Capítulo 63

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Quando Alfonso voltou para casa já estava mais calmo e arrependido, durante o caminho ele percebeu que tinha falando muitas coisas que não devia e que de cabeça quente tinha certeza que havia magoado Anahí. Ele se recriminava até por ter conduzido as coisas daquela forma, talvez devesse ter pegado mais leve e não se exaltado com Tisha. Não poderia esquecer que Anahí estava no meio daquilo tudo e ainda por cima grávida.

Ele entrou no quarto e a viu deitada o esperando.

Anahí: Você demorou.

Alfonso: Fiquei dando voltas e mais voltas pela cidade. Assim que entrei no carro percebi a merda que fiz. Me desculpe.

Anahí: Está se desculpando pelo que exatamente? Por sair sem falar comigo e me deixar angustiada aqui? Ou por dizer que ia tirar minha filha de mim?

Alfonso: Por tudo, eu jamais tiraria a Letícia de você. Falei isso na hora da raiva, estava de cabeça quente e falei merda, e não deveria ter saído assim.

Anahí: Você me magoou, Alfonso. Falando aquelas coisas.

Alfonso: Eu sei, me perdoa. É que na hora eu perdi a cabeça. Acho que todos erramos. Anahí assentiu.

Anahí: Tudo bem, eu desculpo você, mas não faça de novo, por favor. Eu acho que precisamos conversar com a minha mãe, sei que ela não deveria ter falado aquelas coisas naquele momento, mas eu consigo entender a preocupação dela, acho que fui até um pouco egoísta.

Alfonso: Por que diz isso?

Anahí: Eu estava tão feliz em ter você e ela aqui, que não percebi que a situação pudesse incomodá-la, que ela tinha largado o emprego, a casa, os amigos. A vida que ela tinha para estar aqui e não conseguiu se adaptar, além de estar preocupada com o meu futuro.

Alfonso: Todos erramos. Eu estava respeitando seu espaço, o seu momento de ter sua liberdade de volta, mas isso não quer dizer que não queira casar com você, deveria ter deixado as coisas mais claras para sua mãe. Ter conversado com ela. Concordo que tudo foi rápido demais, que não temos muito tempo juntos e já temos uma filha a caminho.

Anahí: Vamos conversar, nós três, sem gritarias e ofensas. Preciso me desculpar com ela também. Sei que no fundo ela só se preocupa comigo.

Alfonso: E se ela quiser voltar? Se ela for morar no Brasil com seu irmão. O que você vai fazer? Perguntou com medo da resposta.

Anahí. Claro que não vai ser fácil para mim, mas eu sei que ela tem uma vida lá e não posso ser egoísta a mantendo aqui porque é bom para mim, só vai me restar deixa- lá ir. Respeitar a decisão dela, e me confirmar a vê-la em datas especiais e férias, porque meu lugar é aqui com você e a nossa filha. Ele sorriu.

Alfonso: Fico feliz em ouvir isso, vamos tentar deixar isso mais fácil para todos. Sempre poderá ligar ou visitar sua mãe e seu irmão. Depois você poder fazer a faculdade que quiser eu vou te ajudar com a Letícia. Ela sorriu.

Anahí: Eu sei que vai. Vamos dá um jeito em tudo.

Alfonso: Outra coisa, nunca conversamos exatamente sobre isso, mas você quer rotular o que temos? Para mim sempre pareceu tão claro que é minha mulher, que não parei para pensar que quisesse rotular o que temos.

Anahí: Iria me apresentar a seus amigos como? Perguntou curiosa.

Alfonso: Como minha mulher. É isso que você é. Aliás é muito mais. É minha amiga, companheira, amante, confidente, mãe da minha filha. Isso não quer dizer que não pretendia casar com você. Só queria ir com calma para não te assustar.

Anahí: Eu nunca me preocupei muito com isso, as coisas entre a gente aconteceram de forma não convencionais que agora eu só queria aproveitar isso. Mas acho que devemos deixar as coisas claras entre nós porque teremos uma filha e ela precisar estar em um ambiente onde não haja essa confusão de saber o que os pais dela são. Ele assentiu. Você quer namorar comigo? Perguntou risonha.

A Protegida ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora