Capítulo 68

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Mais alguns dias se passaram e tudo se encaminhava bem. Alfonso agora passava mais tempo em casa e Anahí até já tinha se acostumado com isso e certa forma ela gostava dos mimos que lhe oferecia. Só que de dois dias para cá ela se sentia estranha, mais incomoda com tudo e até sem conseguir dormir bem a noite. Estava inquieta e só conseguiu adormecer depois de Alfonso fazer massagem nas suas costas e pés.

Ela acordou sentindo muito desconforto, foi quando se situou onde estava que percebeu a cama molhada, cutucou Alfonso que dormia ao seu lado.

Alfonso: Humm... Disse sonolento.

Anahí: Poncho, amor... A Lê. Disse sentindo dor. Foi ouvir o nome da filha que ele abriu os olhos rapidamente e pela expressão de Anahí percebeu que algo não estava bem.

Alfonso: O que foi? Perguntou já se sentando e tentando ajuda-la a se ajeitar na cama.

Anahí: Fica calmo, está bem? Minha bolsa estourou. Disse e o viu arregalar seus olhos, tirou o endredom e pode perceber com nitidez a cama molhada.

Alfonso: Ela vai nascer.... Murmurou. Anahí assentiu.

Anahí: Vamos fazer como minha mãe nos orientou.

Alfonso: Ok...er... primeiro te ajudar a tomar banho e se trocar,  a sua bolsa e a bolsa da Lê. Disse respirando fundo várias vezes. Ela sorriu.

Anahí: Isso. Me ajuda aqui. Ele a ajudou a se levantar, a conduziu até o banheiro. Só saiu do lado dela quando a pôs sentada no sofá, se trocou rapidamente e pegou as bolsas que levariam. Avisou a médica e conferiu os documentos. Só no carro que ele avisou a mãe dela e a Maite.

Alfonso: Vai ficar tudo bem. Disse beijando a mão dela. Anahí tentou sorrir, mas as contrações estavam ficando cada vez mais fortes. - Logo a nossa menina vai estar nos nossos braços. A confortou. Tentou não ficar nervoso, queria e tinha que passar calma e segurança para Anahí, mas ficava difícil ao vê-la suada daquele jeito e com os gemidos e as vezes até gritos de dor.

Alfonso estacionou o carro, Anahí foi colocada em uma cadeira de rodas, já que a médica já estava a espera deles. Alfonso entregou a chaves do carro ao frentista e acompanhou  Anahí.

Quando Maite junto a Mane, Tisha e Arthur chegaram ao hospital. Anahí ainda estava no quarto, não tinha dilatação o suficiente, precisariam esperar. Tisha entrou primeiro e sorriu tentando confortar a filha.

Tisha: Eu, minha menina.

Anahí: Mãe...dói... Tisha segurou a mão da filha.

Tisha: Sim, mas vale a pena. Pensa que logo você terá sua filha no seu colo, poderá ver o rostinho dela, sentir o cheiro e quando se ser conta disso, toda dor se torna irrelevante.

Anahí: Acha que vou conseguir? Que vou ser boa para Lê?

Tisha: Eu sei que dará o seu melhor. Erros, todos pais cometem. Pensa que será tudo diferente. Ela assentiu. Alfonso deixou mãe e filha terem seu momento e quando saiu do quarto Maite o encheu de perguntas, ele tentou explicar com paciência, apesar de estar nervoso, não gostava de ver a namorada sentir dor sem poder fazer nada para acabar com aquilo.

Maite: Eu liguei para Dulce daqui a pouco devem estar chegando.

Alfonso: Aconteceu tão rápido não deu tempo de avisá-la, obrigado.

Ainda demorou horas até Anahí ser levada para sala de parto. Alfonso entrou na sala após se vestir com as roupas adequadas se aproximou da namorada e segurou sua mão, abaixando o rosto próximo ao dela sorriu.

Alfonso: Eu estou aqui, vai dá tudo certo. Traga a nossa menina.

Anahí: Eu te amo.

Alfonso: Também te amo. Beijou a testa dela.

A Protegida ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora