Capítulo 56

1.4K 99 34
                                        

Anahí passou a noite toda ansiosa, esperando para que o dia amanhecesse e pudesse estar com Alfonso outra vez, ela mal dormiu pensando em tudo, agora poderia dormir tranquila, mas ainda estava se acostumando em estar em um ambiente seguro e familiar. Quando o dia amanheceu Tisha tentou seguir sua rotina, arrumando o filho, preparando o café, não queria que as coisas mudasse, não queria interferir na rotina do filho caçula, o menino resmungou, reclamou e até se irritou com a mãe, queria ficar em casa com a irmã, Anahí tentou amenizar a situação como podia. No fim, Arthur iria para escola e Tisha iria trabalhar.

Tisha: Tem certeza que vai ficar bem?
Perguntou preocupada.

Anahí: Tenho, mãe. Pode ir tranquila. Garantiu mesmo sem ter certeza.


Tisha: Se não se sentir a vontade é para ficar sozinha, com medo ou insegura, eu fico com você. Posso ligar para o trabalho e pedir uma dispensa hoje. Disse segurando a mão da filha, passando apoio e segurança.


Anahí: Não faça isso, não quero mudar a rotina de vocês, eu preciso me acostumar a estar de volta. E o Poncho mais tarde vem me ver, então não irei ficar muito tempo só. Tisha assentiu. - Pode ir tranquila, mãe.


Tisha: Tudo bem, mas qualquer coisa, pode me ligar.


Anahí: Eu sei, pode ir, eu vou ficar bem. Arthur se despediu da irmã, com um beijo no rosto seguido de um abraço apertado.


Anahí tirou as coisa do café da mesa, arrumou a cozinha em seguida já guardou as louças, passou pano na casa, queria ajudar do jeito que podia, quase uma hora depois Alfonso ligou para o número residencial da casa dela, que ela tinha passado a ele. Ela só saiu de casa quando ele ligou avisando que já estava no portão. Ainda no portão os dois trocaram alguns beijos antes dela entrar no quarto com ele.

Anahí: Para onde vamos? E que carro é esse?

Alfonso: Aluguei esse carro para os dias que vou ficar aqui na cidade, o que quer fazer?

Anahí: Será que podíamos ficar sozinhos? Eu ainda não me sinto confortável em andar na rua. Fico a todo a momento encarando as pessoas, com medo deles me encontrarem. Confessou.


Alfonso: Eles não vão te fazer mal. Vamos para o hotel então, tenho algumas coisas para te contar também.


A conversa foi deixada de lado quando os dois ainda estavam no elevador, os beijos estavam cada vez mais ritmado, com pressa e desespero. No quarto, não foi diferente, Alfonso só empurrou a porta com um dos pés e estava mais focado no jeito como Anahí se dava acesso ao seu corpo. Os dois caíram na cama sem se desgrudarem, as roupas sendo tiradas com pressa, com euforia.

Ela se virou ficando por cima, tomando o controle, distribuindo beijos pelo pescoço depois pelo peitoral e abdômen, sempre intercalando entre mordidinhas e chupadas de leve. Alfonso ficava fascinado nas vezes que ela tomava o controle, admirando o corpo dela, observando cada reação, mas não ia durar muito tempo se ela ficasse por cima, por isso a virou e foi a vez dele de lamber cada parte do corpo dela. Com o caminho percorrido dos seios até a virilha não demorou para que a língua dele estivesse explorando a intimidade dela, saboreando como se fosse seu doce favorito, arrancando gemidos de Anahí, que sentia seu corpo quente e trêmulo.

Anahí: Amor, por favor... Pediu com voz rouca pelo tesão.


Alfonso: O que? O que quer?


Anahí: Você, quero você. Disse tentando puxá-lo queria senti-lo de novo. Ser preenchida por ele.



Ele queria fazê-la gozar em sua boca, sentir seu gosto outra vez, mas ao vê-la aflita por mais que aquilo, seu corpo todo implorando para se unir ao dele, não teve como esperar. Se posicionando a penetrou com lentidão, fazendo Anahí arquear todo o corpo e o arranhar no quadril, o puxando, querendo unir seus corpos até não restasse nenhum espaço entre eles, dali por diante foi amor, desespero, saudade, tesão, seus corpos já se conheciam, o ritmo era ditado de acordo com a intensidade que estava sentindo. Os gemidos poderiam ser escutados facilmente. Ele sempre tentará se lembrar que ela estava grávida e deveria fazer amor com gentileza, mas ficava difícil ser gentil e ir em um ritmo mais brando, quando ela pedia por mais e com mais força, ele sentia que ela queria se fundir a ele de forma tão arrebatadora que nem ele saberia explicar.

O orgasmo veio na mesma velocidade e profundamente daquela transa, forte e intenso. Anahí sentiu seu corpo se contrair em uma sensação profunda e depois relaxar e quando fora a vez dele se entregar, se surpreendeu ao vê-la gozar mais uma vez, de forma mais branda, porém não menos intensa.

Alfonso: Uau! Disse após cair para o lado na cama.


Anahí: Incrível! Disse suada e ofegante.


Alfonso: Com certeza! Estávamos com saudade mesmo. Ela riu. - Tentei lembrar que tinha um bebê aí dentro, mas foi difícil me controlar. Não faz mal né? Perguntou com receio.


Anahí: Não, estamos bem.


Alfonso: Queria que fosse diferente, tinha planejado uma primeira vez especial para gente, como namorado e tal. Desculpa. Ela se virou, ficando de lado.


Anahí: Bom, oficialmente não somos namorados e você pode preparar se quiser, eu vou amar de qualquer jeito, porque o mais importante pra mim é estar com você. Ele sorriu.


Alfonso: Eu te amo, minha safira.


Anahí: Também te amo. Aliás, nós amamos. Olhou para barriga.

Alfonso: Às vezes mal acredito que vou ser pai. Ela deitou no peito dele enquanto sentia os carinhos dele em seu cabelo.

Anahí: Nem eu, foi uma surpresa e tanto. Tenho medo de não ser a boa mãe, de não estar preparada o suficiente para cuidar de um bebê.


Alfonso: Acho que o medo é natural, principalmente quando você se trona responsável por uma vida, mas vamos aprender juntos. Eu vou estar aqui com você.

Anahí: Eu sei, eu agradeço muito as garotas por tudo o que fizeram por mim, ajudaram para que o Gastón não descobrisse, principalmente a Dulce, nunca saberei retribuir, ela se sacrificou diversas vezes por mim. Ele suspirou.

Alfonso: Amor...

Anahí: Hum..


Alfonso: Tenho que contar uma coisa que aconteceu antes de vir para cá.


E contou, começou pela descoberta que Mane estava vivo, a fuga da Belinda no mesmo dia da dela, a prisão de Gastón, James e Estevan, assim como a de Diana, falou que as garotas estão no programa de proteção a testemunha, contou tudo e Anahí chorou, por alívio. Tinha ficado aliviada por saber que elas também recomeçaram, que poderiam ser felizes outra vez.


Anahí: Meu Deu, amor! Eu quero ver a Dul, a Bel, a Angel. Preciso vê-las. Ele a consolou.


Alfonso: A Dulce está com o Ucker, as outras em um hotel aguardando a família. Tem certeza que quer ir? Acabou de voltar para casa..

Anahí: Eu..eu...não tinha pensado por esse lado. Eu preciso vê-las, mas ao mesmo tempo quero ficar com minha mãe e meu irmão.

Alfonso: Eles podem ir com a gente, só tem que ver como vai ser com a escola do seu irmão. Anahí ficou pensativa.


Anahí: Não sei se minha mãe vai querer ir.


Alfonso: Conversem com calma, não é nada definitivo é para você ver as garotas. Depois nós decidimos como vão ficar as coisas. Anahí assentiu. - Vamos com calma, precisamos vê direitinho, está grávida e não quero que fique em uma escala aérea. Quero que conheça minha irmã, meu cunhado. Ela sorriu. - Meus padrinhos.

Anahí: Também quero conhecê-los.


Alfonso: Eles vão ficar felizes com a notícia do bebê.


Anahí: Preciso começar o pré-natal.


Alfonso: E nós vamos, mas tudo ao seu tempo, ok? Temos todo o tempo do mundo agora.

Anahí: Eu mal consigo acreditar ainda.


Alfonso: Pois pode acreditar.



Podem acreditar...



A Protegida ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora