Capítulo 51

1.3K 108 94
                                        

Naquela noite Alfonso realmente conseguiu dormir, graças ao calmante que Maite dissolveu em seu suco, por isso ao acordar começou a se dar conta do que sua irmã fizera, porém não iria chateá-la ou brigar, sabia que Maite tinha feito para o bem dele, não poderia se chatear com isso, deveria até agradecê-la, pois seu corpo tinha descansado, bem como sua mente que tinha dado uma pausa, pelo menos naquela noite.

Ao descer para o café da manhã viu a irmã quieta, pensativa, diferente dos outros dias, o bom é que ela já saía do quarto.

Alfonso: Bom dia! Disse se sentando e uma das empregadas da casa o serviu. Quando se afastou deixou os irmãos sozinhos.

Maite: Espero que não esteja chateado comigo, por ter te dopado.

Alfonso: Não estou. Sei que queria meu bem. É assim que nós fazemos, cuidamos um do outro. Maite assentiu. - Como você está?

Maite: Tentando seguir em frente, só não me conformo de não ter o corpo do meu noivo para o funeral. Ele segurou a mão da irmã em sinal de compreensão.

Alfonso: Vou fazer de tudo para que possamos dá ao Mane um funeral decente.

Maite: Só queria acordar e perceber que tudo não passa de um terrível pesadelo.

Alfonso: Eu te entendo. Vamos superar como sempre fazemos, eu sempre vou estar aqui para você. Uma das empregadas o interrompeu.

- São policiais, senhor! FBI Disse assustada. Em um rompante os irmãos se levantaram indo até a sala. Alfonso pensou o pior e Maite se preocupava com o irmão.

Só que eles não imaginavam o que estava por vir.

- Bom dia! Um dos agentes entrou na casa, seguido demais três.

Alfonso: Bom dia! O que desejam? Perguntou direto.

- São parentes de Mane de La Parra? Maite sentiu o coração disparar como se fosse parar ou saltar pela boca..

Maite: Si-sim...im Guaguejou, diante do nervosismo.

Ambos pensavam o pior, que tinham encontrado o corpo dele.

- Ele foi encontrado em um galpão, foi sequestrado e estava sendo torturado por uma quadrilha envolvida com tráfico humano, drogas, prostituição e corrupção. Explicou e Maite parecia ter escutado mal.

Maite: El-ele está vivo? Perguntou e o agente assentiu. Alfonso mal conseguia processar a tudo. Até ver sua irmã perder a cor e desmaiar, ele fora mais rápido em ampará-la para que ela não caísse.

Alfonso: Como isso é possível? Achamos que ele estava morto.

- Ele foi levado para o hospital mais próximo ao local em que se encontrava, o galpão ficava perto da saída da cidade. Ele mencionou diversas vezes o nome dela. Maite Herrera.

Alfonso: São noivos. Explicou.

-  O caso será explicado, mas no momento era preciso comunicar a família dele.  Alfonso assentiu.

Eles explicaram poucas coisas e Maite assim que acordou, chorou em alívio, tinha sido real, Mane estava vivo. O Homem que amava que estava com vida. Amparada nos braços do irmão, ela pode chorar aliviada e feliz.

Maite: Preciso vê-lo, preciso estar com ele.

Alfonso: Eu sei, eu vou com você. Os dois se trocaram para irem até o hospital onde Mane estava e Maite já queria transferi-lo para o mais próximo de sua casa, onde sabia que poderia dar uma assistência maior ao noivo. Eles esperaram impacientes até que pudessem vê-lo, mas Mane estava na sala de exames, ele tinha levado uma surra, e precisavam verificar se existia algum trauma físico, porque psicológico é claro que ele tinha.

A Protegida ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora