Queria saber sobre aquele dia; o garoto prestes a jogar-se da janela. Um dia cinza; triste... Não iria tocar no assunto - por enquanto; parecia delicado. De fato, muitas coisas aconteceram. Para ambos, mas não há a possibilidade de nivelar sofrimento; isso não existe. Taehyung começou a ajeitar-se; equilibrou-se; ainda estava inquieto, os olhos vasculhando cada detalhe ao redor; procurando por algo pelo qual não encontrava. Ele não está bem - pensou. Seu rosto expressava preocupação - ou falta -, porém, não era consigo mesmo. Não conseguia dizer.
Agatha, enquanto refletia pressupostos, procurava por seu tablet em sua bolsa tom escuro, couro falso, ou quaisquer outros objetos que fizessem uma comunicação viável. Ele a fitava agora; a reconhecia, mas era como um sonho que não se conseguia lembrar os detalhes. Movia-se com rapidez, um tanto desastrada: papéis e cartas foram jogados ao chão. Taehyung questionava-se sobre as cartas, algo tão incomum. Curvou-se para recolhe-las - não que quisesse, mas a sociedade almejava por isso: educação e respeito - e, em um tom de espanto, uma carta chamara sua atenção, uma cor vibrante, rosa. Na parte frontal, em carimbo: "Clínica Especializada em-". Não conseguira ler por completo. Exaltada, ela tomou de sua mão junto aos outros papéis. Parecia importante - e assim é. - Clínica... Clínica... - Repetia em sua mente - Isso não é problema meu... - Forçava-se a acreditar. Deveria perguntar? Estaria doente? E se a ofendesse?
O tempo continuou forçando-lhes a um diálogo básico pelo celular de Agatha; comum; perguntas em que as respostas são conjecturadas, como um script. As verdadeiras perguntas sempre são as mais difíceis. Taehyung não estava bem; não ali; não com ela. Como uma criança que não sabe nadar, afundava-se em preocupação e cansaço. Respirou profundamente em recado; o compreendera em instantes. Convidou-o para que a acompanhasse... Um café, um lugar melhor, calmo, para se conhecerem; ou apenas esclarecerem interesses. Parou, refletindo na proposta. Não queria ir na verdade, queria falar com Jungkook, queria voltar para a escola, queria encontrá-lo.
Primeiramente, negou fitando seus pés, após, desculpou-se fazendo uma reverência. Agradeceu o convite. Fazer isso doía, aparentava ser uma boa pessoa, empática, mas não podia fingir simpatia. Não teve notícias de Jungkook após o encontro na diretoria e não o viu após o término das aulas. Não deveria sequer ter ido embora; deveria ter esperado. Tudo seria mais fácil se o seu... seu... Matutava. Não tinha coragem de dizer; continha receio dentro de si. Contudo, tinha certeza, e Jungkook também, que eram mais que amigos.
Por mais que ajudá-lo constituía uma ação benéfica, ela queria conhece-lo mais, de um modo a se tornarem íntimos; totalmente. Por um lado, fora bom - melhor assim, talvez - afirmava com desdém. Estava atrasada para um compromisso, recordou-se. Nada respondeu; sorrira sem graça e partiu a uma direção divergente. Esperando-o que mudasse de ideia, a uma distância significativa - decepcionada -, sem intervenção alguma de sua saída, virou-se esperançosa, porém, Taehyung já estava no final da rua donde viera, em passos largos, apressado, seguindo em busca de algo que Agatha não compreendia.
VOCÊ ESTÁ LENDO
I HEAR YOU
Fanfiction~ TAEKOOK FANFICTION ~ Completa. Taehyung gostaria de ouvir os batimentos do coração de Jungkook, mas como poderia? "Tudo se esvaiu e Taehyung se encontrara novamente na calçada daquele supermercado, Jimin ao seu lado balançando os braços...
