O que era para ser poucos dias se transformaram em semanas. Tisha e Arthur já mais adaptados com a rotina. Eles ficariam até o julgamento, Tisha não gostou muito, afinal ela e Arthur tinham uma vida em outro país e com essa situação Anahí se sentia dividida. Ela queria ficar com Alfonso ali, mas também queria ter a mãe e o irmão por perto. Ela não sabia o que fazer, entendia as razões de cada um. Alfonso já tinha até voltado a trabalhar e aos poucos Mane se recuperava com isso até Maite voltou a trabalhar meio período. Durante o dia Anahí ficava com a Mãe, o irmão e Mane. Naquele dia em especial Tisha chamou Anahí para conversar em particular no quarto. E nunca tinha tido a oportunidade de ver o quarto de Alfonso que agora era onde Anahí dormia com ele, se espantou com o luxo, não que os outros não fosse confortáveis, mas eram mais simples, já ali tudo demostrava riqueza desde a decoração até o tamanho do quarto. Os móveis.
Anahí: Entre, mãe.
Tisha: Filha, precisamos conversar.
Anahí: Pode falar.
Tisha: Filha, eu sei que vocês agora estão bem juntos e com o filho a caminho, mas o que vai ser? Vocês são tão diferentes um do outro.
Anahí: Mãe...
Tisha: Você já parou para pensar no futuro? Você vai morar aqui com ele ou vai voltar para o Brasil? Vão casar ou vão continuar morando juntos sem nem saber o que são um do outro? E depois que o bebê nascer? O que vai fazer? Vai voltar a estudar.
Anahí: Mãe, eu não estou pensando nisso, porque acabei de ter minha liberdade de volta. Minha vida. Eu só queria poder curtir esse momento. Eu gostaria muito que vocês ficassem aqui comigo.
Tisha: Filha, meu lugar não é aqui.
Anahí: Mãe, podemos ter uma vida muito melhor aqui. A senhora se matar de trabalhar e ainda sim passa sufoco. Aqui pode arrumar um trabalho e ganhar melhor. O Arthur poderá estudar em colégios muitos bons. O Poncho não vai morar no Brasil, eu sei disso. E não quero ficar longe dele e nem de vocês.
Tisha: Filha, não estou pedindo para você escolher. Vocês terão um filho e o mais natural é que more com ele que possam criar essa criança. Mas só quero que pense em como vai ficar sua vida daqui para frente.
Anahí: Eu sei, mãe. Eu vou pensar. Não se preocupe. Tudo vai se ajeitar.
E com o tempo iria mesmo
Mais tarde Alfonso chegou para almoçar em casa com a família e duas horas depois, ele e Anahí saíam em direção a clínica para a primeira consulta do pré natal.
Alfonso: Você está nervosa, amor. Está com as mãos geladas. Disse enquanto segurava as mãos dela.
Anahí: Na verdade, estou ansiosa. Alfonso sorriu.
Alfonso: Fica calma, amor. Os dois estavam muitos ansiosos e a espera só aumentava a expectativa. Quando o nome de Anahí foi chamado os dois se levantaram indo em direção a porta e forma recebido pela doutora. No início a consulta ocorreu como de costume, os pais de primeira viagem com as perguntas que quase todos faziam. Ela explicou com paciência. Anahí estava bem e seria hora de vê se o bebê estava bem.
Anahí já trocada estava deitada na maca e as mãos dela e de Alfonso já estavam entrelaçadas.
- Prontos? Perguntou aos dois que assentiram. Quando os batimentos cardíacos ecoaram pela sala, os olhos dos dois se encheram de lágrimas.
Anahí: Nosso bebê... Disse completamente emocionada. Alfonso mal conseguia falar. Só olhava para tela e via o pontinho que a médica tinha apontado na tela. Era seu filho ou filha ali. Parecia que a ficha não tinha caído.
Alfonso: Tão...rápido...
- É normal. Não se preocupem, está tudo bem como bebê de vocês.
Alfonso: Vai demorar para saber o sexo?
- Depende muito de cada gestação. As vezes alguns pais conseguem descobri no quarto mês, outros no quinto. Tem uns que só conseguem descobrir quase no final, isso porque muitas vezes o bebê fica com a perninhas fechadas, mas se a curiosidade for muito podem fazer um exame de sexagem fetal.
Anahí: Vamos esperar pelo próximo mês. Não quero perder a emoção de ouvir o coração dele de novo. A médica sorriu.
- Posso gravar para vocês.
Anahí: Sério?
- Sim, eu vou separar para vocês enquanto se troca. Anahí assentiu.
Já em casa Anahí contava animada para mãe e Maite sobre a consulta de como se sentiu ao escutar os batimentos do seu bebê de como Alfonso ficou emocionado. As duas escutavam animadas com o jeito como Anahí contava tudo. A verdade, era que tanto Tisha como Maite estavam ansiosas com a chegada daquela criança.
E assim os dias iam se passando sendo com alegria e felicidade para alguns e tristeza para outros. E o Ucker sabia muito bem disso, há poucos dias Dulce decidiu ir para o México passar um tempo com os pais, ele entendia, sabia que ela precisava se encontrar de novo e estar com a família, no pais de origem iria fazer bem, mas dizer que a ausência dela não machucava seria mentira. Ele tinha medo dela não voltar. E aquilo o corroía por dentro. Anahí também estava triste por estar longe de Dulce, mas entendia a amiga e se ir com os pais a faria bem, Anahí a apoiava. E aos poucos Anahí percebeu que cada uma seguia sua vida. O julgamento se aproximava, por ser um caso onde tinha muita pressão das embaixadas de fora e da imprensa, fora mais rápido do que realmente era. Geralmente poderia se esperar até um ano, mas nesse caso era diferente, as identidades das garotas foram preservadas e por tudo que elas tinham passado fora permitido que viajasse de volta ao seu país de origem, mas teria que estar no julgamento e cada mês se apresentar a embaixada do seu país para que não se perdesse o contato e o acompanhamento com aquelas garotas.
Com a flexibilidade da justiça Belinda viu a oportunkdade de voltar para casa e por hora, aquilo era o melhor. Foi assim, ela se foi. Alexandre não conseguia acreditar que ela tinha voltado ao Canadá sem nem ao menos falar com ele, sem se despedir. Ele sabia que ela tinha muitas coisas para lidar, mas esperava que ela ao menos se despedisse dele. Ele mal entendia se aquilo era um ponto em um história que nem tinha começado ou apenas uma vírgula.
Agora era só dá tempo ao tempo.
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A Protegida ✓
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