P.O.V. Sebastian.
Eu estava prestes a matar um deles.
—Não!
Ela me segurou.
—Pare. Não precisa fazer isso, acabou.
—Não. Não acabou. O que te garante que esses idiotas não vão mandar alguém pior da próxima vez?
—Olhe pra eles! Esse povo da Fênix, nem sabe o que é uma Fênix! Eles são só bulyies assustados! Estão surtando porque pensam que estão perdendo o controle sob algo que eles nem entendem, algo que eles nunca puderam controlar! E isso assusta eles pra caralho! Sebastian, somos mais velozes, somos mais fortes! Somos melhores e lá no fundo eles sabem disso. Então, seja melhor!- Disse Hope.
P.O.V. Matty.
O que?!
—Quem você pensa que é?- Falei.
—Quem você pensa que é? Qual é, seu povo se mata aos milhares. Homens, mulheres e crianças vivem em zonas de guerra e você nem liga. Simplesmente vira a cara e finge que não é com você. E meu pai matou uma. UMA humana porque precisava se alimentar e você tá toda revolts por causa disso. Porque não vai ficar revoltada com as bombas que estão sendo criadas e explodidas no Iraque, no Afeganistão matando inocentes aos milhares?!- Disse a adolescente.
P.O.V. Riley.
Porra! Ela calou a boca da Matty.
—Então, porque você não vai embora? Ou vai ficar para conhecer os dragões?- Disse Hope. Ouvi falarem o nome dela.
—Dragões? Está brincando certo?- Eu disse.
—Não. O meu tempo no Malivore me deixou mais forte, me concedeu uma habilidade que ninguém nunca teve. Fez os dragões me obedecerem. Sou a única coisa que fica entre vocês e eles.- Disse a garota.
Então, os olhos dela mudaram e ela deu um sorriso mostrando as presas.
—Bem vindos á Mystic Falls. Seus manés.
—Vou querer saber que tipo de criatura é você?- Perguntou Matty.
—Tribrida. Primeira e única.- Respondeu a garota.
P.O.V. MacGyver.
Quando ela contou a história nós ficamos tipo... O que?! A vó dela era uma bruxa chamada Esther Mikaelson, a mulher praticamente inventou a magia negra, transformou os filhos nos primeiros vampiros do mundo, acidentalmente criou um híbrido que por acaso é o pai dela. A mãe dela era descendente da primeira lobisomem do mundo e da bruxa que lançou a maldição que transformou a própria mãe em lobisomem. A bruxa era tipo um bebê de Rosemary/encarnação do mal.
—Caramba! Se importa em dizer como pode existir uma coisa como você?
—As bruxas chamariam de brecha. Afinal, Malivore o Golem, comedor de seres sobrenaturais foi criado pelo sangue de uma bruxa, um vampiro e um lobisomem. Eles deveriam ser os únicos capazes de destruir a abominação que criaram, mas a natureza achou uma brecha... fazendo uma Eu. Ai, eu pulei naquele buraco, fui literalmente para o inferno, destruí a coisa, salvei meus amigos e vocês. E este é o obrigado que eu recebo.- Disse a garota como se aquilo a irritasse.
—Como você nos salvou?- Perguntei.
—Porque o Malivore não podia consumir vampiros, bruxas e ou lobisomens, mas humanos ele podia. E a Tríade não hesitava em tacar qualquer um que fizesse perguntas demais dentro do poço. Chegou á um ponto que Malivore conseguiu reunir material genético humano o suficiente para engravidar uma humana. E fazer um bebê. - Disse Hope. O garoto acenou.
-E é por isso que o seu povo me enoja. Nos culpam por tudo, mas vocês também são podres.- A Tribrida falou.
—Oi. Acho que é por isso que eu tinha flashes de você. Por isso os monstros que saiam de dentro do Malivore nunca me atacaram.- Disse o garoto de cabelos escuros e olhos verdes.
—Monstros?
—Dríades, dragões, gárgulas, demônios do sonho e agora que o Golem foi explodido as coisas vão ficar piores. Oh, esqueci as lesmas controladoras da mente e o unicórnio.
—Como assim, as coisas vão ficar piores?- Perguntei.
—Pense em Malivore como um depósito de seres sobrenaturais, um buraco negro sem fim que consumia tudo o que podia e apagava a existência destes seres do consciente coletivo. Agora que Malivore foi destruído... todos os seres que estavam presos lá dentro... estão livres. E vocês não serão fortes o suficiente para matá-los. Precisam de nós tanto quanto precisamos de vocês. Provavelmente mais.- Disse Hope.
-Mas, isso não revela quem trouxe o seu pai de volta da morte.- Eu falei.
-Eu trouxe.- Disse a garota de cabelos ruivos e vestido preto.
-Tive a oportunidade de conversar com meu irmão. Você me incentivou a não matá-lo. Você me devolveu a minha família Hope. E eu quis fazer o mesmo por você.- Falou a mocinha.
-Obrigado Amara. E sabe, para A Escuridão... você nem é tão ruim assim.- Disse Hope.
-Obrigado.- Agradeceu Amara.
-Ela é uma vaca.
-Você tem noção que no quesito Poder, eu tenho um Poder equivalente ao do meu irmão, não é? Eu posso te apagar da existência. Eu acenei a minha mão e matei três anjos duma vez. Eles me atacaram com toda a sua luz, toda a graça de centenas de milhares deles e isso não me matou. Na verdade até que fez uma cosquinha.
-Espera, você disse anjos?
-Sim, Anjos. A primeira das criações de meu irmão.
Então, eu acho que eu entendi.
-Quando você diz seu irmão... você quer dizer...
-Deus!
Agora, eu tô chocado.
Um dos vampiros perguntou: -Amara, você disse uma vez que Deus não pode existir sem você e nem você sem ele. Como assim?
-A Co dependência das gêmeas Saltzman não é nada comparado á minha e do meu irmão. Nós somos o oposto perfeito um do outro. Meu irmão é todo luz, bondade, amor, perdão, criação e eu sou... negra, maldade, fúria, vingança, destruição... Escuridão. Mas, isso não significa que não sou capaz de amar. Porém, infelizmente significa que se eu matar o meu irmão isso vai causar um massivo desequilíbrio de poder e eu vou consumir absolutamente tudo até estar completamente sozinha. Vou me expandir infinitamente, transformando matéria em Matéria Negra, até sobrar apenas eu. A Escuridão. E o mesmo vale se o meu irmão me matar. Ele vai destruir o que ele criou, o que nós criamos. E vai ficar sozinho.- Explicou Amara.
-Nós, criamos?- Perguntei.
A garota respirou fundo.
-Tentamos criar coisas sozinhos tanto eu quanto meu irmão. Ele tentou criar coisas que eram pura bondade, que eram perfeitas e não funcionou. Eles tornaram-se vazios, ou eles eram bondosos demais ou eles eram... psicopatas assassinos em série. Ou ovelhas ou lobos. Então, meu irmão me colocou dentro de Caim. E uma parte de minha energia foi passada a diante através das gerações. E a humanidade desenvolveu o seu instinto assassino. Vocês começaram a sentir raiva, infelicidade, aprenderam a ser egoístas, a fazer armas. Mas, não é só o que vocês fazem. Fazem remédio, mas fazem veneno também. Fazem caridade e dai explodem hospitais. Todas as criações que sobreviveram á pragas, á inundações, entre trancos e barrancos são parte meu irmão, parte eu. A combinação da minha fúria e da calma dele que foi a chave para o sucesso!- Disse a garota, Amara.
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Legacies New Version
FantasiTive essa ideia assistindo Once Opon a Time. Vou aproveitar algumas oportunidades que desperdiçaram na série. Hope pulou no Malivore e acabou... adivinhem onde? Era uma vez uma Tribrida.
