Alfonso nunca tinha tido a casa tão cheia, além da família de Anahí, agora tinha Dulce e Ucker, William, Angelique, Belinda, Ninel e até o delegado Alexandre que estava acompanhando Belinda, ele tinha dito que era por precaução policial, por ela e as garotas estarem sob proteção policial, mas ao olhar o jeito como ele olhava Belinda, com preocupação e afeto, Alfonso desconfiava que não era aquele o verdadeiro motivo dele estar em sua casa.
Tisha conheceu as garotas que passaram pelo mesmo que sua filha e o choro foi inevitável. No início ao se reencontrarem choraram muito, mas agora de um jeito bom, porque estavam livres. Dulce abraçou Anahí tão forte e todas percebiam a conexão entre as duas. E não foi difíci para Maite estar no meio conversando com elas, admirando a força que cada uma ali tinha, porque cada uma delas era uma sobrevivente, prova da resistência.
Dulce: Eu não acredito que você conseguiu. Disse olhando a mãe de Anahí que tinha um Arthur no colo que conversava muito animado com Mane.
Anahí: Nem eu. As vezes é tão difícil de acreditar que isso está mesmo acontecendo.
Dulce: Nem me fale. Estou ansiosa para ver meus pais de novo.
Anahí: Eles chegam quando?
Dulce: Amanhã. Tiveram um imprevisto com o vôo.
Anahí: Fiquei feliz por todas vocês.
Dulce: Eu vou agradecer sempre a Belinda, eu acho que nunca teria como agradecer o suficiente.
Anahí: Ela foi realmente muito corajosa, poderia apenas ter fugido, procurado ajuda e ir embora. Mas não, denunciou o Gastón e toda a corja dele.
Dulce: Sim, vamos ter sempre essa dívida com ela. Eu já agradeci, mas acho que nunca será o suficiente.
Anahí: Concordo, mas acho que tudo agora finalmente vai ficar bem. Disse olhando Belinda conversando com Angelique e Ninel com Alexandre sentado ao seu lado.
Quando Alfonso sugeriu que iriam até a casa de Ucker ver Dulce, Anahí pensou melhor e por que não reunir todas? Afinal seria o primeiro reencontro depois do pesadelo ter acabado, Alfonso a apoiou e Maite quem organizou tudo para receber as companheiras de luta de Anahí que acabaram de tornando suas grandes amigas.
Mas o clima não era só de animação e conversas. Tinha um clima estranho entre Maite e William, como não era bobo Mane percebeu. Que eles não se davam bem isso era fato antes de tudo acontecer, mas agora, ele podeira dizer que tinha algo diferente.
E tinha, constrangimento da parte de Maite, que não sabia encarar o William desde da última vez que se viram e consequentemente era o dia em que se beijaram. Para William era ainda pior, porque ele não se arrependia, ele a queria, mas sabia que ela amava demais Mane, que não existia mais a possibilidade de existir nada entre ele e Maite, se culpava por ter sido idiota demais ao perde-la. Porém mesmo sabendo de tudo isso não conseguia parar de pensar no beijo e em como tinha sido bom tê-la em seus braços outra vez.
Mane: Vamos lá, pode me contar. Disse pegando Maite de surpresa.
Maite: Contar o quê? Perguntou nervosa.
Mane: O que está acontecendo entre você e o William? Eu vi o jeito como ele te olha e como você está o evitando. Disse direto. Nessa hora Alfonso parou de prestar atenção no que Ucker dizia. E sem querer ouviu.
Se William tivesse feito qualquer coisa para machucar Maite, ele o mataria, mesmo depois de o ter ajudado tanto.
Maite: Não...aconteceu nada. Disse desviando o olhar.
Mane: Maite, eu te conheço e sei que está mentindo. Nunca houve mentiras entre nós, vai começar agora? Ela respirou fundo.
Maite: Tudo bem. Aconteceu uma coisa enquanto eu pensava que você estava morto.
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A Protegida ✓
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