai te acalmar um pouco. Maite assentiu.

A Protegida ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora