Capítulo 64

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Quando Alfonso conversou com Anahí sobre se mudarem ela considerou a ideia como uma opção para dois, seria bom ser só os três, ainda que gostasse de ter Maite e Mane morando com eles, seria ainda melhor ter o cantinho dela, só ela, Alfonso e a filha, via que seria ótimo para eles. Entendia preocupação dele com a gravidez e como uma mudança poderia ser estressante, mas na visão dela seria bom ter com o que se distrair nos dias que ficava em casa, sem ter muito o que fazer. Ele começaria a procurar algumas casas e juntos iriam visitar os locais e decidir o que melhor agradasse aos dois. Mas seria sempre supervisionada por ele, qualquer sinal de alteração na pressão, glicose ou estresse. Ele deixaria para quando a filha nascessem e quanto a isso Anahí não teve o que questionar. 

Os dias que vieram os dois se ocuparam em achar a casa idea. Maite ainda estava tentando se conformar com a mudança do irmão e da cunhada.

Alfonso: Amor, está pronta? Perguntou impaciente.

Anahí: Sim, só falta passar o batom e já vou. Ele respirou fundo. Não entendia porquê as mulheres demoravam tanto para se arrumarem. Quando ela saiu do quarto ele sorriu, toda impaciência sumiu.

Alfonso: Linda! Ela deu um selinho nele.

Anahí: Viu? Valeu a pena esperar. Brincou. Ele não conseguia não sorrir.

Alfonso: Você fica linda de qualquer jeito. Ele a ajudou a descer as escadas. Iriam ver a quinta casa só naquela semana. Eles ainda não tinham achado a casa que agradasse aos dois.

Anahí: Será que vamos ter sorte hoje? Perguntou quando já estavam no carro.

Alfonso: Eu espero que sim. Ele dirigiu até o condomínio no bairro próximo dali e lá encontrariam a corretora.

Observando o local eles já tinham gostado, tinha pesquisado sobre o bairro, era tranquilo, não tinha índices de violência, era um bairro de classe média alta. Anahí até estranhava, porque acostumada a viver no Rio de Janeiro com os grande números de assaltos e violência nos bairros, estranhava as casas não terem muros  e como as pessoas andavam tranquilas na rua. Bom, ela precisava deixar a ficha cair que estava vivendo em um outro país, claro que a violência existiria em qualquer lugar, mas em comparação aonde ela vivia, a diferença era alarmante.

A corretora sorriu ao ver o carro de Alfonso estacionar, ele ajudou a namorada a sair do carro. A mulher os cumprimentou e os acompanhou até a casa, a entrada em si já tinha agradado aos dois. Os dois entraram de mãos dadas, já dentro do imóvel, os dois observavam os detalhes da casa, uma sala grande que tinha uma grande vista para o jardim, dando uma claridade ao lugar, cozinha espaçosa e bem ventilada, não tinha uma escadaria grande, e isso agradou Alfonso, há que se preocupava com o estado da namorada, e além de que ele tinha certeza que Letícia não seria a única filha do casal. Então precisava pensar no futuro, uma casa com muitos degraus para o segundo andar não seria de bom grado para uma próxima gravidez. Os quartos eram amplos, bem arejado e com o revestimento que agradou os dois. A suíte principal fez Anahí sorrir com a banheira que tinha ali, já se imaginava nos dias de cansaço tomar um banho quente e de espuma. Era uma casa grande, com um bom espaço para crianças brincarem, tinha a aérea externa, com uma grande piscina, hidromassagem, um espaço onde ela já se via fazendo o tradicional churrasco brasileiro e com os amigos.

- Gostaram? Perguntou após mostrar todas as parte do imóvel. Alfonso não precisou perguntar, era só ver os olhos de Anahí brilhando encantada com o lugar e provavelmente imaginando eles ali.

Alfonso: Sim. Gostamos bastante. Nós vamos conversar com calma e eu entrarei em contato. A corretora assentiu. Anahí sorriu educada e eles se despediram. - Gostou, né? Perguntou já no carro.

Anahí: Muito. Tem tudo o que estávamos procurando. Ele assentiu. - Mas deve ser muito cara, olha só esse bairro e as casas daquele condomínio, aposto até que tem algum famoso que mora ali. Ele riu. Gostava do jeito dela, o dinheiro não seria problema, mas não iria faze-la se preocupar com isso, se ela tinha gostado da casa, ele compraria.

Alfonso: Deve ter, mas não se preocupe com isso. Quando casarmos tudo o que é meu, será seu e da nossa filha, então é bom ir se acostumando. Ela sorriu.

Ela não via como um problema ele ser  um bilionário, mesmo com situações financeiras bem distintas, ela acreditava que um dia se formaria e teria um bom trabalho, não iria depender dele para toda vida, claro que incomodava algumas coisas, mas seria temporário até ela ter seu próprio dinheiro. Depois de tudo o que passaram para ficarem juntos, preconceito social estava bem longe de ser um problema entre eles.

Dias depois ela gritou animada no quarto quando ele mostrou as chaves da casa.

Anahí: Não acredito, você comprou! Disse entusiasmada.

Alfonso: Sim, podemos nos mudar quando quiser. Aliás você pode decorar do jeito que quiser. Ela sorriu gostando da ideia. O encheu de beijos até sentir uma pontada e ver Alfonso congelar. -Ela...ela...mexeu? Perguntou emocionado, Anahí estava com o corpo colado ao dele o enchendo de beijos pelo rosto, as barrigas colada uma na outra, até sentir o chute da filha, os dois sentiram ao mesmo tempo.

Anahí: Eu acho que ela também gostou da novidade. Ele se ajoelhou e ficou com o rosto próximo a barriga dela.

Alfonso: Oi filha... você gostou da novidade, é? Da casa nova onde vamos morar? Disse fazendo um carinho ali e sentiu a filha mexer de novo. - Gostou... Disse sorrindo para Anahí, que sorria emocionada. - Lá tem muito espaço para brincarmos juntos, o papai vai brincar na piscina com você, vamos jogar bola, brincar de boneca, vamos brincar do que você quiser, a mamãe também vai. Beijou a barriga da namorada.

Anahí: Agora ela não vai parar de mexer.

Alfonso: Não judia da mamãe, tá filha? Se comporta aí um pouquinho. O papai quer namorar com a mamãe, vamos comemorar a casa nova. Disse cínico.

Anahí: Alfonso! Isso é coisa que se diga a sua filha?

Alfonso: Ah, amor! Não é como se fosse novidade. Ela já deve estar acostumada a ouvir seus gritos.

Anahí: Você não vale nada!

Alfonso: Você gosta que eu sei. E outra,  a sua obstetra mesmo disse que o sexo ajuda a relaxar, todas as suas sensações passam para ela, então quanto mais relaxada, satisfeita e feliz estiver, nossa filha vai ficar também. Disse se levantando e levando os dois para se sentarem na cama. 

Anahí: Você tem argumento para tudo em.

Alfonso: No fundo, você gosta e quer tanto quanto eu. Vem cá, vem! Disse a chamando com o dedo, ela sorriu com a atitude e ele selou os lábios dela. Aos poucos o beijo foi ganhando movimentos, foi se aprofundo, fazendo o desejo para algo mais se acender. As roupas foram tiradas peça por peça, até não restae nada entre eles e quando as preliminares já não foram suficientes para aplacar o desejo, seus corpos se uniram em um só. E por algum tempo, naquele quarto se ouviam gemidos, respirações ofegantes além de palavras desconexas.

Era o começo de uma nova era!

A Protegida ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora